Televisão

Revolution

O que domina o mundo hoje em dia? O que está presente em nossas vidas de tal forma que não sabemos o que fazer quando ela está indisponível? Se você respondeu internet, você errou. A resposta certa é energia.

Um dia, houve um blackout. Não um blackout comum, mas um irreversível. Carros pararam de funcionar, televisões se desligaram para sempre, aviões caíram, os telefones foram cortados. Algo aconteceu, algo muito maior do que poderíamos imaginar, para fazer com que a civilização voltasse para o tempo das cavernas, para lampiões e medicamentos naturais. 15 anos depois, o mundo está quase irreconhecível. Nos Estados Unidos, encontramos repúblicas diferentes: Monroe, com sede na Filadélfia; Georgia, englobando o sul dos EUA; Califórnia e Texas, que tudo que soubemos durante a 1ª temporada é que eles têm exércitos muito fortes, além dos rebeldes que lutam para reimplantar o sistema dos Estados Unidos da América no país.

Focado em Fili, onde os personagens vivem, e Monroe (David Lyons), a história mostra a guerra constante que um general ex-oficial do exército completamente psicótico trava contra as outras repúblicas e os rebeldes em seu próprio território. Ele vive com a sombra da traição de Miles Matheson (Billy Burke), que o ajudou a criar a milícia, mas que sumiu depois de não conseguir matá-lo. Monroe quer Miles ao seu lado porque acha que ele sabe algo sobre a queda de energia, já que, pouco antes do blackout acontecer, Miles recebeu uma ligação do irmão – Ben (Tim Guinee).

Ben e sua esposa – Rachel (Elizabeth Mitchell) – tinham uma ligação emocional com a tecnologia desenvolvida por um lugar chamado “Torre” e tinham mesmo muito a ver com o blackout, mas cada episódio revela um pedacinho de algo muito maior. Quando Ben morre (isso é logo no primeiro episódio, tá? nada de grandes spoilers por aqui) e a milícia leva seu filho mais novo Danny (Graham Rogers), sua filha mais velha, Charlie (Tracy Spiridakos – tem sobrenome mais grego que esse?) sai numa busca com Aaron (Zak Orth) e Maggie (Anna Lise Phillips) para encontrar Miles.

Meu Deus, quanto personagem.

Certo. Enquanto isso, também tem o major Tom Neville (Giancarlo Esposito – aquele que faz o irmão do Pierce em Community – tem nome mais italiano?), fiel escudeiro de Monroe, e seu filho Jason (J.D. Pardo – NAHUEL!!!!!), cujos caminhos sempre se cruzam com os de Miles e Charlie. Sem falar de Norah (Daniella Alonso), uma rebelde especialista em tacar fogo e explodir as coisas.

Cara, não achei que seria tão complicado resumir os protagonistas.

Se a ideia de uma sociedade distópica sem energia nenhuma não intriga você a começar a assistir, bom… eu tenho alguns argumentos a mais para aguçar seu sabor por séries de tv.

Billy Burke. De longe um motivo bom o suficiente apenas por causa do rosto dele, mas não. Miles é um anti-herói, grumpy cat, ex-militar que sabe bater com muita eficiência, mesmo apanhando bastante também. Sua conexão com Monroe é explorada bastante durante a primeira temporada e o mata-não-mata fica meio entendiante de vez em quando, mas quem nunca?

Giancarlo Esposito. Tem quem odeie o que o cara fez com o personagem, tem quem ame. Tom Neville é DETESTÁVEL!!! Mas detestável de um jeito tão genial que é quase como se Giancarlo e Billy carregassem a série nas costas. Ambicioso, manipulador e cruel, Neville é praticamente mais vilão que Monroe e me fez até lembrar um pouco de 1984.

Trilha sonora. Cara, tem um episódio chamado “Kashmir”. Quero que você reflita nesse fato.

J. J. Abrams. Depois de Super 8, você sabe que o cara pode fazer qualquer coisa acontecer.

Gente bonita. Toneladas. Quase me senti assistindo uma série australiana.

Muita pancadaria. Muita mesmo. As cenas de ação são ótimas, os hematomas não desaparecem do nada, muito sangue é derramado, muitas mortes acontecem. Mortes justificáveis, mas que partem seu coração mesmo assim. O jeito que esse canal – NBC – brinca com nossas emoções não é brinquedo, não. :(

Você só vai precisar de uma coisa essencial e essa coisa é paciência. O passo da série fica lento de vez em quando, mas estou falando sério quando digo que a ideia distópica é muito boa. Sério. Acontecível até. Completamente. E, provavelmente, o único final apocalíptico que eu ia curtir viver, imagina que louco? Sem a parte da milícia, é claro, haha

Revolution é um show caro, bem feito, que está prometendo consertar seus erros na segunda temporada. E, por causa de SMASH, nós sabemos que a NBC tem capacidade de fazer isso. O trailer da S02 foi lançado na Comic-Con (x) e já partiu meu coração, o que me deixou com mais vontade ainda de assistir.

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