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Spartacus: Blood and Sand

Daí você assiste o negócio porque te obrigaram e a parada acontece de ser uma das coisas de maior qualidade que você viu na vida. True story.

Spartacus

A produção da Starz é livremente baseada na história do escravo que se tornou gladiador e criou uma grande revolução na Roma antiga. A série narra a trajetória de Spartacus (Andy Whitfield), um soldado trácio que acaba na escravidão, assim como sua esposa Sura (Erin Cummings). Vendido para o lanista Batiatus (John Hannah), Spartacus precisa aprender a lutar como um gladiador e sobreviver na arena para finalmente conseguir sua mulher de volta. Tal tarefa se mostra complicada, já que o escravo ganha a desaprovação do treinador do ludus (Peter Mensah), visto que sua sede por vingança é o que o motiva. Além disso, Spartacus tem de lidar com a constante rivalidade com os outros gladiadores, principalmente com o Campeão de Cápua, Crixus (Manu Bennett). Tudo isso no meio de muito sangue, sexo e sofrimento. Maravilha, não?

Num primeiro momento, Spartacus chama atenção pelos visuais: mais parecendo uma graphic novel em movimento, o uso das telas verdes para criar ambientes e o abuso da câmera lenta são frequentes na série. Por vezes se assemelha a um filme, justamente pelo estilo que não se vê em programas de TV. Agrada os olhos, sim, mas nunca deixa que o visual se torne mais importante do que os personagens. É sensacional ver sangue espirrando como louco na arena ou o detalhe das gotas de suor caindo durante uma luta, e à sua maneira essas cenas tem real importância na trama.

HASHTAG SHOTS FIRED (Lucretia rainha da vida apenas)

E a criação de Stephen DeKnight sabe como lidar com os indivíduos que mandam na história. Os personagens são incrivelmente bem desenvolvidos, e, acima de tudo, humanos. Cada um deles tem um propósito de vida e motivos para fazer o que fazem, o que na maioria das vezes facilita a empatia do espectador. Por mais babacas que sejam, você acaba se importando e torcendo por eles – não todos, porque tem MUITA gente que você quer ver morta – mesmo que cometam erros e ajam de forma estúpida. Também dá pra sentir uma certa pena dos “vilões” Batiatus e Lucretia (que é tão bitch que você ama imediatamente). E acontece de você ligar mais para os “secundários” (*cof cof* Crixus *cof cof*) do que para o próprio Spartacus e o roteiro acabar estragando ainda mais a vida do protagonista pra te lembrar quem é a estrela da bagaça. E você sofre junto, é claro.

É necessário reafirmar que Spartacus é uma série da Starz, o que significa que a putaria rola solta. Sexo e nudez toda hora e esse tipo de coisa, e não são só peitinhos e mulheres peladas: tem homem mostrando o material de boa e são os moços que passam a maior parte do tempo com pouca roupa, exibindo seus físicos perfeitos de gladiadores e seus traseiros mais torneados do que o meu, o seu e o de nossas mães aos 20 anos. E assim como os visuais, essas cenas são importantes. O mesmo vale para a quantidade quase absurda de violência, sangue espirrando a cada 10 segundos e constantes cenas de luta, incluindo algumas perturbadoras e cruas.

Blood demands blood.

Na verdade nem tem muito o que falar das atuações, visto que todos fazem seu trabalho direito. Andy Whitfield foi um grande protagonista que faz MUITA falta, Jai Courtney é cheio de carisma e Manu Bennett existe, amém. Os gladiadores exalam força e são mal-encarados pra caramba, mas também tem seus momentos vulneráveis. Viva Bianca se torna a maior vaca do mundo com sua Ilithyia e Craig Parker te faz querer socar a tela de tão odiável que Glaber é. Quem realmente extrapola com suas interpretações são John Hannah e Lucy Lawless, e eles o fazem com maestria, tão bons que você não deixa de dar uma amada.

Basicamente, se você quer uma série boa em todo aspecto possível, Spartacus, cara. Se curtiu o que eu comentei aqui, com certeza vai se apaixonar pela trama. Mas se você for um daqueles puritanos, melhor deixar quieto porque né (não entendo como alguém não gostaria de ver a zona sul do Manu Bennett, mas ok). E dica: Sparty é perfeita para uma maratona, então aproveita e corre para esquecer da vida e sofrer com tanta desgraça! CORRE! 

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2 Comments

  • Reply
    Sue Anne
    13/04/2014 at 12:37 pm

    are you in love with the show ARE YOU

    “E acontece de você ligar mais para os “secundários” (*cof cof* Crixus *cof cof*) do que para o próprio Spartacus” amém
    Mas fangirlices à parte, Spartacus é minha série preferida com ótimos motivos para tal. Pra quem gosta de coisas violentas, nada melhor do que ver o sangue nos olhos dos moribundos, cabeças sendo cortadas, rostos sendo fatiados (what).

    E o elenco é perfeito. Com exceção de umas duas pessoas que você odeia com todas as suas forças, não dá pra não amar todo mundo – mesmo os “vilões”.

    Adorei o post e super recomendo a série.

  • Reply
    Victoria Santana
    14/04/2014 at 2:02 pm

    Se eu gostei? Amei! kkk Meu amigo já tinha comentado sobre essa série comigo, mas meu curto tempo não me permitiu iiniciá-la. Bem, mas com essa quantidade de detalhes, não tem como eu não correr para assistir! AMO sangue, AMO nudez e AMO uma boa trama com boas maldades! kkkk

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