Cinema

Filmes de terror nacionais

Quando pensamos em separar um filme de terror para assistir, sozinho ou com os amigos, no mês do Halloween, sempre pensamos em filmes estrangeiros, não apenas porque temos este costume com qualquer gênero de filme que seja, mas também porque filmes de terror brasileiros são bem… como dizer… desconhecidos. Porém, este mercado do horror está começando a crescer cada vez mais nos últimos anos, então não custa nada dar uma chance para nossas produções brazocas, até mesmo para que mais e melhores filmes apareçam, não é mesmo? A baixo tem uma lista de filmes de terror nacionais, então prepare a pipoca e o CD do Padre Marcelo Rossi e vamos lá

O Caseiro

O Caseiro pode até ser considerado mais como um filme de suspense do que terror propriamente dito, porém vamos falar dele assim mesmo, obrigada. A história segue Davi, aquele clássico cético professor de psicologia, famoso por escrever um livro que explica aparições sobrenaturais através da psicanálise. Após anos sem pacientes, Davi recebe um pedido de ajuda de uma de suas alunas e, quando percebe, está investigando a história da família da menina, que é minimamente estranha, para começar a conversa.

No meio de barulhos estranhos, suspeitas humanas e paranormais, conversas com pessoas invisíveis e machucados que aparecem do nada, a família acredita que a menina mais nova está sendo assombrada pelo fantasma do antigo caseiro de sua propriedade, que se suicidou. O elenco conta com Bruno Garcia, Malu Rodrigues e Denise Weinberg. Julio Santi é o diretor e roteirista estreante responsável pelo longa, que apresenta uma fotografia linda.

 

O Rastro

Existem chances de que este seja o filme mais famoso que você vai acabar vendo nesta lista, pelas inúmeras propagandas e as reações que provocou pelo Brasil. Caso você realmente não tenha ouvido falar, ainda tá tudo bem. O Rasto conta a história de João (Rafael Cardoso), um médico que trabalha em um hospital caindo aos pedaços e que só queria fazer seu trabalho, remover todos os pacientes de um hospital para o outro, voltar pra casa e pra sua esposa, interpretada por Leandra Leal, que está esperando o primeiro filho do casal, mas quando uma menina de 11 anos desaparece entre os pacientes, a vida de João é só ladeira a baixo com inúmeros toques sobrenaturais pra te deixar bem perturbadinho das ideias. Existe sim uma crítica social no filme, mas sem detalhes para não estragar a surpresa que assistir esse filme produz.

E, curiosidades bacanas sobre o filme: ele foi realmente gravado em um hospital real do Rio de Janeiro que está desativado.

 

Morto Não Fala

Ei, você ai fanzoca de gore (aquelas coisa cheia de sangue meio nojentinhas), tem um filme pra você aqui também! Morto Não Fala nos dá Stênio (Daniel de Oliveira), que é plantonista noturno no necrotério de uma grande e violenta cidade. Em suas madrugadas de trabalho, ele nunca está só, pois possui o dom de se comunicar com os mortos. E não para por ai, meus amores. Quando as confidências que ouve do além revelam segredos de sua própria vida, Stênio desencadeia uma maldição que traz perigo e morte para perto de si e de sua família. E ai é só ladeira abaixo, que Deus nos acuda.

Morto Não Fala foi um salto tão grande para o gênero nacional que foi até mesmo para o festival de filmes de Toronto, onde ganhou até um poster internacional.

 

A Meia Noite Levarei sua Alma

Você achou mesmo que viria em uma lista de filmes de terror brasileiros e não veria pelo menos um filme do Zé do Caixão? Por favor né. Com seu filme de 1964, que é basicamente considerado a porta de entrada do personagem no mundo do cinema. A Meia Noite Levarei Sua Alma traz o sádico coveiro Zé do Caixão, odiado por todos os moradores da pequena cidade do interior onde reside. Zé é obcecado em ter o filho perfeito, que possa continuar sua linhagem sanguínea, porém sua esposa não pode engravidar.

Então, como todo bom homem traste e babaca, Zé acredita que a namorada de seu amigo seja a mulher perfeita, então faz o que? Bosta, é claro. A moça é violentada e jura morrer para que possa então retornar dos mortos e levar a alma dessa criatura do caixão. Este é basicamente o primeiro filme de uma “saga” que termina em 2008, após um longo hiatus de José Mojica.

O filme apresenta temáticas delicadas como a história da moça, então cuidado quando forem assistir.

 

Desaparecidos

Desaparecidos é um filme de 2011, que usa bastante referências de filmagem de A Bruxa de Blair e REC, então você já consegue entender bem como a sequência de filmagem é feita. A história do filme narra a trajetória de jovens que são convidados para uma festa em Ilhabela, litoral de São Paulo, cujo convite é uma câmera que deve sempre estar ligada, porém que aleatoriamente vai registrando imagens sem que você saiba. Como se isso não fosse bizarro e razão o bastante para recusar esta baladinha sinistra, a festinha termina como? Em treta, obviamente.

Dias depois de terem desaparecido, a polícia encontra seis câmeras escondidas pela mata perto do local da festa que contém imagens assustadoras sobre o mistério que envolve os jovens e seu desaparecimento. O elenco não conta com alguma Grande Nome Brasileiro, mas nos apresenta os iniciantes Adriana Veraldi, André Madrini e Charlene Chagas.

 

Diário de um Exorcista – Zero

O longa é baseado em fatos e conta a história do padre Lucas Vidal, um dos maiores padres-exorcistas da América Latina. Lucas é um homem que decide dedicar sua vida à obra da igreja após uma tragédia envolvendo seus pais. Entretanto, não estava preparado para enfrentar o seu maior inimigo: o próprio Diabo, que cruza seu caminho através de uma possessão em que Lucas é chamado à trabalhar de exorcista. O caso, entretanto, sai do controle, e a partir dai é só treta toca Padre Marcelo Rossi nesse bicho ai, minha gente.

 

Através das Sombras

Inspirado no livro A Volta do Parafuso de Henry James, Através da Sombra nos trás Laura (Virginia Cavendish), uma jovem solteira contratada para ser tutora de duas crianças numa fazenda de café. Apesar de não se dar muito bem com o campo, ela aceita a tarefa, e logo conhece a pequena Elisa (Mel Maia), enquanto seu irmão é enviado a um internato, por razões desconhecidas. Aos poucos, com a presença dos escravos e da governanta Geraldina (Ana Lúcia Torre), Laura tem a impressão de que alguns segredos são escondidos naquela casa. Ela acredita ver algumas pessoas que ninguém mais vê, e os momentos sinistros não param por ai.

 

O Animal Cordial

Também tem terror do tipo slash (sabe, tipo um Halloween da vida) no cinema nacional! O Animal Cordial nos trás Inácio (Murilo Benício) que é o dono de um restaurante de classe média. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair (Irandhir Santos). Quando o estabelecimento é assaltado por Magno (Humberto Carrão) e Nuno (Ariclenes Barroso), Inácio e a garçonete Sara (Luciana Paes) precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão no restaurante. Porque a gente adora um filminho de terror de assassinos com vários sangue, né minha gente.

 

Quando Eu Era Vivo

Aqui acompanhamos Júnior (Marat Descartes), que brigou com a esposa, largou o emprego e decidiu retornar para a casa de seu pai viúvo (Antônio Fagundes), onde cresceu. A ideia é que Júnior fique por alguns dias apenas, até arrumar sua vida, mas a convivência no lugar começa a mexer com ele. Depois de achar alguns objetos que pertenciam à sua mãe, Júnior passa a querer saber tudo sobre a história da família e desenvolve uma estranha obsessão pelo passado, passando a confundir delírio e realidade, com várias ações sobrenaturais assombrando a família.

 

Menções honrosas:

Nervo Craniano Zero (2012)

Trabalhar Cansa (2011)

As Boas Maneiras (2018)

Isolados (2014)

O Lobo Atrás da Porta (2013)

*vale lembrar que alguns desses filmes possuem gore (sangue, tripas, etc) e outras coisas mais pesadas, então fica ai o alerta

 

Mesmo com todas as dificuldades que normalmente se encontra em produzir filmes nacionalmente, o gênero do terror sofre um pouquinho mais neste quesito. Talvez nenhum destes filmes sejam bons e você odeie tudo, mas também pode ser que você goste e se surpreenda com os saltos positivos que essas produções tiveram com os recursos quase que reduzidos. Dê uma chance ao cinema nacional e bons sustos!

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