Cinema

Homens, mulheres e filhos (2014)

Se você está procurando um filme sobre adolescentes e até que ponto os pais influenciam ou modificam os comportamentos dos filhos, esse filme é perfeito para você!

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Homens, mulheres e filhos é uma adaptação do livro de mesmo nome, e conta a história de várias personagens adolescentes, no maior estilo Simplesmente Amor, no ensino médio e seus pais – e fala desde a preocupação de pais com os filhos, o medo dos filhos decepcionarem os pais e, principalmente, como é ser pai ou mãe em um mundo tecnológico.

Contando com participações de atores já consagrados, como Jennifer Garner no papel de uma mãe que tem tanto medo da internet que faz uma busca semanal no histórico e nas mensagens da filha; Adam Sandler como o pai que, com um casamento no último fio de esperança, utiliza do computador do filho para assistir pornô e contratar serviços do site Ashley Madison; Judy Greer (nossa amada Tom-Tom de De Repente 30!) como a mãe que faz books quase-pornográficos de sua filha Hannah, na esperança de que ela se torne uma grande modelo, e J.K. Simmons como o pai de Allison, uma adolescente que, para conseguir a atenção de garotos, torna-se anoréxica.

Do lado dos adolescentes, temos Ansel Elgort como Tim, um garoto que desistiu de jogar futebol por conta do divórcio de seus pais, e vive em função de jogos eletrônicos. Tim se apaixona por Brandy, e a mãe dela (Jennifer Garner) a monitora e deleta as mensagens de Tim.

Chris Truby (Travis Tope) é um adolescente que assiste pornô desde os 10 anos de idade, e tem preferência por coisas extremas, como BDSM. Como os parecidos se atraem nesse filme, ele se interessa por Hannah, que libera uma sessão “privada” de seu site para ele.

O filme nos faz refletir sobre o quão prejudicial pode ser a internet nas mãos erradas – sejam pais ou adolescentes. A conclusão do longa nos faz pensar também sobre como as palavras na internet podem ter uma influência grande na percepção de uma pessoa sobre si mesma, a levando a casos extremos, como depressão e anorexia.

Minha maior crítica é que o filme trata de forma absurda alguns temas, como pais que controlam a vida de seus filhos na internet, e não mostra o lado bom – a única parte QUASE legal sobre a internet foi quando Tim descobriu que sua mãe ia casar novamente, e contou para seus amigos no jogo. E ainda assim, as respostas não foram das melhores. Afinal de contas, a internet não é ao todo ruim – ela conecta pessoas, dá a possibilidade de amizades com pessoas que moram longe (ou até pessoas que moram perto!), serve como um diário aberto para o mundo (que pode tanto ser bom quanto ruim), e possibilita o conhecimento de outras culturas e de outros mundos.

Mostrar apenas o lado ruim da internet é o ponto fraquíssimo do filme – afinal de contas, sem a internet aconteceriam situações parecidas. Mães que monitoram os filhos na internet também podem os impedir de sequer sair de casa. Adolescentes que querem emagrecer rapidamente não precisam da internet para saber como (é só ver em revistas). E arquivo pornô existe muito antes da internet. Ou seja, os problemas dos dias atuais não são tão atuais assim – e se era isso que o filme queria mostrar, errou feio, errou rude.

 

ficha técnica

Título original: Men, Women & Children
Direção: Jason Reitman
Elenco: Ansel Elgort, Judy Greer, Jennifer Gardner, Adam Sandler, J. K. Simmons
Roteiro: Chad Kultgen(original) e Jason Reitman(adaptação)
Trilha sonora: Bibio
Duração: 119 minutos.
País: Estados Unidos da América
Gênero: Comédia, Drama
Trailer: (x)
Classificação: ★★★☆☆

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