Cinema

Wolverine: Imortal (2013)

O que é imortal não morre no final, aahhh…

Depois do fiasco que foi X-Men: Origens, é até difícil acreditar que algum filme seja capaz de reconquistar a dignidade do herói, mas, acreditem, Imortal fez exatamente isso e muito bem.

(e, tá bem, eu confesso que assisti Origens gritando pelo Liev Schreiber, mas quem não?).

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Primeiramente, eu não li as HQs, então não esperem uma resenha “know-it-all” e com referência aos quadrinhos. Eu peguei um gosto por super-heróis, mas nem tanto (mentira, pois estou juntando uma graninha pra comprar algumas edições de “Aves de Rapina” da DC Comics). Falarei apenas do filme aqui e não me responsabilizo por nenhuma errata. Sou poser mesmo, e daí?

Com um elenco que, pra mim, trabalhou muito bem, Wolverine: Imortal veio com o Logan (Hugh Jackman) machucado pela perda de Jean Grey, ainda revivendo memórias e dores. Constantemente a vemos em seus sonhos e, olha, Famke Janssen nunca esteve tão linda! Afastado da sociedade por um bom tempo, Logan é abordado por Yukio (Rila Fukushima) a mando de Yashida, um homem que foi salvo pelo mutante há um bom tempo e agora, a beira da morte, quer reencontrá-lo para dizer adeus.

O problema é que, ao chegar a Tóquio, Logan é surpreendido por uma estranha e tentadora proposta: se desfazer de sua imortalidade sem sentido e entregá-la a Yashida, que alegadamente não está preparado para morrer. A partir dai, nos vemos num enredo que trata de conflitos existenciais, familiares e muita chutação de bunda, embora o desenvolvimento seja mais lento (e acaba sendo muito legal!).

O romance entre Mariko Yashida (Tao Okamoto) e Logan acaba sendo uma parte bem docinha do enredo, mas é logo interrompida pelo clímax rápido demais que parece ter surgido ali do nada. Então, lá vem muitos discursos de vilões, explicações do que fizeram e vão fazer e, finalmente, o destaque para uma personagem que esteve ofuscada o filme inteiro: a vilã Víbora, bioquímica a serviço dos Yashida.

Então é mais chutação de bunda, Samurai de Prata, Yukio sendo foda, ótimos efeitos especiais e BOOM, cena pós-créditos! Acho que o final passou pela minha cabeça como um vulto, mas a cena pós-créditos ficou aqui, guardadinha na mente e no coração.

E, não, eu não vou dizer nada sobre ela, só que é, claro, um link com Dias de um Passado Futuro.

Marvel sempre nos fazendo esperar, ai, ai, ai…

Só faltou o Liev Schreiber nesse filme, adeus (me deixem, comecei a assistir Ray Donovan e agora ninguém me para).

ficha técnica

 

Direção: James Mangold
Elenco: Hugh Jackman, Tao Okamoto, Rila Fukushima, Hiroyuki Sanada, Svetlana Khodchenkova, Hal Yamanouchi
Roteiro: Mark Bomback, Scott Frank
Duração: 126 min.
País: EUA
Gênero: Aventura, Ação
Trailer: (x)
Classificação:  ★★★½☆

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1 Comment

  • Reply
    Larissa Mirandah
    20/08/2013 at 1:36 am

    Ah eu gostei do filme, mas não foi 100%, acho que faltou algo, eu fiquei com essa sensação de que pisquei em algum momento importante, porque eu não consegui gostar inteiramente do filme, é lógico que ele ficou melhor que Origens, e eu sou uma leiga quando os quadrinhos entram no meio, mas a minha opinião apenas como filme mesmo é que ficou faltando algo. Agora que já reclamei vou elogiar, eu adorei o cenário, a vilã, e a Yukio, e resmunguei horrores com aquele final, o que aquele Samurai de Prata fez me deixou morrendo de vontade de eu mesma acabar com ele, agora o momento revolta mesmo foi ter saído do cinema sem assistir a cena pós-crédito, eu só fui descobrir que tinha essa cena quando cheguei em casa e tive que assistir na internet. A Marvel adora fazer isso, nos fazer esperar, esperar e esperar…
    Adorei a review!
    Larissa Mirandah recently posted..News: Thor 2My Profile

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