Música

Oxigênio Festival 2019

Fui à edição do ano passado do Oxigênio Festival, e amei tanto que decidi participar do evento este ano novamente. O festival aconteceu em São Paulo, no mesmo endereço que as edições anteriores.

Sobre os shows da sexta-feira, vou destacar Bayside Kings, O Inimigo, Sugar Kane, Dead Fish, CPM 22, e a banda de abertura, uma das ganhadoras da votação, chamada Emmercia. Vou destacar também as ativações do estande da Vans na área externa: criação de pôsteres do tipo lambe-lambe com silk screen, confecção de bottons, e elaboração de zines. Vou destacar aqui que uma das pessoas que estavam ajudando as pessoas a criar os materiais nas oficinas era o GG Di Martino da banda Deb and the Mentals, que havia se apresentado no festival ano passado. Infelizmente aconteceram alguns atrasos, e a apresentação da banda O Inimigo foi no mesmo horário que Dead Fish tocou, então eu acabei vendo um pouco de cada. O show do Dead Fish foi exatamente o que qualquer pessoa que gosta da banda poderia ter esperado, com todas as músicas do novo álbum Ponto Cego e mais algumas clássicas de outros discos.

Além das oficinas, havia uma cabine de fotos – ano passado tinha um profissional que fazia fotos das pessoas ali; este ano era uma máquina automática, em que as pessoas poderiam entrar individualmente ou em grupo, e as fotos saíam impressas instantes depois, num formato parecido com um marcador de páginas.

Capa do exemplar do zine feito na oficina da qual eu participei

Do sábado, vou destacar as bandas The Monic, Glória, Pense, Nervosa, e Ratos de Porão – infelizmente, sem o João Gordo por questões de saúde. Esse foi o dia neste festival em que eu estive mais cansada; na hora da apresentação do Supercombo – que foi incrível, uma das últimas da noite, a vontade era voltar naquele momento pro hotel onde eu estava hospedada, mas permaneci lá, porque, apesar do cansaço, eu queria assistir pelo menos parte da apresentação da banda Braza, que tava ótima.

Domingo foi dia de jogar Pokémon GO com a Raabe no parque Água Branca, que é em frente ao local do evento, e depois almoçar e ir pro festival. Cheguei a tempo de ver uma das apresentações que eu mais gostei no festival todo: Charlotte Matou um Cara – com um momento incrível com participação especial de integrantes de outras bandas de punk formadas por mulheres, como Sapataria e Lili Carabina. Músicas bem diretas, simples, e com um som que mais parece um soco – e que não poderia ser melhor de outra forma. Vou destacar também Cólera – que eu tava muito curiosa pra ver, Darvin, Violet Soda, Esteban, e Sapataria – que este ano ficou novamente entre as vencedoras da votação para escolher as bandas de abertura, e se apresentou também na festa oferecida pela organização do festival na quinta feira.

Infelizmente, no domingo aconteceram problemas com a eletricidade nos dois palcos; o palco secundário teve toda a programação atrasada, e no palco principal Far From Alaska não chegou a tocar; por conta disso, organizaram outro evento com a banda, e qualquer pessoa que estava no festival domingo poderia participar sem pagamento extra.

Nesta segunda participação minha neste festival, ainda fiquei bastante impressionada com a forma como todos os artistas lá são extremamente acessíveis, e gostei bastante que a maioria das bandas não tinham se apresentado em anos anteriores no festival. Uma novidade interessante foi a abertura de um espaço para pessoas do público subirem ao palco e cantarem, praticamente em formato karaokê.

O canal com a maior quantidade de vídeos interessantes de dentro do festival que eu encontrei é o Raro Zine; recomendo muito olhar lá pra conhecer um pouco mais das bandas que tocaram.

Gostei bastante que o artista convidado para criar a arte do pôster do festival foi o Cristiano Suarez – que ficou famoso por um trabalho para a banda Dead Kennedys. Acho o trabalho desse ilustrador incrível.

Vou parafrasear aqui algo que uma pessoa com quem eu fiz amizade lá disse, e eu concordo bastante: “um festival como esse é sobre muito mais do que a música, é sobre conexão, sobre compartilhar sentimentos, pensamentos e ideias; não faz sentido julgar o que tem nesses palcos por um ponto de vista técnico, é sobre a mensagem”.

Agora a gente aguarda a CCXP, que é o próximo evento que eu considero importante onde eu vou estar ainda este ano.

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