Literatura

O Anjo de Hitler, William Osborne

Eu estava à procura de um livro infantojuvenil para ler, quando me deparei com o intrigante título O Anjo de Hitler, no catálogo da editora Seguinte. Na sinopse falava sobre duas crianças ajudarem o governo britânico a derrotar Hitler na Segunda Guerra Mundial e, sinceramente, como não se interessar por uma história assim?

Anjo de Hitler

Otto e Leni achavam que estavam a salvo na Inglaterra, até que um dia o almirante MacPherson os convoca para uma missão ultrassecreta, que pode acabar de vez com a Segunda Guerra Mundial. Mas para isso, eles têm que fazer um treinamento pesado e assumir novas identidades, antes de serem enviados para a Alemanha, onde devem resgatar a órfã Angelika, de 9 anos de idade. Que ninguém sabe realmente quem é, mas aparentemente ela é a chave-secreta para derrotar Hitler.

Arriscando as próprias vidas para ajudar o país que os abrigou, a Inglaterra, Leni e Otto enfrentam diversos desafios, mas será que eles estão na luta certa? Devem fazer o que lhes foi mandado? Quem é Angelika e o que o governo quer com uma garotinha?

A narrativa alterna entre o ponto de vista das crianças e dos adultos, mas isso não funcionou tão bem como em outras histórias que utilizam o mesmo recurso. Obviamente, todas as partes eram complementares, mas a parte de Otto, Leni e Angelika ficaram com toda a emoção. Quando eu via que o próximo capítulo era sobre o almirante ou Heydrich até dava uma preguiça de continuar. Fora que eu também esperava ver mais Hitler, mas ele é só um personagem que aparece esporadicamente.

Mas ok, não vou ser injusta com a parte dos adultos. Com ela, ficávamos informados sobre o andamento da missão, o que eles descobriam sobre as crianças. Há ação na parte deles, uma violência mais explícita, diálogos que mostram o quão cruéis e frios eles podem ser. Por isso, não foi de todo ruim aka chato.

“Eu me explico para apenas uma pessoa…”
Heydrich esvaziou as trinta e duas balas dos cartuchos nos corpos dos homens em pouco menos de quatro segundos. Os dois gritaram e se contorceram como se fosse marionetes, antes de caírem no chão. Heydrich recarregou a arma.
“E essa pessoa é Adolf Hitler.”

A evolução de Otto e Leni no decorrer da missão é impressionante. E mesmo sendo, pelo que me lembro, dois dias. A pressão e a responsabilidade eram grandes, mas mesmo assim, eles ainda cometiam o deslize de serem o que eles realmente são: crianças.

O livro tem um bom desenvolvimento, apesar de eu ter ficado sem entender o porquê de algumas coisas. O final também deixou a desejar. Para mim foi bastante frustrante, porque diante dos questionamentos dos personagens, você tenta imaginar o que eles vão fazer, qual solução eles dariam para o problema que tinham em mãos e bem, algo acontece e fica por isso mesmo. Fulano teve um happy ending? Não sei, porque ficou em aberto, como se fosse ter uma sequência, o que acho que não vai acontecer. Fica por conta da imaginação do leitor.

Se você curtiu os livros de Só Perguntas Erradas, irá gostar de O Anjo de Hitler, pois aqui criança também pode ser espião, soldado, resolver crimes e acabar com a guerra.

Informações

Cortesia da editora.

Título: O Anjo de Hitler
Autor: William Osborne
Tradução: Alyne Azuma
Editora/Selo: Seguinte
Nº de Páginas: 272
Edição: 1ª – 2013
ISBN: 9788565765145
Preço: R$32,00 (Compre aqui)
Classificação: ★★★☆☆

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