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CCXP 2016: uma sexta-feira muito louca

Qual a chave do sucesso de um bom festival a gente já comentou aqui, é se programar. Se você não souber exatamente o que quer fazer, quais os horários e distâncias, de jeito nenhum você vai ter uma experiência proveitosa. O mesmo pode ser aplicado em cons.

Sexta, 02/12

Por um lado, eu tinha a vantagem de ter ido no ano anterior, por isso eu já tinha alguma noção do que me esperava na São Paulo Expo, mas por outro, bem… Depois da reforma, a experiência tinha tudo pra ser nova. Me programar era o jeito mais eficiente de não repetir o fiasco de 2015, então tentei focar bem no que eu tinha que fazer e no que eu queria fazer.

Por ser imprensa, eu tinha a vantagem de enfrentar uma fila MUITO menor e entrar diretamente no evento, por isso não precisei acordar absurdamente cedo, até porque fiquei com Sté ali na ZS mesmo. E então, depois de ter passado a quinta com duas mochilas e uma bolsa falei “VOU LEVAR MOCHILA NENHUMA HJ NÃO.” LOL grande erro.

Cheguei na CCXP em tempo record, especialmente porque o translado Jabaquara-São Paulo Expo estava funcionando com uma eficiência impressionante, e assim que abriram os portões, fui direto pro estande da Netflix mirando aquele pôster de Stranger Things. Fácil dizer que eu não consegui de novo. Fui uma das primeiras da fila e, embora meu desempenho tenha melhorado, ainda não foi suficiente. Então eu peguei alguns posters em outros jogos e depois resolvi ir de 3% de novo. Dessa vez, fui a melhor da minha leva e além do pôster também ganhei um botom da série.

Como eu mal tinha visto 2/3 da Expo graças a já mencionada impossibilidade da imprensa de entrar antes do público, resolvi dar uma olhadinha por aí, mas não fui parar muito longe porque descobri que no estande da Hello Kitty tinha sorteio de prêmios. Bastava girar a roleta e ver o que saía. Com a minha sorte, achei que não fosse ganhar nada, mas acabei levando dois coisinhos de lenço umedecido muito fofos e rosa e uma foto que tirei ali mesmo e tinha postado no instagram.

#HelloKittyCCXP2016

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A essa altura, aquele meu plano de não levar mochila tinha se provado uma grande furada, porque me faltaram mãos para carregar as coisas, e já que eu não tinha conseguido o pôster oficial de Stranger Things com a Netflix, optei por dar uma olhada na linda e maravilhosa Artist’s Alley, porque sempre tem uma galera vendendo fanart por um preço bacanudo. E eu achei mesmo uma fanart linda não apenas de ST como também de Despertar da Força por apenas 15 reais cada, uma feita por Thales Molina e a outra por Raul Aguiar, que foi muito simpático no atendimento, então além de ter duas aquisições mozonas eu também tinha uma sacola pra levar tudo aquilo.

Tudo isso aconteceu num espaço de uma hora e eu ainda queria tentar pegar o pôster de Logan antes de ir pra fila do [s]Playcenter[/s] Cinemark, mas bastaram 3 minutos na fila da FOX para me conformar que se eu ficasse ali, não teria muita chance na fila mais concorrida de toda Con, por isso deixei quieto e fui me juntar às muitas pessoas cheias de fé que frequentam a CCXP.

Pra falar a verdade, a fila nem estava tão grande assim. E a nível de comparação aquela sexta-feira estava sendo muito louca. Se forçar a memória um pouquinho, vc vai lembrar que na CCXP 2015 eu fiquei nada mais nada menos que CINCO HORAS na fila sexta feira e eu acho que a meia hora que levou pra eu entrar e ainda ver metade do painel do Nimoy – o primeiro do dia – foi um grande lucro.

Como eu ia passar o dia inteiro lá dentro, resolvi comprar aquele balde gigantesco de Assassin’s Creed e posso dizer com segurança que até hoje não aguento mais ver pipoca.

Era mais um dia de perguntas do público impedidas, e o painel em homenagem ao Nimoy foi exatamente isso: uma bela (e longa) homenagem pra deixar qualquer fã de Star Trek encantado. Não cheguei a entrar a tempo de ver o documentário [CHECAR SE O DOCUMENTÁRIO VAI SAIR NA NETFLIX] e pra ser sincera, Star Trek é o nicho do meu pai e não o meu, então vou ter que fazer a Glória nessa parte. O que sei é que muita gente ali estava desesperada para ver Mila Jovovich, que viria a seguir.

A exemplo de Triplo X no dia anterior, o filme de ação levou todo mundo à loucura. Milla era a simpatia em pessoa (muito como Jamie um ano antes) esbanjando sorrisos e elogios, claramente se divertindo de estar no Brasil. Ela e o marido, que também é diretor da franquia Resident Evil, tiveram que responder a famigerada pergunta “Vai ser o último filme mesmo????” De pelo menos duas formas diferentes sem deixar de dizer a mesma coisa, que usando termos chulos pra vocês posso traduzir como: provavelmente.

A coisa mais massa que a Sony Pictures mostrou, no entanto, foi a roupa nova do Homem-Aranha num teaser super veloz que deixou todo mundo assim:

E digo mais, esse foi o dia de sorte da fila! Assim que o painel da Sony acabou, o auditório Cinemark ficou V A Z I O! Mais vazio que o dia anterior pós painel de Triplo X. Eu fiquei #shook com isso, mas tudo bem. Bom pra quem tava lá fora e teve a chance de ver um monte de painel bacana que aconteceu depois.

Agora, por incrível que pareça um dos painéis mais legais da CCXP 2016 foi o da Rede Globo. Exibindo seu brilhante (nem tão) novo grupo de roteiristas/comediantes, esse foi o único painel em que perguntas do público foram permitidas, e mesmo assim pouquíssimas. Não é por nada não, mas eu meio que esperava que essa censura fosse acontecer, levando em consideração o fiasco do ano passado.

Mas falando do que interessa, as séries da Globo. Além de mostrar uns conteúdos exclusivos do Zorra e Tá no ar, ainda tivemos o prazer de ver Monica Iozzi (mozona) falando sobre Vá de Retro, que é uma grande aposta da emissora. De todos os nomes que divulgaram e trailers exclusivos que mostraram, o mais genuíno, #osado e brilhante foi, facilmente, Filhos da Pátria. Foi a única série que fiquei com vontade mesmo de assistir (olha esse elenco!) em parte porque eu quase não consegui acreditar no tamanho das bolas dos roteiristas, mas também porque eu não tô de zua, tudo sobre ela parece ser genial. Infelizmente, ainda não tem trailer pra todo mundo ver, então vocês vão ter que confiar na minha palavra quanto a qualidade do produto.

E por já estarmos falando de brasilidades, o painel da Globo foi emendado com o de 3%, mas perainda que ainda não era o painel com o elenco, e sim com a equipe criativa por trás da primeira série brasileira da Netflix! O que, sinceramente, foi bem legal de ver, porque por algum motivo eu sabia que a série tinha começado lá na USP, mas não sabia que a equipe original tinha sido mantida pela Netflix. Aguilera e sua tchurma contaram sobre o processo criativo de como a série começou lá atrás, como um projetinho despretencioso, como o piloto ganhou ~as internet~ e como depois de muita batalha e fé um canal finalmente comprou e ajudou a desenvolver o conceito do que hoje é um dos produtos brasileiros de maior orgulho. Eles também fizeram um mistérinho sobre a renovação da série, o que a gente já sabe como acabou, e eu até achei que fossem demorar mais pra renovar, porque sério, a série tinha estreiado em 25 de novembro! E a recepção em nível mundial foi sensacional! Mas a gente fala mais disso quando chegar no domingo.

Uma das partes mais legais foi quando a FOX Filmes levou o dublê de Michael Fassbender, Damien Walters, foi falar sobre como aquele Salto da Fé aconteceu em Assassin’s Creed (foi tudo de verdade!) através de um vídeo incrível sobre o por trás das cenas e como se isso não fosse suficiente, ele também ensinou uma pessoa da platéia a fazer alguns truques de dublê, o que foi bem engraçado de assistir e já diria o Neymar: TOP!

A FOX também mostrou uma cena inteira de Logan, o último filme do Wolverine. Aquele, que eu não consegui poster. A franquia dos X-Men é facilmente minha coisa Marvel preferida e nada vai acabar com esse amor, nem Dias de um futuro esquecido, então foi muito emocionante ver aquela cena. Foi o único conteúdo exclusivo, vendo que o trailer exibido foi o que já estava nas redes, mas foi o suficiente pra saber que vai ser uma despedida pra fazer todo mundo chorar. Logan entra em cartaz dia 02 de março.

Por último, também vimos o trailer de O Rastro, um filme de terror nacional cheio de mistério que, se for pra ser sincera, foi mais intrigante do que toooooodo conteúdo de A Cura que foi mostrado. Também tinha um estande de O Rastro no evento, mas eu não sei como era porque a fila estava muito grande e eu sou dessas.

O dia acabou com algumas horas de evento ainda no relógio, mas como eu só tinha dormido umas 9 horas nos últimos dias, resolvi ir embora e descansar. Mesmo que meu sábado inteiro fosse ser livre. Não tive problema nenhum na volta, visto que mesmo de baixo de gaora os translados estavam saindo da São Paulo Expo com uma frequência saudável, o que, digo novamente, foi um dos pontos altos do evento. Meus dois dias de imprensa acabaram com uma sensação de dever cumprido ambos para o site e para mim como público da CCXP. É com muito prazer que digo que agora assim foi épico mesmo. Agora sim valeu cada centavo. Era esse o tipo de evento que estávamos esperando em 2015 e graças a Deus está consolidado por muitos anos por vir!

E chega mais CCXP Tour, que estamos no aguardo!

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Freebie: Imprima seu bolão do Oscar 2017!

A 89.ª cerimônia de entrega dos Academy Awards acontece neste domingo, dia 26, com apresentação de Jimmy Kimmel e, tradicionalmente, nós preparamos uma nova edição do bolão para você imprimir em casa e fazer suas apostas com seus amigos.

O printable do Bolão do Oscar 2017 consiste em duas páginas listando todos os indicados em suas respectivas categorias para você fazer um tick em quem você acha que vai ganhar. No final da segunda página há um espaço especial para você anotar seus filmes favoritos da premiação e a quantidade de acertos. Será que este ano você vai acertar mais do que no ano anterior?

Para imprimir seu bolão, pedimos apenas que divulgue o link deste post em seu Twitter ou Facebook, uma forma legal de agradecer pelo conteúdo que produzimos gratuitamente e com muito carinho para nossos leitores.

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Na estrada Jellicoe, Melina Marchetta

Você já se sentiu velho de mais pra algo? E não, isso não tem a ver com a protagonista do livro. ‘Guenta aí que eu já explico.

na estrada jellicoe

Na estrada Jellicoe é um livro que estava na minha lista de leituras há muitos anos. E quando eu digo muitos anos quero dizer muitos anos mesmo, pelo menos uns 7. Por ser um livro australiano, eu tive uma dificuldade muito grande de conseguir comprar o original, e quando a Cia. anunciou que finalmente tinha conseguido trazer o livro pro Brasil, eu pulei de alegria. E acreditem em mim, eu fiquei atormentando a Thanny – que é nosso contato com a Cia. – desde esse anúncio pedindo dibs assim que liberarem e o livro chegou pra mim tipo ERAS atrás, mas eu tive uns ~pobreminha~ aí chamado: não consigo ler nem frasco de shampoo no banho e acabou que eu fiquei quase um ano inteiro não lendo mais do que quadrinhos e fanfic.

Por causa disso, e porque o primeiro terço do livro é uma confusão que você não tem certeza se vai ser resolvida, levou um tempo para eu engrenar na história de Taylor, a líder de fronteiras da Escola Jellicoe, Griggs, o líder dos cadetes, Santangelo, líder dos citadinos, e Hannah, a escritora solitária que encontrou Taylor anos atrás num posto de gás da estrada Jellicoe. E, pra dizer a verdade, a intercalação com o manuscrito de Hannah – que contava a história de 5 amigos que o destino uniu na mesma estrada Jellicoe 18 anos atrás – não estava ajudando muito a entender o objetivo de tudo aquilo.

Foi graças a um dia inteiro sem energia elétrica 10 meses depois de o livro chegar em minha casa que finalmente consegui passar daquele primeiro terço caótico e ver as peças começarem a se encaixar. E depois disso, bastaram algumas horas pra eu chegar ao final obviamente aos prantos.

It’s funny how you can forget everything except people loving you. Maybe that’s why humans find it so hard getting over love affairs. It’s not the pain they’re getting over, it’s the love.

Na estrada Jellicoe é um quebra-cabeças atrelado à memória de Taylor e ao manuscrito de Hannah. É sobre como aqueles adolescentes de agora tinham tanto a ver com os adolescentes de 18 anos atrás, e como as vidas deles estavam mais que intrinsecamente conectadas, até mesmo com os pais de Santangelo, o ermitão que virou a vida de Taylor de ponta cabeça e o Brigadeiro, que tinham algo a acrescentar na jornada da protagonista.

Se eu for honesta, quando volto a pensar na história, ela ainda me faz chorar, mas enquanto eu lia, não conseguia deixar de pensar que eu provavelmente estaria gostando muito mais se tivesse lido 7 anos atrás, quando descobri sobre ela. Ou se ela tivesse chegado às minhas mãos em 2006, seu ano de publicação na Australia, o ano em que eu tinha a mesma idade dos protagonistas. E embora esse seja um livro com uma história que obviamente toca quem lê do jeito certo, não consigo deixar de lado a ideia de que esse também é um livro que deve ser lido na época certa para cada um. No meu caso, agora ele já tinha passado da hora. Mas eu amei mesmo assim, mesmo estando velha de mais pra ele.

E recomendo.

It happened on the Jellicoe Road. The prettiest road I’d ever seen, where trees made breezy canopies like a tunnel to Shangri-La. We were going to the ocean, hundreds of miles away, because I wanted to see the ocean and my father said that it was about time the four of us made that journey. I remember asking, ‘What’s the difference between a trip and a journey?’ and my father said, ‘Narnie, my love, when we get there, you’ll understand,’ and that was the last thing he ever said.

informações

Cortesia da editora para resenha
Título: Na estrada Jellicoe
Autor: Melina Marchetta
Tradução: Guilherme Miranda
Número de Páginas: 296
Edição: 1ª edição/2016
ISBN: 9788555340017
Editora: Seguinte
Preço: R$39,90
Classificação: ★★★★½