Cinema

Rush: No Limite da Emoção (2013)

Um daqueles que te fazem sair do cinema gritando mentalmente “Meu Deus, que filme maravilhoso!”. Porque, MEU DEUS, QUE FILME MARAVILHOSO!

rush

O longa-metragem comandado por Ron Howard se situa nos anos 70 para contar a história de dois pilotos de Fórmula 1 e sua rivalidade ao longo dos anos. O britânico James Hunt (Chris Hemsworth) é o típico bonitão pegador que adora festas e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl) é quase o completo oposto de seu adversário. Baseado em acontecimentos reais, somos apresentados a esses homens e sua luta pelo campeonato do esporte onde um pequeno erro pode ser fatal.

Verdade seja dita, a pessoa que vos fala estava meio desanimada até uns 40 minutos de exibição e o sono ameaçava atacar. Entretanto, após tempo de “apresentação” Rush mostrou a que veio. E embalando o espectador nas diferenças entre os personagens principais e suas vidas profissionais e pessoais, o longa entretém e emociona. E, céus, como emociona! É só se deixar levar pela trama que uma infinidade de sentimentos vai te invadir: raiva, tensão, nervoso, mais nervoso, tristeza, alegria, agonia, tensão, tristeza, agonia, nervoso. Já comentei nervoso e agonia? Pois é. Seja nas cenas de corrida ou nas que envolvem ferimentos, estes são os feels predominantes.

A direção de Ron Howard consegue fazer algo que muitos tentam e não realizam tão bem, que é construir uma tensão que não explode antes do fim (o cara basicamente me lembrou as razões pelas quais amo cinema). Mesmo com o começo lento e um plot que poderia ser só mais um filme biográfico entre tantos outros, o ritmo aumenta e se transforma por completo. Fotografia e maquiagem estão ótimas, caracterização da época de 70 também. Tudo muito bonito, tudo muito bom.

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boatos de que Ron Howard estava hipnotizado pela fofura de Danielzin, BOATOS
O elenco é incrível e bem escolhido, principalmente pelos protagonistas que são quase a cópia dos personagens na vida real e caíram com uma luva. Tem Natalie Duckface Dormer aparecendo apenas pra mostrar os peitos, tem Olivia Wilde bronzeada e maravilhosa, tem Chris Hemsworth atuando super bem (o que é chocante, diga-se de passagem). Porém quero falar sobre o moço com cara de rato, que nem feio consegue ficar feio e deixar de ser adorável: Daniel Brühl. O cara é talentoso desde sempre, mas aqui Danielzinho sambou. Seu Niki Lauda centrado, metódico e meio arrogante é a verdadeira estrela do filme, mesmo que a propaganda tenha caído em peso sobre a fama – e beleza – de Hemsworth. Não tem jeito. Quando Daniel está em cena é ele quem você observa, e quando não está você quer que ele apareça (CONFISSÃO: bem que eu estava preferindo o Brühl sem camisa ao Thor peladão. OU SEJA). Segundo os entendedores de F1, o fofo ainda fez o favor de estudar os trejeitos e tom de voz do verdadeiro Niki, mostrando seu comprometimento com o papel. E pra acabar com a puxação de saco, só digo mais uma coisa: Oscar, favor olhar com carinho pra esse homem e indicá-lo, OBRIGADA DE NADA.

Hans Zimmer, que não por acaso é meu compositor favorito, fez um trabalho espetacular. Já angustiada e nervosa com o que acontecia na tela, bem que seria legal um pouco de piedade por parte da trilha sonora. Oh, não. Hans riu da minha cara e piorou a situação já complicada de tal forma que nem o casal se pegando na fila da frente conseguiu distrair meu coração que batia desesperado, minhas mãos trêmulas e as lágrimas que ameaçavam a cair. Só pra vocês terem noção da força dessa score. (Inclusive, cá fica uma reclamação: como, eu pergunto, COMO alguém consegue se pegar no cinema numa parte tensa daquelas? Chega a ser desrespeitoso com o filme, fala sério. Se pegar é muito legal, gente, mas é bem mais bacana quando vocês estão sozinhos e não atrapalhando a experiência dos outros. Fica a dica.)

Não sei se deu pra perceber, mas Rush tem cheiro puro de Oscar. Então se você quer se preparar para o Bolão ano que vem, corre pro cinema! E se vossa senhoria está em busca de algo ou emocionante ou bom de assistir ou que valha a pena o ingresso, vá assistir Rush também. Garanto que mesmo que os sentimentos não te afoguem, vai ser difícil pensar em Fórmula 1 do mesmo jeito depois da sessão. É uma belíssima história que merece seu tempo.

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Daniel Brühl diz: vsf, to gato

ficha técnica

Direção: Ron Howard
Elenco: Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Alexandra Maria Lara, Stephen Mangan, Pierfrancesco Favino
Roteiro: Peter Morgan
Duração: 123 min.
País: EUA, Alemanha, Reino Unido
Gênero: Ação, Biografia, Drama
Trailer: (x)
Classificação: ★★★★½

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1 Comment

  • Reply
    Babi Lorentz
    06/10/2013 at 7:02 pm

    Apesar de me interessar por Fórmula Um, não sei se é tanto assim pra poder assistir estre filme. A dica está anotada e vou pensar bem e com carinho pra assistir. Também vou pensar bem no Chris Hemsworth, rs.
    Beijos.
    Babi Lorentz recently posted..Cruzando o Caminho do Sol, Corban AddisonMy Profile

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