Literatura

O Lírio Dourado (Bloodlines #2), Richelle Mead

Infelizmente, devido à faculdade, demorei um pouquinho pra ler O Lírio Dourado, o segundo livro da série Bloodlines. A faculdade sempre me atrapalha a ler as coisinhas da Richelle Mead, é impressionante (sério, eu consigo ler tudo, for real, mas quando chega na hora da minha Richelle… cabô tempo, cabô vida, cabô tudo)

E depois desse livro cabô tudo mesmo.

Tá, vou deixar meus feels de lado, comentá-los depois e ir pro que importa: Bloodlines não é Vampire Academy. Infelizmente.

Por mais que a Richelle, através da narrativa de Sydney, force a nossa memória a se lembrar de que aquele é o mesmo mundo que acompanhamos pelos olhos de Rose Hathaway, isso não é necessariamente o bastante para fazer do spin-off algo tão bom quanto. São personagens que já conhecemos, uma mitologia que já sabemos de cor (e eu agradeceria se ela fosse aprofundada, believe me), mas simplesmente não é tão bom.

E temo que nem chegará a ser.

Na minha review do primeiro livro, Laços de Sangue, eu falei muito sobre como a Sydney é diferente da Rose e como isso afeta a narrativa. Tudo bem, continuo defendendo esse argumento, mas o problema parece ter ido muito mais a fundo, tocado algo que a Sam até mesmo apontou: falta de enredo, de plot mesmo. Nesse eu consigo ver muito mais claramente que tudo começa só nas últimas 100 páginas e que tudo que aconteceu antes era só blah blah blah uma coisa útil aqui blah blah blah outra coisa mais útil e bamm… só.

Isso me decepciona, sei lá. Em Vampire Academy, eu via o plot se desenrolando perante os meus olhos, por mais que a Rose se demorasse em seus próprios dramas pessoais, mas em Bloodlines… ugh… não dá. Não tem plot. O que tem é uma série de diálogos entre adolescentes em quase toda página, descobertas importantes bem raras e as discussões morais da Sydney. Por mais que eu admire tais crises da personagem… meu Deus, cadê plot? Cadê intrigas? CADÊ MOVIMENTO NESSE LIVRO, MINHA GENTE?

Além disso, os outros personagens simplesmente não causam interesse (com exceção do Adrian, claro, do qual falarei depois). Jill, Eddie, Micah… realmente não é como Vampire Academy, em que os personagens são únicos e você tem um amor (ou ódio) vigoroso por cada um deles. Em Bloodlines eles simplesmente parecem estar lá pra… well, bater ponto.

Nem as aparições do Dimitri me animaram, pra vocês verem como eu me sinto.

Ainda bem que meu amor pela Richelle é grande, porque se não fosse, eu estaria furiosa. Ainda bem também que existe Adrian Ivashkov, porque só ele pra me matar de amores e me levar pra página seguinte, awe. Ele está cada vez mais encantador, sem brincadeira, e meus feels por Sydrian estão lá no alto! O enfoque que Bloodlines deu ao Adrian é realmente merecido e mal posso esperar pelos próximos livros que, hey, terão capítulos no seu ponto de vista! Deus seja louvado!

Sério, Adrian simplesmente cabô com a minha vida. Cabô tudo. Quase esqueço de como a falta de plot me desanimou desse livro. Quase.

Informações


Título: O Lírio Dourado (Bloodlines #2)
Autor: Richelle Mead
Tradução: Guilherme Miranda
Editora/Selo: Seguinte
Nº de Páginas: 424
Edição: 1ª – 2013
Preço: R$34,90
Classificação: ★★★½☆

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