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The Witcher 3: Wild Hunt

Por Nichollas Jaques

The witcher 3 Wild Hunt
O que falar do The Witcher 3: Wild Hunt? Um jogo belíssimo? Um dos jogos mais esperados de 2015? Uma história riquíssima? Uma ambientação deslumbrante? Bem, tudo isto e muito mais. The Witcher 3 é o game que fecha a saga de Geralt de Rívia no mundo dos games, já que você pode encontrá-lo na série de livros intitulada “A Saga do Bruxo Geralt de Rívia” do escritor Andrzej Sapkowski, que tem 7 livros, porém apenas 4 foram traduzidos para português pela editora Martins Fontes.

Para aqueles que não sabem o prelúdio desta história, vou dar uma colher de chá. Geralt é um bruxo, os bruxos são humanos mutantes que são pegos desde criança e forçados a fazer treinamentos intensivos com o objetivo de se tornarem caçadores de monstros. Os bruxos não nascem mutantes, são feitas constantes modificações por alquimia e magia para isto, poucos meninos conseguem sobreviver nestes testes, e os que passam se tornam estéreis e tem uma mudança drástica tanto física quanto mental. Além disso, os bruxos são mercenários, muitos só matam monstros com pesados sacos de moedas.

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A história se passa num mundo medieval, onde o Império do Sul chamado Nilfgard invade os reinos do Norte, composto por a quase extinta Temeria, a Redania, e os reinos que caíram nas mãos de Nilfgard de Kovir e Kaedwen. Em meio a isto está Geralt à procura de Yenefer, um antigo amor e feiticeira que foi dada como morta por causa dos Wild Hunt, que nos primeiros jogos da série eram fantasmas de guerreiros, porém neste descobre-se que são Elfos de uma outra dimensão.

Após o encontro de Yenefer que ocorre logo no início do jogo, Geralt começa a caçada para encontrar Ciri a mando de Emhyr, rei de Nilfgard e pai de Ciri, Geralt a procura mais por razões pessoais do que pela missão oferecida, já que a criou quando criança e para ele, ela é quase uma filha. Porém, encontra-la é difícil, já que está em constante fuga, porque os Wild Hunt a querem por ter o sangue ancestral e ter o poder de teletransportar pelo espaço-tempo, e é por aí que desenrola The Witcher 3: Wild Hunt.

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Além da complexidade da história, o game muda a partir das suas decisões no jogo, se você ajudar um determinado exército ele lavará sua mão no futuro, por outro lado, ele pode estar na fronte de batalha para te derrotar, caso você mate o líder deles. Esta mecânica é bem recorrente dos games anteriores, e, além disso, suas decisões nos jogos anteriores também influenciam neste. Outros jogos como Dragon Age, Mass Effect, The Walking Dead entre outros, usam este tipo de jogabilidade o que pode deixar um game bem pessoal e pode ser bem divertido já que você pode ter um final totalmente diferente do seu amigo.

Por causa desta dinâmica Geralt pode ter muitos amigos ou inimigos dependendo da sua postura no jogo, mesmo assim Geralt carrega uma lista de vários velhos amigos que são encontrados nos outros jogos como o anão cabeça quente Zoltan, a amante e feiticeira Triss, o bardo Dandelion, e outros bruxos como Letho, Vesemir, Lambert e Eskel o que podem ajudá-lo ou pedir favores durante o jogo.

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Além disso o game tem uma jogabilidade fantástica, o jogo é Open World, com vários mapas gigantes para você explorar à vontade podendo se deparar com inimigos, tesouros, lugares secretos e muito mais. Você pode explorar todo o mapa a cavalo ou no fast travel.

O combate é super diversificado, podendo fazer uso de espadas, sinais, alquimias de toda sorte, besta, bombas e ainda tem runas que podem dar bonificações para suas armas e armaduras, e habilidades que melhoram várias características dos bruxos, que ainda por cima podem ser usados mutagênicos para melhorar porcentagens de certos status. Logo The Witcher não peca na limitação de estratégias que possam ser realizadas, na verdade são infinitas possibilidades para poder matar inimigos. Vale salientar que os bruxos usam duas espadas uma de aço para “hominídeos” e uma de prata para matar monstros.

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Para fechar com chave de ouro The Witcher tem uma infinidade de submissões, mas não só isto como tem “minigames” e desafios como corridas de cavalo, lutas de corpo-a-corpo e também um jogo de cartas chamado Gwent. O Gwent é um jogo de cartas simulando uma guerra, existe vários tipos decks o que lhe permite montar várias estratégias, a cada pessoa derrotada você ganha uma carta especial desta que você pode agregar ao seu deck. Senti apenas uma falta de multiplayer de Gwent já que este é muitíssimo divertido e poderia render mais algumas horas de game.

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Outro ponto alto do universo de The Witcher é retratação/crítica do mundo medieval, o que é bem observado também em Game of Thrones, são constantes manipulações, os jogos de poder, governantes sucumbindo em loucura, o povo sendo fustigado pelas constantes guerras e outras mazelas como a fome, o estupro, o saque de terras e mantimentos, o racismo dos humanos para com os bruxos, elfos, feiticeiras, anões e tudo o que não é considerado “normal” para a população.

Tudo isto dá um Q a mais no game o que o deixa tão próximo de ser uma obra-prima nos tempos atuais onde tudo são remakes e reboots. The Witcher 3 é sem dúvida um game incrível que pode lhe render umas 100h de jogatina fácil, porém sem ser enfadonho,  com uma bela fluidez, além de ter uma história bela altamente imersiva que te darão constantes momentos de prazer.

Informações

Desenvolvedora: CD Projekt RED
Lançamento: 19 de maio, 2015
Suporte: 1 jogador
Gênero: Action RPG
Censura: 18 anos
Plataformas: Microsoft Windows, PlayStation 4, Xbox One
Classificação: ★★★★★

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