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A vida me fez roqueira

Julho é o mês do rock n’ roll, bebê! Por isso, nos reunimos para participar de um meme do Rotaroots e responder algumas maneiras que a vida nos fez roqueira, aumenta o som e chega mais!

roquera

BYZINHA

A vida me fez roqueira entre 2003 e 2004 quando Avril Lavigne apareceu com seu Under My Skin que era, diga-se de passagem, GROUNDBREAKING, thank you very much. Também foi aquele auge de Linkin Park e quando a moda emo estourou ao som de Perfect do Simple Plan, quem lembra? Aquela música tocava tanto, mas tanto que muita gente nem nunca mais quis ouvir FALAR de Simple Plan! Sem contar os nacionais do Detonautas e aquele acústico MTV inesquecível do Charlie Brown Jr, Champagne e Água Benta tocando para tudo que é lado outra vez. Essa minha fase não durou muito, eu sei, em parte porque, quando mostrei Perfect para minha mãe e disse “essa música é um tapa na cara do pai dele” ela me respondeu “e isso é bom?” me fazendo refletir e muito e em parte porque eu comecei a dançar hip hop e consequentemente ouvir mais rap e r&b. É claro que às vezes me dá surto de roqueira, eu desenterro meus cds do CBJr, ouço Não é sério com olhos marejados, revisito meus cadernos onde escrevi meus próprios rocks e os fecho imediatamente porque mds mto ruim, mas nunca perco o sentimento de que foram dois ou três bons anos.
Hoje em dia, meus dias de roqueiragem são regados a Muse e Rage Against the Machine, mas ninguém me leva muito a sério porque tem mais pop na minha vida do que qualquer outra coisa.

foto exclusiva da primeira vez que efetivamente pintei as unhas de preto em homenagem ao rock ‘n roll nos meus 25 anos de vida

HYPIA

Por motivos de menos de 18 meses de diferença de idade entre mim e a By, minhas influências foram bem parecidas com as dela, e algumas das mais fortes também datam de mais ou menos 2003, até um pouquinho antes talvez. Linkin Park, Avril Lavigne, Charlie Brown Jr, Pitty, Evanescence e companhia limitada na antiga programação da MTV. Ficou fácil criar preferência por rock – claro, sem desgostar de pop, que também já ouvimos e continuamos a ouvir bastante.

Foi automática a atração pela qualidade das letras e pela força do som – acho que eu não saberia descrever isso muito bem lá naquela época, mas desde sempre eu conseguia perceber que alguma coisa ali era diferente de tudo de outros estilos que eu conhecia. Não é que eu acho o rock o melhor estilo musical que existe – mentira, é que ele é mesmo.

JUBS

Cresci numa família bem eclética, enquanto minha mãe era fascinada por ABBA, Madonna, The Beatles e The Monkees, meu pai preferia o som mais pesado de Kiss, Queen, e claro, Elis Presley. Era óbvio que seria influenciada por eles, mas vida realmente começou a me fazer roqueira (ou seria emo?) entre 2005/2006, basicamente quando vi pela primeira vez o clipe de I Write Sins Not Tragedies do Panic! At the Disco. Que atire a primeira pedra quem nunca cantou a plenos pulmões o hino da geração emo, Welcome to My Life do Simple Plan. Ou tentou passar lápis preto nos olhos perfeitamente (e falhar) como Brendon Urie e Pete Wentz. Ou até mesmo chorar ouvindo as músicas do My Chemical Romance, que tocavam lá no fundinho da sua alma. Aliás, foi nessa época descobri algumas das bandas que me fizeram ser quem sou hoje como The Killers, Fall Out Boy, All Time Low, My Chemical Romance e claro, McFLY, e foi nessa época também que vivi os melhores anos da minha vida e faria tudo pra voltar no tempo e curtir um pouquinho mais.

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Campanha pra Era Emo voltar (ou não)

CAMBS

Sempre fui e sempre serei rainha emo gótica roqueira na solidão e na companhia, vocês devem saber disso. Em partes, acho que sempre fui desse ladinho do rock, meus pais sempre ouviam Queen, Bon Jovi e cia. Mas meus momentos mais marcante foi naqueles tempos de Avril Lavigne Rebel Princess. Complicated era um dos maiores hinos e ninguém pode negar. Tokio Hotel, Simple Plan, Detonautas, CPM22…..era uma maravilha pra cantar com os amiguinhos. Todo mundo curtia, todo mundo sabia as letras, e todo mundo era desse movimento sexy. Eu ainda sou, ehehehe, quero dizer, quantas pessoas você conhece que chora quando escuta os primeiros toques de Welcome To The Black Parade? (dá um desconto, My Chemical Romance acabou e isso doeu profundamente ok? ok) Até hoje eu sou mais do movimento roqueiro emo gótico do que qualquer outra coisa, embora ultimamente eu passe mais tempo ouvindo pop e afins do que os roque wins da vida. Mas ser dessa vida é igual ser um Wildcat, entende? “Uma vez um Wildcat, sempre um Wildcat”. Uma vez emo, sempre emo.

Cambista

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do grupo no Facebook.

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Ligue os pontos, Gregorio Duvivier

Há muito tempo atrás, no dia da poesia, a Companhia das Letras postou isso:

ligue os pontos gregorio duvivier

E eu, que evitava poesias desde que minha época de compositora de música emo terminou graças a Deus, fiquei bem

=O - Bob Esponja

Vejam bem, eu li tanta poesia nos meus dias de ensino fundamental que pareceu que era poesia para uma vida inteira. Eu literalmente fiz cara feia para poemas pelos 8 anos seguintes e o único formato de rimas que eu tolerava era música. Esse é o tamanho da bronca, depois de tantos Fernando Pessoas e Drummonds e Vitor Hugos. Ódio do fundo do coração.

Mas talvez tenha sido uma reassistida em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, ou talvez tenha sido algum quote do dia do Goodreads, mas, de alguma forma, de dois anos para cá eu fui amolecendo de novo. Não era como seu eu fosse voltar a escrever poesia. Caramba, não era de jeito nenhum como se eu fosse parar na sessão de poesias da livraria e seriamente considerar levar alguma daquelas belezas para casa. Mas então esse poema, no dia da poesia, meio que mudou minha vida. Eu gostei tanto, mas tanto, que fiz questão de traduzir pro inglês para uma amiga minha ler. Eu fiquei embasbacada com ele por literalmente uma semana inteira e foi ele, exatamente esse poema, que destravou a poetiza em mim. Eu voltei a escrever poesia.

Ainda faltava uma coisa, no entanto. Faltava conhecer profundamente o trabalho dessa pessoa que acordou um ponto adormecido do meu eu, autora. Não as crônicas na Folha, muito menos os videos do youtube. Nope, o que eu precisava era do eu, poeta de Gregorio Duvivier, para saber se tudo que ele escreveu ecoava na alma tanto quanto ligue os pontos ecoou. Demorou, mas eu tive o livro em mãos.

E olha… você sabe que a poesia tem um poder ensurdecedor. Você sabe que a poesia é poesia de verdade quando ela te faz sentir coisas, quando ela revive memórias e dói na alma. Poesia move montanhas de emoções e transborda rios de pensamentos.

Foi exatamente o que ligue os pontos fez.

informações

Cortesia da editora para resenha
Título: Ligue os pontos
Autor: Gregorio Duvivier
Número de Páginas: 88
Edição: 1ª edição/2013
ISBN: 9788535923643
Editora: Companhia das Letras
Preço: R$29,50
Classificação: ★★★★½

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O materalizador de ideias, José Jorge Paulo Neto

Este é o reino da imaginação
Tudo aquilo que aqui você tocar
Vira logo uma canção

materializador de ideias josé jorge paulo neto

 

O pequeno Theo, crescendo na época da ditadura militar, não entende realmente o que está acontecendo no mundo, mas sabe muito bem o que está acontecendo dentro de sua cabeça. Cheio de imaginação e na companhia de sua inseparável amiga Gertrudes – uma patinha de borracha que é sua maior confidente -, ele brinca com robôs de pote de iogurte e sente falta da figueira da pracinha onde não pode mais ir sem supervisão até o dia em que Theo conheceu Pedro, um menino engraxate com quem fez amizade imediatamente. A vida levou Pedro para São Paulo cedo de mais, mas não sem antes entregar para o amigo um gravetinho com poderes mágicos que levaria Theo para as mais brilhantes experiências.

materializador de ideias

 

Com ilustrações adoráveis de Maria Isabel Vaz Guimarães e introdução do jornalista Heródoto Barbeiro, o livro de estréia de José Jorge Paulo Neto – mais conhecido como Jorge pelos seus alunos -, é uma viagem no mundo da imaginação. Há elementos para gente de toda idade se identificar, como a vibe anos 70 para os mais velhos e os momentos em que tudo que você tinha para brincar quando criança era sua criatividade.

Para ser sincera, senti uma grande vibe Onde Vivem os Monstros, que já mencionei antes ser um dos livros mais influentes na literatura infantil, enquanto lia O Materializador de Ideias. Claro que é difícil alcançar o mesmo nível de magia de Maurice Sendak, mas o coração da história está ali: uma criança cuja mente é tão abarrotada de coisas que ela acaba indo além das barreiras físicas de limitações e viajando para um reino encantado onde tudo pode acontecer.

materializador de ideias

 

O professor Jorge já era uma sensação na internet com seus videos sobre a língua portuguesa e agora ele trouxe um pedaço da sua mente para as prateleiras das livrarias. Com projetos tão criativos quanto as realidades criadas pelo seu personagem Theo, posso contar de fontes seguras que ele já está escrevendo outro livro e eu realmente espero que seja uma continuação, porque o pequenino e sua patinha Gertrudes ainda têm muito o que contar!

A única coisa que me deixou meio incerta é que o livro tem muito texto. Voltado para crianças até 10 anos, os menores acabam ficando dependentes de um adulto na hora de ler e mesmo com muitas ilustrações, o texto tomou muito espaço. Sendo infantil, eu confesso que deu uma preguicinha na hora que abri a primeira página, mas assim que comecei, a história se foi em 20 minutos. Deu a impressão de que ele foi mais pensado para uma contação de história do que para colocar na mão das crianças, mas se você têm um pequeno que gosta de ler, tenho certeza que ele não vai se importar!

informações

materializador de ideias josé jorge paulo neto

Cortesia do autor para resenha
Título: O materializador de ideias
Autor: José Jorge Paulo Neto
Ilustrador: Meri
Número de Páginas: 39
Edição: 1ª edição/2015
ISBN: 9788555010054
Editora: Ed. Setembro
Preço: R$20,00
Classificação: ★★★★☆