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Versailles

Acho que pelos meus outros posts, já deu para notar que sou apaixonadíssima por séries históricas, principalmente sobre a realeza europeia. Já indiquei Borgia: Faith & Fear, mencionei Isabel e agora, bem, venho lhes indicar Versailles, série também produzida pelo Canal+, que me conquistou assim, num instante, e ainda me deixou desesperada pelas legendas que não saiam. A equipe do Insanos já queria bater na minha cara, disso eu tenho certeza. É até importante dizer que essa série, assim como B: F&F e Rome (da HBO) é produzida por Anne Thomopoulos. Aparentemente, tudo que essa mulher produz está fadado a entrar pra listinha “favoritos da Jovs”.

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Da esquerda para a direita: Bontemp (Stuart Bowman), Montespan (Anne Brewster), Louis XIV (George Blagden), Rainha Marie-Thérèse (Elisa Lasowski), Fabien Marchal (Tygh Runyan), Chevalier de Lorraine (Evan Williams), Henriette (Noémie Schimdt), Monsieur Philippe d’Orléans (Alexander Vlahos) e Béatrice (Amira Casar).

Com nosso querido George Blagden (o Athelstan de Vikings) como o monarca Louis XIV, Versailles nos convida a testemunhar as intrigas, paixões e conspirações da corte do Rei Sol, justamente durante uma das fases mais delicadas de seu governo: a própria construção do palácio. Ainda se recuperando de uma guerra, a França não está lá em seus melhores momentos financeiros, mas Louis, determinado e temendo que seu poder seja minado, decide construir a nova sede da corte onde antes era o palácio de caça da família real. Tal decisão, no entanto, enfrenta fortes oposições, tanto pela mudança que representaria na vida dos nobres quanto pelas reais intenções do monarca: fortalecer seu controle sobre a nobreza e restaurar uma França imponente e poderosa, tal como ele seria para sua corte.

E aqui começam meus elogios à série. A retratação da personalidade controladora e narcisista de Louis foi impecável, dando realismo ao que havia por trás de um dos reis mais poderosos da era absolutista. Nós não vemos apenas a sua imagem imponente e gloriosa, mas também suas crises emocionais decorrentes desse egocentrismo. Sinceramente, eu não pude deixar de nutrir um grande ódio por ele. Blagden foi simplesmente brilhante em sua interpretação como Louis, mas mais ainda foi Alexander Vlahos (Merlin) como Monsieur Philippe, o irmão mais novo do rei. As disputas de poder entre os irmãos constituem, a todo tempo, a maior tensão da série, ofuscando até mesmo as conspirações contra a vida de Louis e os demais arcos. Não há como tirar a atenção da lealdade constantemente testada e constantemente reafirmada de Philippe, suas frustrações por estar sempre à mercê das vontades do irmão. É uma dinâmica maravilhosa e deliciosa de assistir: o rei, o magnífico Sol, prendendo em sua órbita seu próprio irmão, quem simplesmente deseja realizar certas ambições pessoais; ambições estas que de nada agradam Louis.

No meio dessa dinâmica está Henriette, a esposa de Philippe e amante de Louis. Não é realmente um triângulo amoroso, já que Philippe está muito bem com o Chevalier de Lorraine, muito obrigada. Mas ainda assim é curioso e maravilhoso como ambos os irmãos se relacionam com Minette, mesmo que o Monsieur tenha cometido um ato terrível nos primeiros episódios.

Versailles

George Blagden e Alexander Vlahos como Louis XIV e Monsieur Philippe d’Orléans, respectivamente.

Como eu disse, os demais arcos ficam até ofuscados pela intensidade da dinâmica entre Louis e Philippe. Talvez isso prejudique um pouco a qualidade da série, mas, vejam, eu sou apaixonada por intrigas entre irmãos. Não é a toa que, na história em que escrevo, este é um dos meus principais arcos. Quase nem ligo se Versailles for só sobre os dois, hah. Ao longo da série, a relação de ambos se aprofunda e fica cada vez mais tensa à medida em que se revelam as tramas correntes na corte. Um grupo rebelde, formado por vários nobres descontentes, trama contra a vida de Louis, conspirando bem debaixo de seu nariz e mais próximo do que ele imagina.

Vocês estão desconfiando do Philippe que eu sei, mas isso seria previsível demais, não acham?

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Falando de Versailles, eu não poderia deixar de mencionar a fotografia e os figurinos deslumbrantes. Tudo na série parece ter sido feito da forma mais perfeita, minuciosa e delicada. Não há o que reclamar das imagens, das paisagens, da abertura ao som de Outro do M83! Ela pode até parecer um tanto lenta, mas é maravilhosa, salta aos olhos e chegou a me viciar. Felizmente, a série foi renovada para uma segunda temporada (depois de como terminou, se não tivesse sido renovada, eu iria ficar LOUCA) e, olha, só tem 10 episódios pra vocês verem até agora! Vamos, não é tão difícil! Se verem, por favor, aproveitem bastante.

E depois me digam se ficaram ou não com ódio mortal do Louis. Eu fiquei, e não foi pouco.

 

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1 Comment

  • Reply
    João Vito
    04/03/2017 at 11:13 am

    Tbm sou fascinado por séries que retratam monarquia europeia, gostei bastante de Versailles e aceito outras indicações sobre o tema.

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