Coluna

Livros que mudaram nossas vidas

Por Equipe

Olá! Hoje é Dia Mundial do Livro e, aproveitando a blogagem coletiva do Rotaroots, decidimos unir o útil ao agradável e falar sobre os livros que mudaram nossas vidas. Ficou curios@? Então chega mais!

Thanny

livros que mudaram a minha vida

Harry Potter e a Pedra Filosofal: Harry Potter é importante por muitas razões, foi o primeiro livro que pedi para os meus pais comprarem, o que realmente me fez sentir a magia de conhecer outros mundos e de me apegar aos personagens, que coincidentemente tinham a mesma idade que eu. Posso dizer que fui educada pelas sábias palavras de Albus Dumbledore e sim, isso mudou a minha vida.

Quem é você, Alasca?:Ah, a montanha russa de emoções que John Green proporciona em suas histórias. Eu “tive” que ler um livro do autor antes da bienal, esta era minha meta, e Alasca estava aqui na minha estante, porque já fora bastante indicado por Byzinha. A primeira parte da história não me surpreendeu em nada, admito. Porém a segunda parte do livro foi como uma voadora no meu peito e desencandeou algo dentro de mim. Eu meio que quebrei em pedacinhos quando terminei a leitura, foi intenso, hoje estou bem. Sobrevivi.

As vantagens de ser invisível: A Byzinha me proporciona leituras importantes e que mexem comigo, este livro foi presente dela e pela primeira vez encontrei um protagonista tão parecido comigo e que ironicamente também nasceu na época do natal. A frase “E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.” me representava e toda a história continua sendo muito importante para mim.

Byzinha

dia do livro

A menina que roubava livros: Sabe aqueles livros que você vai ler por que sim? É essa minha história com A Menina que Roubava Livros. Ganhei de amigo secreto no primeiro ano da faculdade e ele genuinamente mudou meu conceito de narrativa e minha vida. Delicado e brilhante, para mim, nada se compara a esse livro.

Looking for Alaska: Alguns livros você não sabe o que esperar quando começa a ler, apenas que pessoas lembraram de você quando leram e te recomendaram. E então esses livros vêm e te abarrotam de feels e no fim das contas, virou seu segundo livro preferido da vida.

Onde vivem os monstros: Sabe quantos anos eu tinha quando li esse livro infantil? 21. Passei por suas páginas e ri, me maravilhei e compreendi como as palavras, quando colocadas da maneira simplesmente certa, podem ser poderosas. Simples assim.

Hypia

dia do livro

O Legado: Tem a primeira protagonista que descobri que existe parecida comigo em algumas coisas. Vieram outras depois, mas a deste livro aqui é a que foi trabalhada melhor, a escrita é mais bem elaborada e o jeito da autora de não afrescalhar nada foi uma incrível boa surpresa. É uma das minhas leituras que considero mais importantes, mas consigo pensar em vários outros que considero especiais de um modo ou outro além dos deste desafio.

The asylum for wayward Victorian girls: Mudou a forma como eu pensava sobre problemas mentais. É um bom exemplo do quanto a linha entre loucura e genialidade, especialmente genialidade artística, é confusa, e não é simplesmente “ah, a pessoa tem tal coisa”. Não se sabe até que ponto as partes “autobiográficas”, ou mesmo as sobre os sanatórios da Inglaterra vitoriana, são confiáveis, e ainda assim continua importante do mesmo jeito.

Journals: Além de ser outro material que demonstra a mistura entre arte e funcionamento psicológico não convencional, me ajudou muito a aprender sobre processo criativo – seleção de temas, formas de expressão, mistura de influências as mais diversas possíveis, etc. Um daqueles materiais que a leitura faz parecer uma visita à alma da pessoa.

Jovana

dia do livro

O Pacifista: Faz muito tempo que li O Pacifista, mas nunca vou me esquecer dos três dias que passei apenas querendo me esconder nas minhas cobertas e chorar… chorar, chorar e chorar até que a tristeza pelo fim desse livro acabasse. Foi um choque imenso, uma dor pior ainda e a verdade é que gosto de livros que me fazem questionar meus valores, que me forçam a me colocar no lugar de pessoas que eu não necessariamente aprecio. E experimentar seus sentimentos como se fossem meus… e passar a amá-las e toda a sua coragem. Foi bem assim minha experiência, tanto em relação ao Tristan quando ao Will.

Ritos de Adeus: Ritos de Adeus acompanha Agnes Magnusdottir, a última mulher a ser condenada à morte na Islândia, da sua condenação até execução. Enquanto lia o livro, fui invadida por uma confusão de emoções que não conhecia e que, acima de tudo, temia. Toda a solidão, a tristeza, a desolação diante da morte… ahh, a verdade é que nunca fui a mesma pessoa depois de RdA.

A Canção de Aquiles: Sempre fui apaixonada por mitologia, sempre fui apaixonada por prosas repletas da mais visceral poesia, sempre fui apaixonada pelo amor. E, honestamente, é inevitável adorar, cultuar esse livro repleto de tão belas imagens e tão belos sentimentos, alegrias e angústias. O relacionamento de Aquiles e Pátroclo ganha, nas palavras de Madeline Miller, uma retratação fantástica; tão linda, tão real e espetacular que é como se nós mesmos pudéssemos tocar, pra valer, todos os mitos, deuses e criaturas bem ali, em uma mera folha de papel.

Agatha

3livros

Dentes Guardados: É o primeiro livro do Daniel Galera, um livro de contos. E eu gosto de dizer que são contos selvagens, são arrasadores. E mais arrasadora ainda é a ideia de que ele os escreveu com 21 anos! É muito talento! Foi com esse livro que eu aprendi a amar contos e a amar o Galera. Infelizmente não tem mais o livro físico disponível, ele teve uma tiragem de mil cópias, mas você pode encontrá-lo no site do autor: Rancho Carne.

O Morro dos Ventos Uivantes: E não, eu não li o livro por causa da Bella! Ganhei o Morro dos Ventos Uivantes no trabalho (onde ganhei os três livros que mudaram a minha vida) e o que mudou a minha vida nesse livro foi: HeathCliff. Ele é simplesmente o melhor personagem masculino para sempre! Foi com esse livro que aprendi a amar personagens distorcidos e a entender o que é consistência de personagem.

A Chave de Casa: Demorei mil anos pra ler o livro. Mas quando comecei, não parei. E ele é um dos poucos que eu roubo o tempo de espera da releitura e de vez em quando pego. É aquele livro construído em memórias de momentos diferentes. E a Levy é brilhante. É um livro avassalador e monstruoso, ao mesmo tempo tão sensível… lindo. Essa é a narrativa que me ganhou e um dia, quando eu tiver aprendido o suficiente, tentarei escrever algo assim, dessa forma.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do grupo no Facebook.

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2 Comments

  • Reply
    Tarsila Martins
    April 28, 2015 at 12:09 am

    Muito legais os livros que vocês escolheram, mas me identifiquei mais com a Thanny. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi um dos livros que mudaram minha vida, com certeza. Se eu fosse escolher três livros que mudaram minha vida, seriam Harry Potter e a Pedra Filosofal, Extraordinário e A Marca de Uma Lágrima.
    Prometo que vou tentar ler alguns desses livros que mudaram a vida de vocês, começando por Looking For Alaska (porque já tenho aqui em casa).
    Beijos!

    • Reply
      Byzinha
      April 28, 2015 at 11:38 am

      Palavras não podem descrever o quanto eu amo Looking for Alaska. Espero que você goste da leitura ^^

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