Música

Lollapalooza 2013 – Review

O Lollapalooza aprendeu com as falhas do ano passado e melhorou muito na sua esperada edição de 2013.

Lolla 2013
Depois do primeiro dia do Lolla ano passado (Foo Fighters), os organizadores perceberam que lotar o Jockey Club de pessoas não ajudaria em nada para um festival; esse ano eles corrigiram isso com uma menor quantidade de ingressos disponíveis, principalmente para deixar a experiência muito mais confortável. Apenas o último  dia teve seus ingressos esgotados, e ainda assim não ficou superlotado como se esperava. Filas enormes? Nem tanto, a fila do banheiro não demorava, pois haviam vários disponíveis; da mesma forma com as filas para trocar Pillas, pegar lanches e bebidas, era só olhar no mapa e ir para outra barraca próxima, sempre encontrávamos alguma sem fila. Outro problema citado foi a lama, o que parece assunto de quem não tem do que reclamar, já que a lama não causou tanto caos assim, e era esperada para quem olhou a previsão do tempo para o fim de semana. Agora vamos falar de coisa importante, os shows e a música! Como são muitos, é impossível falar de todos, mas vou dar minha opinião sobre os que assisti.

29/03 – Sexta-feira

Of Monsters

Saí do Jockey nesse dia achando que nenhum dos outros dois poderia superá-lo (eu estava errada, mas anyway); o show do Of Monsters and Men foi praticamente perfeito em todos os sentidos, a banda islandesa foi carismática e não deixou o público desanimar com a chuva que começou logo no início da apresentação. Como uma banda recente, não esperavam tanta gente cantando todas as canções, mas foi o que aconteceu, e foi lindo. Cake também fez o dia valer a pena, com um show cheio de hits, realizaram uma performance incrível tanto para fãs de longa data quanto para os novos. Agradeciam constantemente o fato de que depois de tanto tempo, muitas pessoas  ainda apreciavam suas músicas. O headliner e mais esperado da noite, The Killers, fez um show digno de fechar o festival inteiro. Com luzes, chuva de papéis picados e etc, começaram Mr. Brightside e já fizeram a noite dos fãs. Não gosto muito do novo álbum, Battle Born, ouvi-lo ao vivo foi realmente muito bom, mas nada como Smile Like You Mean It e When You Were Young para um dos melhores shows da vida.

Shows incompletos: Não consegui assistir tudo, mas gostei muito do que vi de The Temper Trap. The Flaming Lips foi… interessante, não sou fã da música, mas posso afirmar que foi divertido assistir uma apresentação tão “artística”.

30/03 – Sábado

Kapranos

Two Door Cinema Club foi o primeiro que vi, com algumas falhas no som era difícil ouvir a voz do vocalista, mas o show continuou muito bom. Por ser uma banda conhecida, não faltou gente pra cantar e dançar todas as músicas. Logo depois, em um dos momentos mais corridos, começou o Franz Ferdinand no outro palco. Quem ficou até o final da última música do Two Door perdeu o começo do Franz, o que é uma pena, pois as duas bandas fizeram apresentações ótimas. Franz foi maravilhoso, quem imaginava muitas músicas novas no setlist se enganou, o show foi repleto de hits e animou até quem não conhecia muito da banda. Com certeza um dos melhores vocalistas do festival, Alex Kapranos não deixou ninguém sair de lá sem um sorriso no rosto. O próximo é um show que eu não esperava e nem planejava assistir, Madeon, um produtor francês de electro house/pop de 18 anos, foi surpreendentemente divertido; animou todos os presentes na tenda do Palco Perry com luzes incríveis, remix de bandas como Blur, The Killers, Gossip e Yeah Yeah Yeahs e criou uma boa balada num festival de rock.

Shows incompletos: Toro Y Moi fez um show muito legal para quem estava lá desde cedo, infelizmente cheguei um pouco atrasada, mas pelo menos consegui ouvir minha música favorita dele, então valeu a pena.

31/03 – Domingo

Kaiser

Com Pearl Jam como headliner, o último dia foi o mais lotado comparado aos outros dois. Foals, o primeiro que vi, foi tão bom que muitas pessoas saíram de lá procurando saber mais sobre a banda. A única coisa ruim foi o vocalista não ter lembrado a letra de Red Socks Pugie (minha favorita) e não pude cantar junto, além disso, o show foi incrível. Logo depois, para apagar todos os outros shows que já vi na vida, chegou o Kaiser Chiefs com a melhor apresentação de todo o festival. O vocalista, Ricky Wilson, não fez diferente: animou todo mundo, pulou no público, subiu nas estruturas do palco, e cantou como nunca. As músicas são ótimas ao vivo, uma pena que o setlist foi curto, mas não acho que nenhum show de lá podia superar todo mundo cantando The Angry Mob junto com a banda. Realmente não tenho palavras sobre esse show, só sei que quero de novo e logo! Para fechar a noite (pelo menos a minha) começou o Planet Hemp. O show ficou lotado e foi realmente muito bom; não imaginei que iria gostar tanto, as músicas parecem melhores ao vivo e o foi interessante assistir aos vídeos e manifestações a favor da legalização da maconha e contra a posição política de Marcos Feliciano, algo que todos pareciam apoiar.

Shows incompletos: The Hives fez uma das apresentações mais elogiadas, com qualidade musical e o carisma do vocalista, os fãs não deixaram de pular o show inteiro. Não curto o som da banda, mas pelo o que vi do show, os caras realmente sabem animar o público.

Chopp

No geral, Lolla 2013 foi muito melhor do que eu esperava, recomendo para todos que amam música e se interessem por algo assim, nem que seja por um dia; é uma experiência ótima que não te limita e dá uma vontade enorme de aproveitar (teve até roda-gigante com free chopp, could it be any better?). Dito isso, estou ansiosa pra 2014 e dessa vez com grandes expectativas.

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4 Comments

  • Reply
    Aline T.K.M.
    08/04/2013 at 9:38 pm

    Queria ter estado no Lolla, mas enfim… Quem sabe em 2014, né. Vamos ver se eu consigo animar alguma galerinha p/ ir! Essa roda-gigante à noite, curti.

    Bj, Livro Lab
    Aline T.K.M. recently posted..Livro + Filme: Thérèse Desqueyroux nos cinemasMy Profile

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    Karine
    08/04/2013 at 9:45 pm

    Mesmo indo apenas na sexta foi lindo ver o Lolla com a linda da ells.

  • Reply
    Byzinha
    09/04/2013 at 12:53 am

    Mas a pergunta que não quer calar é: tinha hot pocket por 8 reais?

  • Reply
    Thayná
    12/04/2013 at 4:40 pm

    Abri o post e já sofri com a imagem de OMAM

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