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O hype é real, assista Stranger Things

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Confesso que fui surpreendido quando recebi uma notificação da Netflix sobre a disponibilidade da temporada de sua nova série, Stranger Things. Eu andava meio em “off” do mundo por motivos de “vida de adulto é um saco” e ao receber esse aviso, resolvi assistir por minha conta em risco.

Simplesmente fui arrebatado pela trama. Tem RPG, referências a quadrinhos, tem conspirações, tem seres de outras dimensões, tem todo um climinha que mescla melancolia e esperança, tudo isso junto com Winona Ryder e “uma turminha metida em altas aventuras e confusões”. Tudo isso ambientado nos anos 80! É realmente inevitável que haja uma ligação quase que inconsciente entre essa série e aqueles vários filmes que embalaram quem foi criança nos anos 90. “Monster Squad” (1987), “Goonies” (1985), “Stand by Me” (1986), “Close Encouters of the Third Kind” (1977), “ET” (1982) e “The Gate” (1987) tá tudo ali misturado e muito bem executado.

A trilha sonora é um deleite à parte: Smiths, Clash, Devo, Television e algumas breguices synth pop bem características da época, assim como uma abertura muito bem referenciada lembrando as grandes trilhas produzidas por John Carpenter. Uma fotografia que intercala muito bem entre sombras e luz pra intensificar essa atmosfera de thriller sobrenatural e aventura que envolve a trama e txaram: STRANGER THINGS SE TORNA UMA DAS COISAS MAIS LEGAIS PRODUZIDAS PARA TV NOS ÚLTIMOS ANOS!

Você junta a tudo isso um elenco infantil muito entrosado o que faz com que assista consiga rapidamente criar vínculos de empatia com as personagens. Mike Wheeler (Finn Wolfhard), Dustin Henderson (Gaten Matarazzo), Lucas Sinclair (Caleb Mclaughlin), a fantástica da Eleven (Millie Bobby Brown) e o principal motivo da aventura  Will Byers (Noah Schnapp) devolvam meu coração, por favor! Mas não esquecendo também do núcleo adulto muito bem representado pela veterana Winona Ryder, David Rabour e Mathew Modine ( inclusive Modine foi um dos atores principais de “Born to Kill”(1987), aquele filme do Kubrick que tinha Vicent D’Onofrio o Rei do crime da série Daredevil).

Stranger Things

A série estreou dia 15 de julho e possui 8 episódios. A direção ficou sob a responsabilidade, muito bem cumprida, dos Duffers Brothers. Curta, bem amarrada e com gostinho de “quero mais”. O hype é real, assistam Stranger Things!

Observação: Atentem para as paredes, busquem os easter eggs!

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Gataca (Franck Sharko #2), Franck Thilliez

Após os acontecimentos dramáticos do livro A síndrome [E], no qual levou os investigadores Lucie Henebelle e Franck Sharko a encontrar a formação da mais pura maldade humana, Gataca é um novo desafio para a dupla que se encontra no pior estado psicológico de suas vidas, num caso de violência que remonta desde dos tempos dos homens pré-históricos e repercute até os dias de hoje, e cabe a ambos solucionar este caso que pode acabar por dizimar toda a raça humana.

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No início do livro encontramos uma Lucie que se encontra fora da polícia. Ela tenta guardar o pouco que lhe resta de sanidade, já que suas filhas foram sequestradas pelo psicopata Gregory Carnot. Lucie descobre que este está nos últimos de seus dias e pretende presta-lo uma visita para tentar diminuir uma parte do seu pesar.

Devido ao complexo estado mental de Carnot, Lucie fica intrigada e é lançada numa complexa investigação, mesmo ela tendo a posição de civil, que correlaciona o perfil de psicológico de Carnot com um homem de Neanderthal, evolução, um nascimento trágico nas mãos de um impiedoso ginecologista e a figura da Fênix por trás de todo este mistério.

Em outra mão, vemos Sharko recuperado de sua esquizofrenia, porém carrega as chagas pelos acontecimentos que ocorreram às filhas de Henebelle, esta que era sua amante, logo, este saí de sua carreira privilegiada em traçar perfis psicológicos de assassinos em escritórios para voltar a trabalhar nas sangrentas ruas da França, onde acaba por ser acusado injustamente de um assassinato do homem que ele colocou atrás das grades, e ainda se depara com o assassinato de uma bióloga pelas mãos de uma doce gorila.

Assim como o livro anterior, o romance não se baseia apenas numa investigação policial, Franck Thillez consegue trazer vários conceitos de diversas áreas enriquecendo vigorosamente a obra, em Gataca transcorre temas como evolução, ginecologia, genética, biologia e antropologia. Eu acabo por aprender muitas curiosidades que saltam de vez em quando da obra.

O livro não é tão obscuro quanto o anterior, porém, elementos como o psicológico e o emocional dos personagens são fortemente destacados, e que os fatos que seguem no livro acabam por mudá-los. É também visto tons de intrigas e conspirações, também como é apresentado no livro anterior, transcorrendo durante a obra, mesmo sendo elas com os personagens próximos aos protagonistas ou pelos vilões.

Mesmo eu tendo lido num ritmo frenético, sempre querendo saber o que vinha nas próximas páginas, sabendo que novos mistérios e perguntas iriam assolar Lucie e Franck, e tendo plots twists dentro de plots twists, não fiquei tão imerso quanto o livro anterior por razões que não sei explicar, apenas sentir. De toda forma, Gataca continua tendo a maestria de concatenar constantemente nossas ideias para evitar que nosso cérebro se perca no caminho, além de apresentar uma riqueza de conteúdo e de mistérios que não vai desagradar nenhum leitor.

informações

Cortesia da editora) para resenha.
Título: Gataca (Franck Sharko #2)
Autor: Franck Thillez
Tradução: Mauro Pinheiro
Número de Páginas: 432
Edição: 2013
ISBN: 9788580573855
Editora: Intrínseca
Preço: R$29,90
Classificação: ★★★★☆

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5 álbuns para ouvir sem parar nas férias

É mês de férias, as Olimpíadas estão chegando, e a gente ta sabendo que você não aguenta ler mais nada!!!!! nessa vida, então ao invés de indicar livros, viemos indicar 5 álbuns para você ouvir enquanto sua mãe te obriga a fazer faxina e coisas do tipo. E também porque sim. Porque eles são muito bons. Porque você não vai conseguir parar.

Você pode intercalar essa nossa lista com a nossa mais recente indicação de séries para maratonar, se preferir *wink wink*.

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Todos os álbuns indicados estão no Spotify, aproveitem!!

Ariana Grande: Dangerous Woman

Não é segredo que amamos Ariana Grande. Se ela só tinha ficado um pouquinho má com “My Everything“, seu mais recente (e excelente) álbum “Dangerous Woman” virou o disco completamente. Não estou brincando quando digo que cada. uma. das. faixas. é ótima em diferentes níveis, e a qualidade musical da jovem de 23 anos é tão grande que parte da nossa equipe tem ouvido esse álbum desde maio.

Drake: Views

Não adianta disfarçar, porque SABEMOS que você está dançando “One Dance” tanto quanto dançou “Hotline Bling” ano passado, ambas faixas do álbum mais recente de Drake. E tudo bem, Drake é a epítome do “nice guy”, mas não dá pra negar que não gostar das músicas dele é, diga-se de passagem, impossível. Nós já sabíamos disso, quando ele lançou “Take Care“, e quando ele lançou “Nothing was the same“. Mas foi a mixtape mais recente, “If you’re reading this it’s too late” que deu uma sacudida na galera, um ‘I didn’t come here to play’ na cara da sociedade. “Views” já pode ser considerado o melhor álbum do ano (sim, na frente de Lemonade, Life of Pablo e de ANTI, sem sombra de dúvidas), e é um álbum para se ouvir para sempre.

Alessia Cara: Know-it-all

O álbum lançado no final de 2015 da jovem Alessia Cara é despretencioso (na medida do possível, sabe como essas cantoras indies são). Alessia veio como quem não quer nada, mais ou menos como a Lorde (mozona *-*), e além de seu primeiro hit “Here” (ainda do EP “Four Pink Walls“), nós encontramos faixa depois de faixa mais viciante do que a anterior. Por mais mainstream que sua voz seja, aos 19 anos, Alessia já provou que merece ser ouvida, e eu posso garantir que você não vai querer parar, depois de começar.

Corinne Bailey Rae: The Heart Speaks in Whispers

ELA VOLTOU!!!! E olha, fazia muito tempo desde que Corinne Bailey Rae tinha dado as caras. Sabe como é, todo mundo lembra com carinho de 2007 e seu “Put your records on”, do álbum “Corinne Bailey Rae“. “The heart speaks in whispers” tem a mesma vibe dos seus álbuns anteriores, mas com algo mais, uma maturidade, talvez, e um encantamento. Um sentimento de ‘finalmente’. Ele é delicado, dançante e bom. Muito bom. Vale a pena conferir.

Hurts: Surrender

Surrender é o terceiro álbum da dupla Hurts e é praticamente um presente pra humanidade de tanta lindeza. Desde o visual do álbum até as músicas que vão te fazer dançar pelos cômodos antes mesmo que você perceba que está fazendo isso Sem contar que é bem fácil aprender as letras das músicas já que as batidas viciantes vão te fazer ouvir as músicas umas dez vezes seguidas.