Coluna

Os melhores de 2015

os melhores de 2015

Chegou a hora de fazer a retrospectiva de tudo que fizemos em 2015 e relembrar as melhores obras da cultura pop que tivemos a oportunidade de ler/assistir/ouvir/jogar, prontos?

LIVROS/HQS

Blue Lily, Lily Blue – Maggie Stiefvater (Byzinha)

O terceiro livro da trilogia dos Garotos Corvos tinha a dura missão de ser melhor do que o segundo volume. E conseguiu. Talvez seja porque eu amo tanto a Blue, mas o livro centrado na menina do grupo teve todo quê de mistério que devia ter e ainda um pouco mais. A leitura é tão envolvente que é impossível parar antes de chegar ao final e a maneira B R I L H A N T E que Maggie desenvolveu a história é de deixar qualquer amante de narrativas embasbacado. A capacidade que essa mulher tem de amarrar os pontos é impressionante e eu mal posso esperar pelo  próximo e último (</3) livro.

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O Rei Negro – Mark Menozzi (Cambs)

Honestamente, eu não li muita coisa esse ano, desonra pra mm e pra minha vaca. Então, quando encontrei vergonha na cara o bastante para tentar voltar a ler, Rei Negro não me decepcionou nem um pouquinho. Com um protagonista negro e um universo totalmente novo em cada página, o ritmo da história te prende dum jeito tão lindo e ai, ficou no meu coraçãozinho esse livro, mesmo com todos os problemas que tive pra ler.

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Lugares Escuros– Gillian Flynn (Nichollas)

Lugares Escuros retrata a vida de Libby Day com seus 31 anos, após ter sua família assassinada quando ela tinha apenas 7 anos, dia conhecido como Massacre da Pradaria ou carinhosamente chamado de Massacre Satânico de Kinnakee, em que ela seria a única sobrevivente do assassinato. A priori, a Libby depôs contra seu próprio irmão, Ben Day, como autor dos assassinatos que foi julgado e se encontra preso até os dias atuais, porém muitas pessoas não acreditam na história de Libby já que ela era muito pequena e o fato teria sido muito traumático para dar uma resposta concisa dos acontecimentos daquele dia. O livro é incrível e o desenrolar do mistério é tenso e ao mesmo tempo instigante e como em Garota Exemplar, totalmente inesperado. Lugares Escuros é mais uma estrelinha de competência e primor para a escritora Gillian Flynn, o que nos infelizmente deixará órfãos a espera de um novo lançamento, porém sabendo que coisa boa virá.

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Quem é você, Alasca?– John Green (Thanny)
Este ano não foi bom no quesito leitura, li poucos livros e nenhum deles foi fantástico, porém reli meu livro favorito do John Green, a edição comemorativa de 10 anos com cenas extras e comentários do autor e da editora, e foi uma experiência bem diferente da primeira vez. A história sobre a busca do Grande Talvez e a tentativa de conhecer melhor a Alasca tornou-se menos dolorosa, pois agora eu não estava sofrendo de um luto, mas me deu uma nova perspectiva, por isso, uma releitura sempre é boa, a história muda de acordo com o que você está vivendo.

FILMES

X+Y (Byzinha)

Tem filme que a gente assiste e esquece, filme que deixa a gente um pouco mais feliz ou triste e filme que, quando chega ao fim, faz a gente concluir que nossa vida mudou um pouquinho. X+Y, que também apareceu por aí como “Uma jovem mente brilhante” conta a história de um menino autista que perdeu o pai – a única pessoa com quem ele tinha uma conexão mais profunda – muito cedo e como isso refletiu no seu crescimento e relacionamento com a mãe. O resultado final é lindíssimo e as atuações estão maravilhosas – uma mudança e tanto comparado ao pequeno desastre que Ten Thousand Saints foi para Asa, shhhh.

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Star Wars (Cambs)

A FORÇA DESPERTOU QUERIDINHOS, E DESPERTOU COM GOSTO. Provavelmente o filme mais esperado do ano todo, recorde de bilheteria, juntou todas as tribos como o norvana, foi s e n s a c i o n a l. O longa que foca bastante nos novos personagens é um deleite para os fãs, que vão totalmente a loucura com as referências e os personagens mais antigos, enquanto acompanham a trama de um Luke Skywalker desaparecido e confrontos com a força e o lado sombrio. O elenco é maravilhoso, os personagens são maravilhosos. É tudo tão lindo que assistir uma vez só é impossível.

Divertida Mente (Jubs)

O ano de 2015 foi recheado de filmes maravilhosos, sejam blockbusters como filmes do circuito alternativo, porém nenhum deles tocou tanto e de uma maneira tão simples como Divertida Mente. Através de personagens divertidos, fofos e coloridos e uma história teoricamente voltada para crianças, o longa da Pixar trata de um assunto muito mais profundo, que afeta a todo mundo: a depressão. Mesmo que de forma sutil, o modo com que tudo é abordado no filme é incrivelmente sensível, e tudo isso através da mente e das emoções de uma criança de 12 anos. Como se não bastasse todos esses motivos para assistir, o longa ainda conta com Amy Poehler, Bill Hader, Mindy Kaling, entre outros, como os dubladores das emoções na versão original do filme!

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I Saw the Devil (Nichollas)

Saindo do circuito de filmes americanos, os asiáticos foram os que mais deleitaram-me. Seguindo a temática de Oldboy, a vingança, coisa que os sul coreanos sabem tratar mais do que bem, I Saw the
Devil é um filme dramático, pesado, muito tenso que conta com um elenco fenomenal, inclusive o Choi Min-Sik, ator também da obra de Oldboy. O filme narra a morte de uma jovem que é filha de um policial e noiva de um agente do serviço secreto da Coréia do Sul, que inicia uma caçada bestial pelo assassino até ele pagar por todos os seus pecados.

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A Canção do Oceano (Thanny)
Este foi um ano em que vi muitos filmes, tanto que escolher um tornou-se uma tarefa difícil. A animação A Canção do Oceano foi um dos mais marcantes e bonitos, acompanha a história da pequena Saoirse, que tem o poder de se transformar numa foca, ela é uma selkie, de acordo com o folclore irlandês e escocês, e embarca numa aventura com seu irmão e cachorro para salvar criaturas míticas. A trilha sonora é sensacional e é um dos grandes destaques desta obra.

SÉRIES

Empire (Byzinha)

Sem nem pensar duas vezes. Eu tinha assistido aproximadamente 20 minutos do piloto quando cheguei à conclusão que essa era a melhor série do ano. Em janeiro. Ela é boa desse jeito. O drama novelístico da família Lyon é envolvente, com personagens marcantes e simplesmente tão boa que quebrou record atrás de record. Além do mais, sua trilha sonora é fantástica. Com um total de zero chills, esse é o tipo de série que faz você grudar na TV não importa quantas vezes você já tenha assistido o episódio.

Mr. Robot (Cambs)

Mr. Robot foi uma das surpresas do ano, isso é inegável. Quando vazou o pilot na internet, já era possível ver que a série vinha com forças pra ficar, quero dizer, foi bem difícil desgrudar os olhos do primeiro episódio, quem dirá do resto. O mundo hacker é apresentado além do esteriótipo fantasioso de várias outras séries, o enredo te faz viajar e ficar confuso com as situações mesmo que você já saiba no fundo o que vai acontecer e de quebra tem uma atuação esplêndida de Rami Malek.

Fargo Season 2 (Nichollas)

Tive a oportunidade de sorver muitas séries este ano, foi uma difícil escolha, pra mim a melhor a série foi Mr. Robot, e selecionando a série com melhor plot e sendo a coisa mais out of the box eu escolhi facilmente a segunda temporada de Fargo. Após uma belíssima primeira temporada, os irmãos Coen se reinventam novamente, com personagens femininas duronas, alienígenas, guerras entre máfias do passado e do presente, um casal comum que não é tão comum assim e dois policiais para resolver toda esta confusão. Se você achou muito informação saiba que é o suficiente para montar uma épica série.

Breaking Bad (Thanny)
Finalmente criei vergonha na cara e assisti uma das melhores séries da década. Breaking Bad me conquistou com sua história envolvente, personagens fodas e bem construídos, e os plot twists que quase me matam do coração. Apesar de ter 5 temporadas, é uma série que vale a pena ser vista e revista para se atentar a cada detalhe desta trama bastante inteligente.

Silicon Valley (Jubs)

Depois de enrolar por muito tempo para assistir, resolvi dar uma chance para a comédia da HBO que retrata a vida de jovens programadores brilhantes que apostam na criação de sua própria startup para crescer na vida. Mal sabia eu que terminaria totalmente OBCECADA tanto pela série como por esse mundo tecnológico. Carregada de um humor ácido e situações tanto hilárias como inimagináveis, Silicon Valley é uma ótima pedida se você quer rir com um humor inteligente e não se satisfaz mais com The Big Bang Theory.

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ACONTECIMENTOS/EVENTOS

Rock In Rio (Cambs)

Falem o que quiser, mas a edição 2015 do Rock in Rio foi linda. Desde o palco sunset até o mundo, com artistas renomados como Queen, System of a Down, A-Ha, Rod Stewart e mais novos no cenário musical como The Script, todos os shows fizeram a galera vibrar, dançar e cantar junto, apesar do clima quente e problemas de organização. Pode perguntar até paras as próprias bandas se bobear, mas aquele povo tudo cantando as músicas super alto ficou na memória de muita gente e garantiu um lugarzinho aqui.

MÚSICA

Of Monsters and Man (Byzinha)

Sabe quando a banda é boa e você está se lamentando não ter ouvido antes, porque causa daquele show em 2013 que você poderia ter ido? Sabe quando ela lança um álbum novo melhor ainda? Foi o que aconteceu com OMAN. Eu já sabia que eles eram bons. Já estava apaixonada. Mas o Beneath the Skin superou todas as espectativas e ficou tão bom, mas tão bom, que até tive pesadelo de que não conseguia assistir o show dos caras que vai acontecer no Lollapalooza ’16!

HURTS (Cambs)
Com a estréia do terceiro álbum intitulado Surrender, a dupla britânica de synthpop alcançou um patamar mais alto e completamente diferente dos trabalhos anteriores. Meio que reinventando seu estilo, adicionando batidas mais alegres e dançantes que lembram as pegadas de Duran Duran nos anos 80, o álbum conta com os singles “Some Kind Of Heaven”, “Rolling Stone”, “Lights”, “Wings” e “Wish”, este último tendo o clipe dirigido por ninguém mais ninguém menos que o mestre das baladinhas Bryan Adams. Talvez pela mudança meio brusca de ritmo, o álbum recebeu várias críticas e afins, mas é só colocar uma das músicas de Surrender para tocar que você vai perceber que, na verdade, o álbum é maravilhoso, assim como todas as músicas dos moços.

GAMES

The Witcher 3: Wild Hunt (Nichollas)

Provavelmente serei o único a escrever nesta seção, e vou dizer brevemente que 2015 foi um ótimo ano para games. Destacaria facilmente o MGS V, mas infelizmente eu não tive muito contato com a série quando infante, logo quem conquistou meu coração este ano foi o Bruxão Geralt. A história se passa num mundo medieval, onde o Império do Sul chamado Nilfgard invade os reinos do Norte, composto por a quase extinta Temeria, a Redania, e os reinos que caíram nas mãos de Nilfgard de Kovir e Kaedwen. Em meio a isto está Geralt à procura de Yenefer, um antigo amor e feiticeira que foi dada como morta por causa dos Wild Hunt, que nos primeiros jogos da série eram fantasmas de guerreiros, porém neste descobre-se que são Elfos de uma outra dimensão. The Witcher 3 é sem dúvida um game incrível que pode lhe render umas 100h de jogatina fácil, porém sem ser enfadonho, com uma bela fluidez, além de ter uma história bela altamente imersiva que te darão constantes momentos de prazer.

Life is Strange (Thanny)
Desenvolvido pela Dontnod, Life is Strange é um game de aventura dividido em cinco capítulos, que apresenta a história de Max Caulfield, uma estudante de fotografia que retorna à sua cidade natal Arcadia Bay, Oregon, após 5 anos e descobre que pode desfazer ações ao voltar no tempo, após salvar a vida de uma amiga de infância, Chloe Price. O jogador determina quais ações Max irá fazer e, com isso, determina o futuro da personagem diante de muita tensão. É um jogo bastante envolvente!

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