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JoJo Siwa: o que uma garota de 13 anos tem para ensinar

Ela apareceu primeiro no Abby’s Ultimate Dance Competition, do canal Lifetime, em 2013: uma garota barulhenta, cheia de atitude, apaixonada pela dança, que sabia falar o que queria. Logo de cara, foi assim que o mundo conheceu JoJo Siwa.

jojo siwa

Desde então, a nativa de Nebraska chamava a atenção em redes sociais de maneira discreta até que a produção de Dance Moms a convidou para substituir Chloe Lukasiak no programa e ela aceitou de pronto. O reality de dança é hit há 6 temporadas, e já revelou algumas estrelas. A mais conhecida, talvez, seja Maddie Ziegler nos clipes da Sia, mas sua irmã Mackenzie também tem uma parte de sucesso próprio, como já comentamos antes.

Recentemente, outras meninas de DM chegaram aos holofotes. Kendall Vertes virou Kendall K. no mundo da música; Asia Monet é uma sensação, chegando a ter seu próprio reality show; Chloe Lukasiak vai ser vista nos filmes Center Stage e Cowgirl’s Story; Nia Sioux tem seus próprios hits (sendo, de longe, a melhor cantora do grupo) além de ter emplacado na trilha sonora de High Strung; Maddie será jurada da versão infantil de So you think you can dance?. Era só uma questão de tempo até JoJo dar as caras na indústria da música também.

JoJo com o laçarote é o que as línguas chamam de “little power house”. Ela pode não ser a dançarina mais técnica que o programa já teve, mas ela sabe defender o que acredita. E foi assim, com essa atitude, que ela irritou Abby Lee e conquistou seu público (carinhosamente chamados de Siwanators), que consiste basicamente de garotas da idade dela – não necessariamente nessa ordem. Sua influência e eloquência lhe ajudaram a chegar onde está hoje, e tudo bem que só meninas pré-adolescentes saibam quem ela é: JoJo está fazendo seu próprio caminho.

Foi exatamente assim que ela arranjou um espacinho para falar sobre bullying numa TEDx Talk no final do ano passado. Essa garota de apenas recém-completados 13 anos tem muito a ensinar sobre ser quem você é, do jeito que você quiser ser, e tentar deixar a negatividade para trás. Ela aprendeu a pegar as coisas ruins que eram ditas sobre ela desde muito cedo e transformar em algo bom: em aprendizado e encorajamento para ser seu melhor eu.

Como se isso não fosse suficiente, sua música finalmente foi lançada. Boomerang é colorida como a garota dos laçarotes sempre foi, e passa uma mensagem tão boa quanto você esperaria que uma pré-adolescente gostaria de passar sobre personalidade e amor próprio. No clipe, onde também podemos avistar Kendall e Mackenzie entre outros jovens dançarinos do mundo do YouTube, não apenas JoJo incentiva uma garota tímida a defender suas causas, como também mostra uma atitude quase que inesperada diante das “mean girls”. É uma ode ao “standing up to myself” que muita, muita gente gostaria de ter ouvido quando tinha essa idade, e que com certeza vai passar uma mensagem muito legal para as crianças que acompanham essa loirinha do interior.

Dizer o quê? Nada além de #PeaceOutHaterz!

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E aí, vamos dar o play? – Unravel e Gryphon Knight Epic

Unravel

Quem acompanha nosso canal no Youtube já deve ter visto nossas mais recentes reviews, mas vamos divulgar aqui também porque sei que tem gente que ainda não teve tempo de conferir, né? Nichollas traz dois jogos para agradar diferentes gostos e bolsos, chega mais!

Unravel é um dos lançamentos deste semestre que nos conquistou pelos seus gráficos e trilha sonora, além do protagonista super fofo Yarny, feito de um único fio de lã e que vai se desemaranhando conforme você se move.

Gryphon Knight Epic é um game brasileiro do gêneto Shoot’em up Medieval 2D e mistura elementos clássicos de exploração e batalhas de chefes que lembram Megaman.

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Brutal, Luke Delaney (D.I. Sean Corrigan #1)

Nunca havia lido livros de romance policial antes, apesar de gostar muito do gênero quando se trata de filmes ou até mesmo games, principalmente quando tem aquele clima noir por trás. Brutal foi o primeiro livro que li nesta linha e realmente gostei muito a ponto de explorar muito mais este gênero no campo da literatura. O livro é escrito por Luke Delaney, um ex-policial da cidade de Londres, que trabalhou em divisões que iam atrás de serial killers, e este é o seu livro de estreia.

Livro Brutal, Luke Delaney

A história começa com narração em primeira pessoa descrevendo a vida pacata de um homem que teve o mundo aos seus pés e que ele vai muito além de status sociais e rios de dinheiro para conseguir isto… ele mata pessoas para se sentir mais poderoso ainda e descreve a forma “brutal” como faz isto, o pior que ele não é apenas um assassino aficionado, o cara mata pessoas mudando seu modus operandis para a polícia nunca conseguir farejar seu rastro de morte.

Isto não ocorre apenas no primeiro capítulo, toda nova vítima que nosso assassino secreto faz, ele descreve suas “emoções”, pensamentos e técnicas de como matará sua presa e é dito isto de uma forma fria e calculada, porém com traços de um enorme desejo de ceifar mais uma nova alma. Tal assassino não se autodefine como um doente, um “serial killer”, ele crê que está fazendo um favor àqueles que está matando e que todos os seres humanos são animais a fim de saciar sua “vontade”, já que ele está no topo da cadeia alimentar, tal visão se assemelha um pouco ao que é pregado por Arthur Schopenhauer em seu livro “O mundo como vontade e representação”, além disto, ele cita Nietzche para embasar tal pensamento.

Vocês devem crer que há ele nunca será pego, ele mata de forma aleatória, mas para polícia forense até nano deslizes do assassino podem ser detectados, e para Sean Corrigan pegar assassinos faz parte da sua vida, faz parte do seu ser, já que ele consegue pensar que nem eles.

A muitas custas de investigação, Sean Corrigan ficou convicto que James Helier era o assassino, já que ele enquadrou Helier muito bem no seu radar para esta classe de pessoas, e agora vocês devem pensar “já acabou o livro”, logo no início, mas não… muito ainda vai rolar, porque não havia provas o suficiente para incriminá-lo. Portanto, Brutal é um jogo de gato e rato entre Sean Corrigan e James Helier, ambos dotados de uma inteligência peculiar e um instinto apurado, Sean está ciente que o assassino matará mais pessoas e ele estará lá para impedi-lo.

Brutal é muito inteligente, fluído e frenético, mesmo grande parte do livro sendo apenas pensamentos e deduções para solucionar o caso. Vemos que a vida de um policial não é das mil maravilhas como assistimos nos programas de TV; análises forenses demoram, principalmente, por causa da burocracia; policiais não se dão bem, ainda mais aqueles que almejam galgar postos mais altos; em casos complexos eles dão sua vida e sangue para encontrar assassino, especialmente quando eles sabem que é possível que outras vítimas podem ser feitas; aos que tem família, ela é totalmente negligenciada por eles, já que o trabalho toma 110% de suas vidas; e há policias “corruptos” dispostos a adulterar uma cena do crime a fim de incriminar um suspeito mais facilmente, o fato de o autor ser um policial deu uma fidelidade maior a obra.

Brutal sem sombra de dúvidas é um thriller sensacional, além de ter um tremendo plot twist, o livro é instigante e fica te chamando para concluir a próxima página até lê-lo por inteiro.

informações

Cortesia da editora para resenha.
Título: Brutal – D.I. Sean Corrigan #1
Autor: Luke Delaney
Tradução: Maira Parula
Número de Páginas: 416
Edição: 20015
ISBN: 978-85-68432-12-9
Editora: Fábrica231
Preço: R$ 39,50
Classificação: ★★★★★