Evento

Oxigênio Festival 2018

No final de semana do feriado de 7 de setembro aconteceu o Oxigênio Festival, que durou três dias – 07, 08 e 09 de setembro.

Eu estive no festival durante os três dias, e pelo menos pra mim, dificilmente poderia ter sido melhor.

As principais atrações eram Fresno, Dead Fish, Far from Alaska e CPM 22, entre muitas outras bandas que fizeram apresentações maravilhosas.

O festival aconteceu no Via Matarazzo, e eu achei a localização excelente – próximo ao metrô Barra Funda, praticamente ao lado do Audio Clube, e bem perto do Espaço das Américas. O local é dividido em dois ambientes; o palco no espaço menor foi chamado de Side Stripe, e o palco no lado maior foi chamado de Off The Wall – sim, é o slogan da marca de calçados Vans, que é uma das patrocinadoras desse evento, que vi até ser chamado de “Vans Warped Tour brasileira”. Além dos dois palcos, na área externa nos fundos do local tinha um estande com atividades de algumas das marcas que patrocinaram o evento – as oficinas da Vans pareciam interessantíssimas, mas acabei não participando por conflito de horários com shows que eu queria ver.

A marca de vestuário Brutal Kill era uma das patrocinadoras, e teve um quiosque dela lá no festival; comprei uma camiseta com a estampa do evento e levei de brinde vários adesivos da marca. Outras coisas interessantes eram uma loja de discos e merchandising em geral, e uma escultura de um calçado Vans em tamanho gigante onde as pessoas ali poderiam escrever nomes de bandas que gostariam de ver em edições futuras; tanta gente escreveu que chegou ao ponto de escreverem por cima de nomes que já tinham sido escritos ali antes.

Vou destacar algumas das minhas apresentações preferidas ali, por dia:

Na sexta-feira:

Fresno, headliner da sexta-feira, que dispensa apresentações; berrei, digo, cantei meus pulmões pra fora enquanto cantaram “Manifesto”, “Maré Viva” e outras preferidas minhas.

Far From Alaska, com vocais da maravilhosíssima Emily Barreto, uma das minhas artistas brasileiras atuais preferidas no momento, que inclusive assisti do melhor lugar possível lá dentro: ponto mais próximo do palco na área dos camarotes, que, exceto o espaço reservado para convidados, estava livre para qualquer pessoa, o que eu achei incrível – os ingressos eram iguais pra todo mundo, e tinham colocado exposição de panfletos de shows importantes que aconteceram no Hangar 110, que infelizmente fechou.

(segurem essa informação sobre o Hangar 110, vai ter mais sobre isso ainda!)

Glória, Hateen e Esteban – eu adoriaria se tivesse acontecido uma colaboração do Esteban no show da banda Fresno, ou do Lucas Silveira no show deles, mas não aconteceu. Glória prometeu álbum novo pra novembro; e as três bandas fizeram apresentações excelentes.

Eu amei a mistura entre emo, punk, pop punk, hardcore e metal nesse lineup.

Última banda que vou destacar antes de falar sobre o sábado: Dinamite Club; quem acompanha notícias sobre música já sabe por que esse destaque é relevante, e vou citar mesmo assim.

Agora, passemos ao sábado:

O primeiro show que eu assisti foi da banda Cosmogonia, que foi uma das vencedoras nas votações para tocar no festival, e eu achei bem mais vazio do que deveria – nos três dias boa parte do público não fez questão de chegar cedo, mesmo com bastante coisa muito bacana pra ver antes dos shows mais disputados. Achei importantíssimo a vocalista ter se expressado sobre a importância da participação de mulheres e bandas com mulheres em eventos como este, e logo na hora de abrir a apresentação dedicou o show ao Leon Martinez, integrante da banda Dinamite Club que faleceu com câncer recentemente. Vídeo de uma das músicas do show:

Manger Cadavre foi outra banda que eu gostei bastante de ter visto, e também achei incrível o show da banda Agrotóxico:

E chegou a vez de uma das bandas que eu mais queria ver lá: Garotos Podres!

De novo, berrei, digo, cantei até meus pulmões pedirem férias, junto com as minhas músicas preferidas; essa foi uma das apresentações que achei mais animadas do festival todo, e gostei bastante de ter tido a oportunidade de cumprimentar o vocalista e tirar uma foto com ele lá no festival depois do show, quando eu o encontrei no meio do público. E não foi só ele, também consegui encontrar gente de várias das bandas que se apresentaram; vários artistas depois da apresentação foram assistir outros shows ali junto do público, o que foi uma das coisas que achei mais interessantes nesse evento.

Publiquei no meu perfil no Instagram algumas das selfies que fiz com artistas nesse festival:

(tem fotos feitas nos três dias nessa publicação, não só no sábado; publiquei também outras fotos que eu fiz lá)

E ainda tinha Dead Fish depois de Garotos Podres. Eu já tava exausta, e ainda assim consegui curtir bastante esse show, com os tradicionais gritos de “Ei, Dead Fish, vai tomar no…”:

E, por fim, chegamos ao domingo. Fui almoçar com a Raabe antes do festival, e na hora de voltar pro local dos shows, cheguei na hora da apresentação do Supla – e eu achei que ele esteve surpreendentemente acessível depois do show dele; foi conversar com bastante gente lá, tirou foto com várias pessoas – inclusive eu e algumas pessoas com quem fiz amizade lá. Ouvir Japa Girl, Garota de Berlim e Charada Brasileiro ao vivo foi incrivelmente divertido, e também gostei bastante do cover de Imagine do John Lennon. Tem um vídeo do show neste link junto com outras apresentações, inclusive Skamoondongos, que eu queria bastante ter visto, e vai ficar pra outra oportunidade.

Uma das amizades que fiz lá recomendou bastante que eu prestasse atenção na banda Chuva Negra, e achei bem bacana o show.

As bandas Pense e Garage Fuzz também fizeram apresentações ótimas:

E pra encerrar, teve CPM 22, que eu acho que não preciso comentar muito:

Algumas das bandas fizeram referência até bem direta, e outras de modo indireto, a eventos recentes relacionados a política, bem dentro do que eu esperava que acontecesse num festival baseado em estilos de música com tendência bastante progressista – e essa tendência progressista é um dos motivos pelos quais eu gosto desse tipo de música. Antes do festival, eu estava muito curiosa especialmente sobre como seriam as apresentações, entre outras, das bandas Garotos Podres e Dead Fish, que costumam abordar questões políticas, e fiquei bem contente com o jeito que foram os shows.

Lembra que eu comentei antes sobre o fechamento do Hangar 110, um lugar bem famoso onde aconteceram vários shows bem importantes pro rock independente? Então, os donos desse lugar agora trabalham com organização de eventos – incluindo este – e o vocalista do CPM 22 comentou a respeito do fechamento daquele espaço, com mais ou menos as seguintes palavras: “Apesar do Hangar 110 ter fechado, a alma do lugar continua viva, como a gente pode ver aqui”, e também ressaltou a importância das mulheres num evento como esse, e inclusive disse algo como: “Quem sabe no ano que vem não é uma banda com mulheres que vai encerrar o festival?”. Eu gostaria muito de ter ido a pelo menos um show no Hangar 110, e eu realmente gostaria que fosse reaberto, se for possível.

Outras atrações interessantes no Oxigênio Festival eram máquinas de fliperama, uma mini pista de skate no fundo do palco principal, e uma cabine para fotos com um fotógrafo profissional; para as máquinas, era necessário pagar por fichas, e as fotos eram sem custo extra, uma por pessoa por dia, com retirada de senha no quiosque na área externa.

Várias bandas se repetiram entre edições diferentes desse festival, e não acho isso necessariamente um problema, desde que incluam novidades com condições de atrair mais pessoas pra lá.

Tem várias publicações em montes de veículos diferentes sobre esse festival, algumas mais interessantes do que outras, com mais ou menos profundidade, com comentários sobre alguns pontos que aqui eu praticamente só citei – meu objetivo era contar resumidamente sobre como foi e o que eu vi lá.

Muito provavelmente voltarei a esse festival no ano que vem, e torço pra que seja tão legal quanto este ano!

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