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Ori and the Blind Forest

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Ori and the Blind Forest é um game de plataforma produzido pela Moon Studio, onde a beleza prevalece com uma arte feita a mão, uma linda e contagiante trilha sonora, personagens interessantes e uma história épica do começo ao fim.

Você joga com Ori, uma pequena criatura da luz que logo no início do jogo fica órfã e é encontrada por Naru, que passa a ser sua mãe adotiva. Depois de um belo dia entre mãe e filho, ocorre uma grande “explosão”, que viria a mudar o rumo de toda a floresta e levaria a morte de Naru deixando Ori novamente órfão. Ori sozinho, desolado, com fome e a beira da morte é renascido pela “Árvore dos espíritos”, que é o guardião da floresta, e diz que a última esperança deles é o pequeno Ori.

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Em meio toda a luz, proveniente dos poderes de Ori, o jogo é igualmente sombrio, com diversas criaturas e espinhos que impedem a jornada dele. Ao decorrer do jogo, Ori encontra Sein que é seu guia e dá conselhos a ele o tempo todo. Para restaurar a luz da floresta de Nibel, o personagem tem que encontrar três espíritos elementais o das águas, o do vento e do fogo.

O jogo é repleto de quebra-cabeças e itens escondidos que vão requerer certas habilidades para poder completá-las, das quais serão encontradas nas árvores ancestrais, árvores que possuem os espíritos das criaturas da raça de Ori, que foram mortos por Kuro a grande coruja que tenta te matar o jogo inteiro. Além das habilidades obtidas nas árvores ancestrais, há 3 skills trees que você vai completando com pontos obtidos ao matar inimigos podendo melhor suas técnicas de rastreio, seus ataques e sua absorção de energia.

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As partes mais deslumbrantes do jogo são os momentos que você restaura os espíritos elementais onde ocorre uma constante fuga onde se você não correr a tempo você é consumido pelas águas, fogo ou ar, e também ocorre uma cena onde Kuro o persegue e se for muito lento… você acaba caindo nas suas garras.

Ori and the Blind Forest é um dos games mais bonitos, épico e fofos que eu já joguei, mesmo sendo um tanto quanto simples, posso afirmar que pode ser o melhor game de plataforma de 2015, concorrendo com o esperado Mighty No. 9. O jogo pode deixar rolar lágrimas para aqueles corações mais moles.

Informações


Desenvolvedora: Moon Studios GmbH
Lançamento: 2015
Suporte: 1 jogador
Gênero: Plataforma, Ação
Censura: Livre
Plataformas: Microsoft Windows, Xbox One, Xbox 360.
Classificação: ★★★★½

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Programe-se: 17ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro

XVII Bienal do Livro do Rio

Faltam exatamente 3 dias para a 17ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que irá acontecer entre 03 a 13 de Setembro, no Riocentro e se você ainda não faz ideia do que fazer no evento, vamos listar tudo o que acharmos de legal na programação, beleza?

Durante onze dias, o Riocentro sedia a festa da cultura, da literatura e da educação. Nos espaços dedicados às atrações, o público pode participar de debates, bate-papos com personalidades e escritores, além das atividades culturais que promovem a leitura.

Para poder entrar no evento, é necessário um ingresso ou credencial, se você ainda não garantiu o seu, corre, porque será uma fila a menos para você enfrentar. A meia-entrada custa R$ 8,00 e a inteira R$ 16,00, você pode conferir os locais de venda aqui.

Todo ano, não importa se no Rio ou em São Paulo, há filas gigantes para fazer o básico, como comer (e esteja avisado que é tudo caro, vá prevenido!), porém esta edição promete trazer bastante variedade, inclusive famosos food trucks, então, talvez, o público se divida, vamos esperar para ver.

Mas bem, vamos ao que importa que é a agenda de eventos e lançamentos interessantes, confiram:

Quinta-feira, 3 de setembro

17h – Cubovoxes (Pavilhão 4 – Verde)
Livro que vira filme, com Carina Rissi.

Sexta-feira, 4 de setembro

17h – Grupo Autêntica (Pavilhão Azul: H12/I11)
Lançamento de FMF em quadrinhos,Paula Pimenta.

19h – Grupo Editorial Record (Pavilhão Azul: E04/F03)
Bate-papo com Pam Gonçalves e Bianca Briones.

Sábado, 5 de setembro

10h às 12h – Editora Rocco (Pavilhão Azul/I08)
Sessão de autógrafos com Luiza Trigo.

11h – Grupo Editorial Record (Pavilhão Azul: E04/F03)
Lançamento de Cinderela Pop, Paula Pimenta.

13h – Auditório Madureira
Encontro com Autores, Julia Quinn.

15h – Grupo Editorial Record (Pavilhão Azul: E04/F03)
Lançamento de Destinado, Carina Rissi.

15h – Auditório Madureira
Bate-papo com Leigh Bardugo, autora da Trilogia Grisha, seguido de sessão de autógrafos no estande do Grupo Autêntica (Pavilhão Azul: H12/I11).

17h – Pavilhão 4 – Verde
Entre quadrinhos, com Will Conrad.

18h – Auditório Madureira
Encontro com Autores, David Nicholls, autor de Um Dia e Nós.

18h30 – Grupo Companhia das Letras (Pavilhão Azul, G08/H07)
Sessão de autógrafos com Raphael Montes.

20h às 22h – Auditório Madureira (Pavilhão Verde)
Encontro de leitores da Seguinte e Suma das Letras.

Domingo, 6 de setembro

11h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Bate-papo com a autora Colleen Hoover, autora de “Métrica”, “Pausa”, “Essa Garota”, “Um Caso Perdido” e “Sem Esperança”.

12h – Grupo Autêntica (Pavilhão Azul: H12/I11)
Lançamento de O Livro do Bem, Ariane Freitas e Jéssica Grecco.

13h – Livraria Leitura (Pavilhão Azul: G10)
Lançamento de Confissões On-line 2, Iris Figueiredo.

14h às 16h – Editora Rocco (Pavilhão Azul/I08)
Sessão de autógrafos com Carolina Munhóz (com participação do ilustrador de O Reino secreto, Felipe Carvalho).

18h – Editora Rocco (Pavilhão Azul/I08)
Sessão de autógrafos com Raphael Draccon

18h30 – Grupo Companhia das Letras (Pavilhão Azul, G08/H07)
Sessão de autógrafos Capitolina.

Segunda-feira, 7 de setembro

11h – Conexão Jovem (Auditório Madureira)
Conexão Jovem – Encontro com Autores com Mauricio de Sousa.

12h30 às 14h30 – (Pavilhão Verde – Auditório Madureira)
Encontro de fãs Harry Potter.

16h – Grupo Autêntica (Pavilhão Azul: H12/I11)
Lançamento de A Retomada da União, Bárbara Morais

17h às 19h30 – Auditório Madureira (Pavilhão Verde)
Encontro de leitores geek da Editora Seguinte e Suma das letras (Doctor Who, Star Wars, Stephen King e Millennium) .

Quarta-feira, 9 de setembro

16h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Bate-papo com a autora Carina Rissi.

Quinta-feira, 10 de setembro

16h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Conexão Jovem com Carolina Munhóz e Sophia Abrahão, seguido de autógrafos no próprio auditório.

Sexta-feira, 11 de setembro

18h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Bate-papo com a autora Bruna Vieira.

Sábado, 12 de setembro

11h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Bate-papo com a autora Sophie Kinsella.

11h – Livraria Leitura (Pavilhão Azul: G10)
Sessão de autógrafos da trilogia Sábado à Noite com Babi Dewet

12h30 – Livraria Leitura (Pavilhão Azul: G10)
Lançamento de Confissões On-line 2, Iris Figueiredo.

14h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Conexão Jovem com Anna Todd.

18h – Conexão Jovem (Pavilhão 4 – Verde – Auditório Madureira)
Bate-papo com a autora Colleen Houck, autora da série infanto-juvenil Saga do Tigre.

18h30 – Grupo Companhia das Letras (Pavilhão Azul, G08/H07)
Sessão de autógrafos Capitolina.

Domingo, 13 de setembro

10h30 às 12h30 – Grupo Companhia das Letras (Pavilhão Azul, G08/H07)
Sessão de autógrafos com Mauricio de Sousa
Serão distribuídas 70 senhas para quem comprar o livro Mônica é daltônica? no dia do evento, nos caixas.

16h – Cubovoxes (Pavilhão 4 – Verde)
O fã Cara a Cara, com Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros.

17h – Auditório Madureira
Encontro de fãs: universo geek com André Gordirro e Raphael Draccon, seguido de sessão de autógrafos com os autores no estande da Rocco (Pavilhão Azul/I08).

Uma coisa que falamos todo ano e que vale a pena repetir é que não se iluda pensando que você vai conseguir ver tudo o que quer da programação, tem muita coisa boa, e filas imensas que irão tomar horas do seu tempo. Por isso analise se você quer realmente o autógrafo do autor X, que é muito famoso e foque no principal, que é se divertir, comprar livros e fazer novas amizades, yay!

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Porco Rosso, Estúdio Ghibli

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Hayao Miyazaki ficou conhecido mundialmente como “rei da animação” japonesa e não foi à toa. Sob a responsabilidade do Estúdio Ghibli, Myiazaki e sua turma produziram um conjunto vasto de obras cinematográficas que arrebataram uma legião de fãs a nível mundial. Falar das produções do Ghibli e de Hayao Miyazaki não é apenas se restringir ao escopo da cultura “otaku”. O que isso quer dizer?! Quer dizer que não apenas adoradores das produções nipônicas são apreciadores das produções do Estúdio Ghibli, onde o estúdio se tornou uma referência na produção de animações no mundo inteiro.

Mas gostaria de centralizar a minha resenha não no que Estúdio Ghibli passou a significar para a animação mundial. O que pretendo aqui é discorrer sobre uma das animações que muitos afirmam ser uma das mais “fracas” produzidas pelo Miyazaki. Minha mãe disse que vim ao mundo para desconstruir “consensos”, então vamos seguir adiante mantendo a meta.

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Porco Rosso (Kurenai no buta), no Brasil Porco Rosso – O último Herói Romântico, é o 6º filme produzido pelo Estúdio Ghibli e foi lançado no ano de 1992. A estória centra-se no personagem Marco Borgat, piloto de avião, veterano da primeira Guerra Mundial, que devido as circunstâncias acaba se tornando um caçador de recompensas e ganha a vida combatendo piratas aéreos (Mamma Iuto Gang) no mar Adriático de uma Itália que dava os primeiros passos rumo ao regime fascista. O período é a década de 20, Borgat é conhecido como Porco Rosso um homem amaldiçoado que possui uma cabeça de porco. A sua hegemonia aérea passa a correr perigo quando o americano Donald Curtis, exímio piloto e recém contratado pelos piratas, começa a rivalizar com Rosso na tentativa de mostrar quem é o melhor piloto daquela região. A animação foi desenvolvida a partir de um mangá desenhado pelo próprio Miyazaki e publicado em uma revista de aeromodelismo, como também seria uma homenagem do diretor  ao personagem de Humphrey Bogart em “Casablanca” (1942).

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No desenrolar da narrativa somos apresentados a uma Itália que vive um período de recensão econômica, caminhando assim para um regime de centralização do poder na mão do Estado. Uma Itália que ainda vive sob o espectro da primeira grande guerra. Miyazaki faz questão de mostrar a postura que as mulheres assumem nesse período de crise. São mulheres que passam a ocupar posições que outrora eram somente direcionadas a homens. Uma grande característica das obras do diretor são personagens femininas muito bem desenvolvidas, centrais, ativas, donas de si, diferentemente da maioria das outras produções das animações japonesas. Gina, a dona do Hotel Adriano, como Fio Piccolo, engenheira de hidroaviões, exemplificam bem esse ponto na obra de Miyazaki. São mulheres que não se limitam em assumir apenas espaços que lhe são dados socialmente. Elas estão ali exatamente para desconstruir esses tipos de argumentos, que venhamos e convenhamos, aqui e ali nós ouvimos reverberar em nossas interações sociais mais básicas.

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Talvez o que traga um  pouco de estranheza aos que acompanham as produções do estúdio seja essa “atmosfera” mais realista presente na obra (mesmo o personagem principal sendo um homem com cabeça de porco) somado à grandes sequências de ação. Esse é um dos pontos mais fortes do filme: as cenas de ação. São planos de sequências munidos de cores quentes, leveza e acrobacias audazes. Os personagens também são todos muito bem apresentandos possuindo um carisma “in natura”, de Rosso que não se assume enquanto herói mesmo o sendo, aos atrapalhados piratas da Mamma Iuto, o egocêntrico Donald Curtis, passando pela sábia Gina e indo de encontro a juventude audaciosa da Fio Piccolo. Mesmo a ação sendo um dos pontos mais perceptíveis em toda a obra, não podemos em momento algum sobrepujar a riqueza própria ao período em que esta aventura se passa assim como o pluralismo de personalidades que nos são apresentadas na obra. Miyazaki em momento algum tenta obliterar os elementos sociais próprios ao período, na verdade o diretor os expõe muito bem fazendo com que todo o “plot” seja dotado de uma solidez inquestionável. Isso tudo aliado a uma trilha sonora lindíssima, organizada por Joe Hisaishi, que torna a ambientação da obra muito mais rica.

Lembrando que a produção dessa animação foi totalmente manufaturada, tendo em vista o período em que fora produzida: o ano de 1992. Nada de computação gráfica ou recursos muito comuns nas produções do gênero nos dias de hoje. Os movimentos são todos muito leves, dinâmicos, onde a impressão é que aquelas personagens e situações não estão dentro de uma dimensão em 2D. Aquele universo onde pilotos de hidroaviões se degladeiam no mar Adriático da uma Itália que tenta se reerguer parece em toda momento dotados de literalidade, fazendo com que o espectador em passe a aceitar por vezes aquelas imagens e narrativas como dados puramente históricos. Ficção e realidade se confundem em uma bela sinfonia sequencial. Como o próprio filme nos sugere logo de introdução é preciso imaginarmos uma Itália dominada pelas peleias constantes entre pilotos de hidroaviões e piratas aéreos.

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Existe todo um ar de mistério sobre o porque de Marco ter sido amaldiçoado. Nem mesmo o próprio Marco sabe qual seria o motivo dessa maldição. E é interessante a apresentação da trajetória do personagem nessa obra de Miyazaki. De resignado veterano de guerra a herói clássico. Apesar de ter perdido sua humanidade, Porco Rosso se mostra um sujeito imbuído de valores que o tornam cada vez mais humano a cada posicionamento tomado durante o desenvolvimento da película. Os elementos mágicos não são os elementos principais como na produções mais famosas do estúdio, o que não quer dizer que eles não estejam lá. Esse caráter distintivo das demais obras  a torna interessante, isto é, eles conseguiram fugir um pouco das questões sempre abordadas em suas produções. Mesmo sendo uma obra ficcional, dotada de elementos inexistentes, ela mantém uma verossimilhança com temas reais, tanto de caráteres éticos como sociais.

Após essa breve apresentação da “película” vocês devem estar se perguntando porque Porco Rosso é considerada uma das animações menos cativantes do Estúdio Ghibli. Eu também me fiz essa mesma pergunta momentos depois  de me entregar às aventuras do porco alado. E o bom da vida é essa coisa de “tirarmos nossas próprias conclusões” não nos entregando aos “consensos” sobre determinadas obras. Lembrando que a obra de Miyazaki é vastíssima e deliciosa de se ver.  Mesmo que você acabe não gostando do que poderá encontrar em Porco Rosso, a experiência com a obra vale muito à pena, principalmente como aprendizado. Missão dada é missão cumprida e até a próxima pessoal.

ficha técnica

 

Título original: Kurenai no buta
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
Trilha sonora: Joe Hisaishi
Duração: 1h e 34m
País: Japão
Gênero: Animação/Aventura
Classificação: ★★★★★