Coluna

Séries Britânicas – Parte 1

Ladies and gentlemen, a equipe do WT orgulhosamente apresenta: mais um TopTop! Se você não tem mais alma e passa boa parte do seu tempo assistindo séries, fuja enquanto há tempo irá amar o nosso post dedicado as séries da terra da Rainha. Pode ser que você já tenha ouvido falar de alguma delas, mas que tal assistir também e vir dizer pra gente o que achou?

Provando que somos estranhas, esse TopTop não segue uma ordem específica de melhor para pior, porque isso é considerado impossível por nós. Portanto, ele está em ordem alfabética, olha como somos lindas! Leia, curta, comente, compartilhe e volte para conferir a segunda parte em alguns dias ;)

Being Human, por By
Jesus, faz tanto tempo que eu comecei a ver essa série! Okay. Essa é uma daquelas séries. Sabe? Daquelas séries britânicas tão boas, mas tão boas, que a América resolve fazer sua própria versão. Daquelas que pode dar certo pra cacete, como Shameless deu, ou muito errado, ex: Skins. Being Human é a história de uma fantasma, um vampiro e um lobisomem que vivem juntos na mesma casa. É muitíssimo bom! (o que me faz pensar que eu deveria voltar a assistir, mas oh, as séries em atraso! D;). A dinâmica é como a de um bom filme europeu e talvez isso não agrade todo mundo. Não é elétrico como Misfits e Skins, mas é adorável. Vou ser sincera com vocês: eu não terminei a primeira temporada, nem assisti a versão americana (direitos comprados pelo Syfy, provavelmente a melhor série do canal) simplesmente porque eu sempre esqueço, mas olha… se eu tivesse coragem, voltava pra ela rapidinho (coragem porque eu to com umas 5 séries em atraso e não consigo me incomodar o suficiente para terminá-las logo). Mas vamos encarar isso: se a série é boa o suficiente para inspirar outras pessoas a fazerem uma versão melhor ainda, então ela merece ser assistida.

Doctor Who, por Gi
Junte personagens históricos, uma nave que viaja no tempo, um alien em forma de humano fazendo as mais diversas piadas, baleias intergalácticas, anjos da morte e tudo de mais surreal que sua mente conseguir imaginar. O resultado é Doctor Who, uma das mais aclamadas séries de sci-fi, produzida atualmente pela emissora BBC. A série foi exibida de 1963 a 1989, depois foi relançada com sucesso em 2005, e continua até hoje. A série gira em torno do Doutor, um simpático e misterioso viajante do tempo, que viaja na sua máquina do tempo conhecida como TARDIS, acompanhado de uma companheira (que muda com o decorrer das temporadas). Eles enfrentam as situações mais complicadas e mais interessantes que se pode imaginar, as mais diferente criaturas e encontram-se com as mais diversas personalidades históricas (citando aqui Van Gogh, para dar um exemplo). Contudo, por mais surreal e independente que as histórias dos episódios possam soar, sempre há um sentido por trás de tudo, que acaba se reunindo e culminando em seasons finale eletrizantes. Há tambem a regeneração do Doctor, o que quebra um pouco a linearidade da série, em relação a caso você queira – e consiga, pode começar a série a partir da 5ª temporada, que você não sente tanta dificuldade em acompanhar a historia. Mas sério, não faça isso. Assista do início, que de fato é uma das melhores séries que você pode assistir na vida.

Downton Abbey, por Gi
Se a presença de Maggie Smith numa série não for o suficiente pra fazer você ter toda a vontade do mundo de assistir, honestamente você tem probleminhas, hahaha. Ok, brinquei. A série tambem ganhou vários Emmys, e está até no Guiness Book, e com certeza, vale cada minuto. A série se inicia em 1912, logo após o naufrágio do Titanic, e é focada na vida da familia Crawley, em sua casa no interior da Inglaterra. Mostra a vida dos donos da casa e tambem dos empregados, lidando com as mudanças que o mundo vai passando, e também todo o jogo de poder que envolve patrões – empregados, pois todos vivem numa hierarquia. O naufrágio do Titanic causa uma reviravolta na familia, pois morre o futuro marido da herdeira de Downton, que fica sem ninguem na linha de sucessão, levando a um “desconhecido” ficar com todo o dinheiro e a propriedade. Daí em diante, acompanhamos deliciosamente a adaptação da familia a todas as novas situações.

Merlin, por Geo
Inspirada na universalmente famosa lenda Arturiana, a série da BBC teve seu início em 2008 e vem melhorando a cada temporada. Contando com aqueles mesmos personagens que conhecemos desde pequenos e um elenco de muita, muita lindeza, Merlin retrata a chegada do jovem feiticeiro a Camelot, um reino onde a magia foi estritamente proibida pelo seu rei, Uther Pendragon. Entre pequenas intrigas, profecias de um grande dragão aprisionado e vidas salvas pela magia secreta no sangue de Merlin, o dito mago e o príncipe Arthur constroem uma das relações mais heterossexuais da TV britânica enquanto um daqueles em que mais confiavam se deixa corromper pelo mal e se vira contra Camelot.
Como sempre, a BBC compõe uma maravilhosa série voltada à família, logo não espere sexo ou muito sangue, mas bastante magia e bravura da parte dos personagens principais e pouco investimento na área de efeitos especiais, vou confessar, mas, ainda assim, Merlin é uma série gostosa de ver, daquelas que, uma vez dentro, não há como sair.

Misfits, por By
Você já assistiu alguma série tão bem escrita, mas tão bem escrita que você quase não acredita que ela realmente existe? (Sammy vai falar: SIIIIIM, SHERLY!!!!) Não, galero, não estou falando de Sherlock, nem Skins (até porque, se a gente for frio, Skins não é tão bem escrita assim, né amigos?). Estou falando de Misfits. Dois, quase três, anos atrás, numa noite preguiçosa de sexta-feira, eu estava na Unicamp sem nada em especial para fazer quando disse “E essa Misfits aí que todo mundo fala? O que tem de mais?” Na época, a série estava na metade da segunda temporada. Olhei no Wikipédia “cinco jovens em trabalho comunitário são atingidos por uma tempestade elétrica que lhes concede superpoderes.” Falei: “Você só pode estar de brincadeira.” Mas as pessoas lindas do tumblr me convenceram de que valia a pena e, OMG TOTALMENTE VERDADE. Não sei se vocês lembram do meu post de Community, quando eu disse que eles apresentam um tema no começo do episódio e você jura que não vai dar certo, mas dá? Misfits é exatamente a mesma coisa. Sem brincadeira. É engraçado e dramático e inteligente e sagaz. É ácido e maldoso e astuto e divertido. Só esse ano levou duas indicações aos BAFTA, incluindo Melhor Drama. Joe Gilgun, o Rudy, também foi indicado e, mesmo que não tenha sido pelo seu papel nessa série, é algo a ser levado em consideração. E Lauren Socha levou uma estatueta ano passado por Kelly. Misfits é uma dessas séries que você não sabe o que esperar. A terceira temporada, exibida no segundo semestre do ano passado, trouxe alinhavos que partiram nosso coração, mas que deixou os telespectadores maravilhados. Se você ainda não assiste, não sei o que está esperando.

Sherlock, por Gi
Sherlock, de Sir Arthur Conan Doyle, já é um icone. A BBC estreou, em 2010, essa adaptação, produzida por Steven Moffat (Doctor Who) e Mark Gatiss. A premissa todo mundo já conhece: detetive excêntrico, porém genial, que usa a ciência da dedução para solucionar os casos nos quais a polícia britânica falha, passa a dividir apartamento com médico veterano de guerra, que escreve sobre as aventuras de seu novo amigo. O cenário é (quase) o mesmo: a megalópole Londres, particularmente 221B Baker Street, endereço cuja senhoria é a simpática Sra. Hudson. O grande diferencial desta releitura é que ela não se passa no século XIX, com carruagens, cartolas, pince-nez e roupas de alfaiataria, mas sim em 2010, comsmartphones, laptops, câmeras de vigilância e TV à cabo. O piloto foi considerado o mais caro da história, mas a série é tão bem produzida que cada episódio é feito como se fosse um filme (até pela duração de 1h30) e é extremamente interessante o modo como eles conseguiram encaixar os arquétipos clássicos com o cenário moderno, sem grandes prejuízos. Sherlock, sem dúvida foi uma série pouco acreditada, de início, mas que surpreendeu a todos com sua qualidade e impecabilidade.

Skins, por Thanny
Skins é uma daquelas séries que nunca ficará velha. Pode ser que daqui a alguns anos, os adolescentes mudem um pouco, mas os problemas e dramas que só acontecem nesta fase da vida serão os mesmos. E é esse um dos pontos fortes da série produzida pelo canal E4, que exibe a vida como ela é, com: festas, brigas, sexo, drogas, etc.
Acompanhamos as três gerações – Cassie, Chris, Effy, Pandora, Cook, Freddie, Franky, Mini – sofremos e aprendemos com elas. Morremos de rir e dançar na 1ª temporada, para sempre entrar em depressão da 2ª… quem nunca? Não vou começar a ficar melodramática, mas Skins terminou, como a gente fica? A By já anunciou que, para nossa alegria, teremos episódios especiais com aqueles que já foram. Talvez seja muito para o coração dos fãs, mas é o jeito correto de nos deixar dizer adeus.

The Borgias, por Geo
É como sempre digo: se falou em seriados históricos, principalmente medievais e renascentistas, falou comigo. The Borgias, assim como o título infere, retrata a corrompida e sombria família de origem espanhola que acabou por ganhar fama na Itália por seu patriarca, Rodrigo Borgia (interpretado na série por Jeremy Irons), ter se elegido como Santo Pontífice. Na época tendo sido uma das principais Casas italianas, os Borgia se tornaram ícones da história como uma família corrupta, responsável por assassinatos e também regada a escândalos sexuais tais como incesto, estupros e adultério, apesar de terem sido importantes patrocinadores da arte e também muito poderosos, tendo até conquistado, durante seu império de depravação, a inimizade dos Sforza e Médici.
Mas agora falando sobre a série e deixando o contexto de lado, temos um verdadeiro elenco de ouro nas mãos. A pequena Holliday Grainger vive Lucrezia, a filha de Rodrigo tão famosa por suas intrigas políticas e envenenamentos, enquanto François Arnaud é Cesare, o filho mais velho, embora a série o retrate como o 2º filho e David Oakes é Juan Borgia, um homem irresponsável e, de certa forma, ainda imaturo que ganhou as honras de ser o Capitão General da Igreja, além de, claro, o já citado anteriormente Jeremy Irons.
A primeira temporada foi exibida ano passado e no dia 8 deste mês, o primeiro episódio da segunda foi exibido. Desta série, ao contrário de Merlin, vocês podem esperar bastante sangue, sexo e intrigas políticas muito mais pesadas, embora não tanto quanto Game of Thrones, minha série mais querida. Como História é uma das minhas maiores fascinações, é previsível que eu tenha gostado bastante do seriado e é verdade, mas ainda assim não posso negar certas falhas: o roteiro, às vezes, pode parecer chato e entediante, o que realmente não deveria acontecer, pois tratando-se de política, rivalidade entre irmãos e assassinatos em uma sociedade estruturada por dogmas, tudo deveria ser, vamos dizer… perfeito. Embora a base do roteiro tenha um potencial enorme, a produção do mesmo deixa a desejar com todas as infidelidades históricas, dedicação exorbitante, em minha opinião, ao relacionamento de Lucrezia e Cesare e deturpação de certos personagens. É uma pena, realmente, mas a série não deixa de ser boa, esteticamente bem produzida e responsável por nos trazer tantos novos talentos.

The Office UK, por Sam
Se você é fã da versão americana de The Office, CORRE PRA ASSISTIR A VERSÃO ORIGINAL!!!!! No começo as versões podem parecer similares demais (e são mesmo), mas logo, logo as semelhanças acabam e você cria uma simpatia grande com Ricky Gervais, porque, falando sério, o cara é inteligente. The Office mostra a vida num escritório que corre risco de fechar, e que já começa a sofrer com o downsizing que se mostra necessário. Pra quem não conhece a série americana, eu recomendo porque… simplesmente porque é engraçadíssima. Ricky Gervais consegue interpretar o chefão mais vergonha-alheia do mundo, e Mackenzie Crook faz rir sem fazer esforços. Martin Freeman sendo todo flawless e lindinho e fofo e novinho, traz toda a gracinha da série, e pode até te tirar a atenção. E ver todas aquelas situações loucas que rolam naquele escritório… É awesome demais. The Office UK ganhou 2 Globos de Ouro, então sinta o ~poder~.

Torchwood, por Gi
Torchwood, série de ficção científica de Russell Davies, criador de Doctor Who. Apesar de ser um spin-off, não tem tanto a ver com sua “série-mãe”, além do seu protagonista já conhecido dos Whovians, o querido Capitão Jack Harkness. Torchwood é um drama criminal, e nas suas primeiras temporadas tinha mesmo um caráter de “caso da semana”… Também é mais voltada ao público adulto, tendo muitas vezes alto teor sexual (até porque o Jack é omnisexual – qualquer sexo, qualquer raça). Jack é o líder do instituto Torchwood, criado pela rainha Victoria para conter e estudar ameaças alienígenas, que tem poder maior que o da polícia e trabalha fora do governo. Jack é mais contido em Torchwood do que é quando aparece em Doctor Who, onde ele flerta com todos que passam em sua frente. Os companheiros dele vão mudando a cada temporada, e com certeza a série mostra um crescimento constante, com inclusive inimigos mais reais.

 

A ideia deste post foi da nossa colaboradora Sam, se você quiser indicar um tema para o nosso TopTop, sinta-se à vontade.

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10 Comments

  • Reply
    Byzinha
    April 27, 2012 at 12:18 am

    PARA A NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA ALEGRIA Jamie Brittain falou que os roteiros da sétima e última temporada de Skins já estão em processo de escrita. Além dele, da irmã e do pai, ninguém mais foi confirmado como roteirista. Todos quer a Georgia e o Jack de volta, porque né.

    E JOVANA: HETEROSSEXUALIDADE É O QUE NÃO FALTA EM MERLIN NÉ????? KKKKKKKKK

    Adoro esses posts em conjunto <3

  • Reply
    Ana Beatriz
    April 27, 2012 at 12:30 am

    Amo Skins. Sou apaixonada, louca e obsessiva pela série, assim como pelo elenco (Dakota, Kaya, Lily, irmãs Prescott!) é a melhor série adolescente que já vi. Supera todas (coloco até as que eu mais amo, como Glee e PLL, na lista). Enfim, as séries britânicas são originais, criativas e não tem medo de ousar. Os personagens são distintos e charmosos. Eu acho que ganha de muitas americanas!
    Beijo /grin

  • Reply
    Rafaela Regis
    April 27, 2012 at 12:41 am

    Aiiiiiiiiiiiiiiiii.. dessas 3 eu so assisto Being Human(mara, ainda n vi a versao americana ¬¬) Misfits e Skins claro logico e evidente ^^

    =*

  • Reply
    Hangover at 16
    April 27, 2012 at 5:33 pm

    De todos, o que eu mais gosto é com certeza Doctor Who <3 Acho perfeito demais!

    Você já viu a Gincana de Revitalização que estamos realizando no blog? A primeira prova foi lançada hoje, corra e participe para ganhar vários prêmios, pois ainda dá tempo! http://hangoverat16.blogspot.com.br/2012/04/gincana-de-revitalizacao-001.html

    xx carol

  • Reply
    Yago
    April 28, 2012 at 4:13 pm

    Hey,

    Ainda não assisti nenhuma dessas séries, mas me interessei por Doctor Who, Torchwood, Being Human e Misfits :) Agora já tenho mais essas séries para adicionar na minha lista, haha, e olha que estou bastante atrasado com as que eu assisto. Ótimo post!

    Abraços,
    Yago.

  • Reply
    Camila Costa
    April 29, 2012 at 2:40 am

    Misfits + Skins = combinação perfeitaaaaa
    AMO misfits me faz rir como nenhuma outra série consegue, tem um humor tão… original misturado ao drama e a ação que é única cara, única.
    e Skins..poxa é skins cara. Quem nunca se sentiu na pele daqueles adolescentes; que nunca sofreu riu dançou com eles? Skins vai ficar para sempre cara ? /cry

  • Reply
    Ana Paula
    July 31, 2012 at 6:56 pm

    Primeira vez que comento no blog, e veja só, já me sinto super… errr. cult?
    Sério, eu conheço TODAS essas séries! Amo de paixão séries britanicas, e sou muito a toa tmbm pra acompanha-las. =D

    Minha vida será mais bonita quando o Netflix Brasil disponibilizar Skins e Downton Abbey, pra mim assistir. SERIO. PRECISO.

    O blog é ótimo, estou amando!

    (dúvida: The Tudors é britanica? eu nunca sei, é da mesma emissora e produtores que The Borgias né?… é uma das minhas favoritas =D) /blink

    • Reply
      thanny
      July 31, 2012 at 8:53 pm

      Oi, Ana Paula, seja bem-vinda! <333
      Já viu a parte 2 desse post? Separamos por séries mais conhecidas e desconhecidas: http://whosthanny.com/toptop-series-britanicas-parte-2
      No dia que o Netflix disponibilizar DA, o mundo será um lugar mais feliz :3

      A Geo responde sua dúvida: The Tudors, na verdade, é canadense, mas tem auxílio de produtoras inglesas e irlandesas.

  • Reply
    LUIZA
    January 4, 2013 at 11:06 am

    Entao, esse post é lindo!! lindo! tem series que ainda nao vi, mas estao na lista pra assistir. e aaaaaaaahhhhhhhhh series lindas!!!

  • Reply
    Juliana
    October 2, 2013 at 12:15 am

    Já assisti skins, merlin e Sherlock. Também assisti as duas primeiras temporadas de Misfits, mas acabei deixando de lado, porque o elenco mudou e isto acabou me deixando sem vontade de ver, mas um dia eu volto. Vou baixar o pilote das outras e ver no que vai dar !!!!11

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