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Quatro temporadas para assistir no carnaval

quatro temporadas para assistir no carnaval (1)

Sempre tem aquela pessoa que odeia carnaval. Odeia tudo sobre o carnaval exceto que são cinco dias a mais em casa. (bem… exceto você que só estuda, principalmente os de universidades cujas aulas sempre só começam depois desse feriado honrando o bom e velho ditado “o ano só começa depois do carnaval”) Por isso, nós estamos separando 4 temporadas para você colocar no queue da sua Netflix ou, sabe, ~sei lá como você poderia ter acesso~ e badalar tanto quanto aquela galera do camarote da Brahma. Exceto que você vai estar no conforto da sua casa sem gastar dinheiro, o que é MUITO mais legal.

Younger

Sutton Foster. Esse é um motivo bom o suficiente para querer assistir Younger. Precisa de um empurrãzinho a mais? Hilary Duff. E ta, tudo bem, o boy magia Nico Tortorella também é uma razão e tanto. A história da quarentona Liza que, para conseguir voltar a trabalhar no mercado editorial, resolve fingir ter 26 anos novamente é engraçada de uma maneira inusitada e cheia de referências em alta velocidade, do jeito que só Sutton sabe fazer. É uma dessas séries cheias de informação e divertidíssima como eu não via desde Community (que eu não via desde United States of Tara). Com episódios de 20 minutos e 12 episódios na primeira temporada (a segunda acabou de começar a passar, está no episódio 5), ela é perfeita para passar o dia assistindo e ainda sair à noite, se você tiver coragem de enfrentar as ruas e bares da sua cidade durante o carnaval. Younger também passa no canal E!.

Mozart In The Jungle

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Mozart In The Jungle é aquela série que passa num piscar de olhos e quando você percebe já acabou tudo e você só fica enrolada no canto cantando All By Myself. As duas temporadas de dez episódios de no máximo vinte minutos  passa a história dos bastidores da Orquestra de Nova Iorque e as vidas de seus músicos, incluindo o excêntrico maestro prodígio Rodrigo, que Gael Garcia Bernal interpreta maravilhosamente bem, o que lhe rendeu até um Globo de Ouro. O clima leve e engraçadinho da série é apaixonante, junto com música clássica e diversas situações, vale MUITO  a pena ver.

The Knick

The Knick
Um Grey’s Anatomy que se passa em 1900, Nova Iorque, com um outro nível de drama. Acompanhamos a história de Dr. John Thackery, interpretado por ninguém menos que Clive Owen, que acaba de assumir a chefia do The Knick e a responsabilidade de diminuir a taxa de mortalidade dos pacientes nas cirurgias, enquanto tenta esconder de todos o seu vício de cocaína. A série é bastante rica em todo o seu contexto, tem bons personagens e desenvolve bem o background deles a cada episódio que passa. Por ser de época, é interessante observar as práticas, descobrimentos e o enorme preconceito existente por ter apenas um médico negro no hospital. Tem apenas duas temporadas, corre pra ver!

Adotada

Adotada MTV

Sabe aquele reality show que te faz maratonar pra ver todas as coisas que a “personagem” principal irá fazer? É esse. Mareu, a adotada mais querida do Brasil, a cada episódio vai morar em uma casa diferente. Tendo que se ajustar aos costumes da família, aos horários, e também aos gostos. Às vezes discutindo, às vezes tirando a família da zona de conforto, às vezes sendo ela (Mareu) quem sai do seu conforto, ouvindo desde preconceitos até elogios, mas nunca saindo do salto. Mareu é daquelas mulheres que tem argumentos bons e vive tirando risadas do espectador, seja com seu jeito de Barbie (e guarda-roupa lindo) ou comentando sobre as coisas estranhas em cada uma das casas.

Conta pra gente nos comentários, qual série você vai maratonar neste carnaval!

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Luva Vermelha (Mestres da Maldição #2), Holly Black

Após ler e me apaixonar pelo primeiro volume da série Mestres da Maldição, Gata Branca, fiquei ansiando pela sequência, Luva Vermelha, sendo que, por algum motivo ela passou batida e só fui ver que a editora Rocco tinha lançado em dezembro do ano passado. Sim, dei gritinhos de alegria e engatei numa leitura sem lembrar direito os ocorridos do livro anterior.

Luva Vermelha, Holly Black - Who's Thanny

Em Luva Vermelha, Cassel Sharpe agora tem conhecimento do seu raro poder. Ele pode transformar qualquer coisa: pessoa, animal e objeto, por este motivo, tem que guardar segredo, pois se alguém descobrir, podem usá-lo, e sabemos que não será para o bem. O garoto ainda está bem traumatizado pelo o que a própria família o fez passar, manipulando suas memórias e fazendo com que Lila Zacharov, filha do chefe da máfia russa, que ele pensava ter assassinado, mas a tinha transformado numa gata branca, amá-lo. Você gostaria de entrar num relacionamento sem saber que os sentimentos da pessoa por ti são verdadeiros?

“É tão fácil. Errado, mas fácil. Tem tantas coisas que quero dizer a ela, e todas são injustas. O que faço é beijá-la, sufocando o indizível eu te amo, sempre te amei contra a língua dela.”

Apesar de nutrir um amor por Lila desde a infância, Cassel evita se envolver, porque sabe que ela foi enfeitiçada para amá-lo. E isso é bem triste. Porém, além de amores não correspondidos, a autora, Holly Black, aprofunda a trama política iniciada em Gata Branca e traz para Luva Vermelha a “briga” dos federais e da máfia para terem Cassel em sua equipe juntamente com o mistério: Quem matou Philip? Só se sabe, de acordo com as câmeras de segurança, que foi uma mulher de luva vermelha.

De uma maneira ou de outra, Cassel acaba envolvendo seus amigos, Sam e Daneca, na investigação que promete uma reviravolta. A cada página vemos que o garoto que antes se esforçava para não criar laços com ninguém, dá o braço a torcer e percebe as vantagens de uma amizade verdadeira em que pode compartilhar, em parte, seus problemas e segredos.

” – A magia nos dá muitas escolhas – diz vovô. – A maioria delas é ruim.
[…]Eu me pergunto se esse é meu futuro. Escolhas ruins. Porque sem dúvida se parece muito com o meu presente.”

O legal de Luva Vermelha é que não foi uma enrolação, como muitos segundos livros de série são. Holly Black explora o mundo dos mestres da maldição com um toque de romance, mistério e suspense, e desenvolve uma trama bem completa e envolvente. Esta série já ganhou um espaço no meu coração e já estou lendo terceiro livro para contar para vocês o que achei.

informações

Cortesia da editora para resenha.
Título: Luva Vermelha (Mestres da Maldição #2)
Autor: Holly Black
Tradutor: Regiane Winarski
Número de Páginas: 368
Edição: 2014
ISBN: 978-85-7980-207-2
Editora: Rocco Jovens Leitores
Preço: R$ 39,50 (Compre com desconto aqui)
Classificação: ★★★★½

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Anime: Little Witch Academia

Saindo um pouco das minhas já rotineiras resenhas de animes, gostaria de propor algo um pouco diferente. A maioria de nós é usuário de algum serviço de streaming e no caso brasileiro, Netflix, e sempre que possível e quando surgir a oportunidade, indicar coisas legais que podem ser encontradas por lá, visando obviamente sempre o “bem-estar” de vocês, ou seja, facilitar em 90% a busca efetuada por aquelas(es) que se interessem pelas dicas dadas por mim. Para iniciar esse novo formato, gostaria de falar sobre uma novidade recente no banco de arquivos da Netflix: Little Witch Academia.

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A trama se passa em um mundo onde a magia faz parte do dia a dia do mundo, tendo inclusive escolas especializadas em formação de bruxas. Nada muito novo em termos de narrativas fantásticas, isto é uma verdade, mas certa vez um filósofo védico da birmânia central disse “clichês quando bem utilizados, não deixam de ser clichês, mas podem se tornar entretenimento dos mais divertidos.” Somos convidados logo de início a conhecer melhor a personagem principal, Akko Kagari, menina atrapalhada, intempestiva e normal. Ela está nessa escola com o intuito de se tornar uma bruxa e aprender a praticar magia, tendo em vista que (pelo que fica subentendido na trama) ela tem uma origem não mágica, o que se evidencia na falta de tato com feitiços e alguns dilemas comuns ao universo da magia. E além de tudo isto, ela ainda é fã de uma bruxa cantora, Shiny Cariot, que é muito mal vista pelas outras bruxas, sendo acusada de ser muito mais uma ilusionista que propriamente mágica. Inclusive é esse apelo maravilhoso dos shows feitos pela Cariot que fazem com que Kagari queira se tornar uma bruxa. A trama realmente se desenrola a partir de um exercício de uma das aulas, onde se é pedido que se matem monstros e resgatem tesouros, tipo um jogo de rpg, e alguém acaba pisando na bola e liberando um mal selado.

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Visualmente o anime é muito bem estruturado, apesar do traço muitas vezes caricato. Talvez os fãs das produções contemporâneas de animes estranhem um pouco essa estética mais “clássica” e limpa, que é inclusive uma identidade visual própria do estúdio que produziu a obra (info sobre estúdio mais abaixo). As cores são quase que exclusivamente frias, o roxo é uma cor predominante em vários elementos do cenário, quando não nas próprias personagens (uniformes são um exemplo dessa predominância). Os movimentos da animação são muito fluídos, o que acaba sendo um ponto positivo principalmente nas cenas de ação que são bem inteligíveis e instigantes.

A trilha sonora casa bem com a narrativa visual e se torna em muitos momentos agradabilíssima (sempre é um ponto positivo quando a parte visual e sonora estão na mesma frequência). Eu que não sou muito fã de mahou-shoujo (se é que Little Witch possa ser considerado um), me impressionei bastante com a simplicidade e objetividade da obra e acima de tudo com sua honestidade. Foi bastante gratificante até, inclusive me senti obrigado a vir aqui dividir essa experiência com vocês.

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O estúdio responsável pela produção do anime é o Trigger, o mesmo de  Kill la Kill (também está no serviço e stream), foi criado e dirigido por Yoh Yoshinari e escrito por Masahiko Otsuka. Interessante é que o curta foi produzido como parte de um projeto chamado Young Animator Training Projetc 2013. O curta foi exibido em 14 cinemas no Japão, liberado no Youtube com legendas em inglês e em outros streams o que deu uma certo respaldo, sendo feito uma campanha em 2015 no kickstarter para financiar o segundo curta, que foi produzido contendo 55 minutos e dando continuidade o universo proposto pelos criadores da série, intitulado Little Witch Academia: The Enchanted Parade (2015), que para nossa felicidade também está presente nos arquivos da Netflix. Pra finalizar a máxima de sempre: assistam e venham aqui discutir sobre conosco.

ficha técnica


Título original: Little Witch Academia
Direção: Yoh Yoshinari 
Roteiro: Masahiko Otsuka
Duração: 27 mimutos
País: Japão
Gênero: Mahou Shoujo
Classificação: ★★★★★