Música

João Rock 2019

O João Rock é um dos maiores eventos de música nacional, se não o maior, e este ano foi a segunda vez em que estive nesse festival, que acontece em Ribeirão Preto desde 2002.

Uma novidade este ano foi que o festival utilizou sistema de acesso com pulseira em vez de ingresso de papel, o que me parece ser a tendência para esse tipo de evento.

A edição deste ano começou mais cedo do que a do ano passado, com abertura dos portões à uma hora da tarde, e início do primeiro show à uma e meia: o grupo de rap Psycoprata, no palco Fortalecendo a Cena, os ganhadores do concurso de bandas. As apresentações do festival devem ficar disponíveis em algum momento no canal do João Rock no youtube; a apresentação da banda no concurso está disponível:

Gostei bastante da apresentação; show animado, letras fortes, som bem trabalhado, boa presença de palco dos integrantes, e achei que fez todo o sentido eles terem sido os escolhidos no concurso, porque achei que totalmente encaixam com o restante do lineup. De início pouca gente parava ali em frente a esse palco, mesmo sem nenhum outro show ainda ter começado nos outros; quem teve curiosidade de assistir acabou ficando e muito provavelmente curtiu.

A atração seguinte era Rincon Sapiência, ainda no palco Fortalecendo a Cena. Não achei nenhum vídeo da apresentação, que eu achei bastante boa – muito animada, e tão anti-racista quanto o show anterior.

Apesar de ser junho, o dia estava ensolarado, e fez calor durante uma boa boa parte do evento.

A próxima apresentação era Plebe Rude no palco Brasil, que este ano teve as bandas escolhidas em homenagem à cena do rock de Brasília. Eu simplesmente A-M-E-I o show, que pareceu ter acabado rápido demais. Interagiram bastante com o público, disseram que tem álbum novo em desenvolvimento, lembraram outros artistas e momentos da carreira deles, e algo que se destacou pra mim foi quando um dos integrantes da banda comentou algo parecido com: “o problema é quando músicas como as nossas parecem não envelhecer”. Outro destaque foi “Luzes” na setlist, cover de uma música de uma banda chamada Escola de Escândalos. Este era um dos shows que eu estava mais curiosa pra assistir, e não decepcionou. Vídeo de “Até quando esperar”:

O show da banda Scalene foi o próximo que eu vi, e foi outro que também achei maravilhoso. O vídeo no fundo do palco na hora da música “Distopia” foi muito bem feito – cheio de críticas infelizmente muito necessárias. Antes do final dessa apresentação, eu já tinha conseguido um lugar na primeira fila da pista comum, do lado em que eles estavam tocando, e fiquei ali por umas boas horas, até o começo do último show que aconteceria ali.

Este ano, do mesmo jeito que em edições anteriores, o palco principal era dividido em dois cenários, e quando uma banda acabava de tocar num dos lados, a próxima começava em poucos minutos no outro.

Zeca Baleiro foi o próximo show. Destaco os covers de “Só Hoje” do Jota Quest, e “Proibida pra mim” do Charlie Brown Jr., que achei que combinaram muito com o festival.

A banda seguinte foi BaianaSystem. Não é uma banda da qual eu sou fã, e mesmo assim curti a apresentação.

O próximo a subir ao palco foi Alceu Valença. É um artista que eu acho incrível; da setlist, foi destacar “Coração Bobo”, “La Belle de Jour”, “Anunciação”, e “Tropicana”. Outra coisa interessante nesse show foram os cartazes com “Ai, Ai” escrito de um lado e “Io, Io” do outro, distribuídos para as pessoas da pista vip, e parte da pista comum.

O show seguinte foi dos Paralamas do Sucesso. Vou destacar: “Meu Erro”, “Aonde Quer Que Eu Vá”, “Cuide bem do seu amor”, “Uma Brasileira”, e “Vital e sua moto”.

CPM 22 foi a banda que se apresentou na sequência. Sobrou bem pouca voz depois de berrar junto com as obrigatórias – “Desconfio”, “Dias atrás”, “O Mundo dá Voltas”, “Não Sei Viver Sem Ter Você”, “Regina Let’s Go”, “Um Minuto Para o Fim do Mundo”, e “Irreversível”.

Às onze da noite, quem entregou um dos melhores shows desta edição do festival foi a Pitty, figurinha repetida numa grande parte dos lineups do João Rock. Muita música muito interessante – “Bicho solto”, “Admirável chip novo”, “Na sua estante”, “Equalize”, “Me adora”, “Máscara”, “Semana que vem”, “Te conecta” – com participação especial do Rael, que tocou com o Emicida depois, entre outras. Aconteceram participações especiais incríveis – além do Rael, BayanaSystem e Larissa Luz também cantaram com a Pitty.

Durante o show da Pitty, enquanto ela cantava algumas das músicas mais populares, me pareceu que o chão do parque de eventos ia afundar, porque a galera estava pulando, cantando, gritando e dançando com uma intensidade num nível que vi poucas vezes. Meu show preferido da Pitty que eu vi até agora.

Com o festival quase terminando, e eu bastante cansada, tivemos Marcelo D2 se apresentando. Destaques: “Amar é para os fortes”, “Qual é?”, e “À procura da batida perfeita”. O Marcelo não é um artista de quem eu sou tão fã assim, apesar de achar o perfil dele no Twitter bastante interessante; mesmo assim, curti bastante a apresentação.

Por fim, Emicida, Rael e Mano Brown. Foi no início deste show que eu finalmente saí da primeira fila da pista comum e fui curtir a apresentação de um lugar mais ao fundo. Destaco “Pantera Negra”, “Passarinho”, “Flor de Aruanda”, e participação especial da Pitty em “Hoje cedo”.

Uma coisa que tinha acontecido na edição do ano passado aconteceu este ano de novo: internet móvel praticamente não funcionou, ou funcionou muito mal, lá no festival – consegui postar alguns stories no perfil do Who’s Thanny no Instagram; queria ter postado mais, e não foi possível por causa da internet não funcionando no local. Tivemos MUITOS gritos de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no…”, em vários momentos do festival; uma boa parte das bandas se posicionou sobre temas políticos – o que eu não acho um problema, PELO CONTRÁRIO.

O evento todo foi muito animado, e curti bastante todos os shows que vi lá. Doze bandas, praticamente sem pausa, num espaço de mais ou menos doze horas – da uma e meia da tarde do sábado até mais ou menos duas da manhã do domingo, o que significa CANSATIVO E INCRÍVEL PARA CARAMBA.

Comentei no post que eu fiz quando divulgaram o lineup sobre muitas atrações serem repetidas de edições de outros anos – e eu acho que a curadoria do evento poderia se preocupar mais em levar novidades para o palco principal.

Na página da Rádio 89 FM no YouTube tem os vídeos das transmissões do festival; a do palco principal está aqui:

Também tem vídeos no canal da rádio com várias entrevistas com artistas que tocaram no festival; recomendo conferir porque tem bastante coisa interessante.

Quem sabe ano que vem não estarei lá de novo?

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