Música

Festival Circuito Banco do Brasil 2014

Por Hypia

circuito banco do brasil 2014

Olá!

Quando a By me pediu que eu contasse as minhas impressões sobre as datas do Festival Circuito Banco do Brasil em que eu estive eu fiquei mais feliz do que eu consigo descrever. Este é um site de que eu gosto bastante – apesar de visitar pouco, mas ler tu-do que essa equipe feita de awesome publica pelos alertas de e-mail, e ver algo meu aqui também é uma alegria enorme.

EDITADO: Tava rascunhando este post e quase chegando no final quando lembrei que não tinha me apresentado. Sou uma moradora do interioooooooorrrrrrrr paulista, numa cidade relativamente próxima de Ribeirão Preto, região noroeste de São Paulo, a uns quase 400 km da capital. Estudante, e, se tô escrevendo pra cá é meio óbvio que curto cultura pop e coisas de nerd em geral. Achem meu perfil no twitter em @hmsanches – amo receber mensagens por lá, é só puxar conversa. Acho incrivelmente chato isso de se descrever, então se tiverem alguma curiosidade, podem perguntar.

Quem primeiro me contou sobre esse festival foi uma prima minha que eu considero uma das pessoas mais legais da minha família – ela morava em Belo Horizonte na época da edição do ano passado, e me disse o quanto foi uma aventura ir ver os Red Hot Chili Peppers. Daí este ano eles confirmaram que Linkin Park viria – e como fã do trabalho deles desde quando descobri a banda quando eu estava na sétima série, fiz questão de comprar os ingressos assim que pude – do mesmo jeito que a chance de ver Paramore ao vivo também me empolgou bastante. Confesso que não sou do tipo de fã que sabe cada mínimo detalhe da vida da banda/dos integrantes, mas as músicas sempre tiveram lugar no meu mp3/iPod/celular e, entre uma montanha de outros artistas, me fazem companhia no momento de escrever/estudar/pegar ônibus/ficar à toa simplesmente pensando na vida, e gosto o suficiente pra me dispor a gastar pra ir ver.

(foi mesmo uma aventura e esse gif tá totalmente a minha cara – já sou uma hobbit; não, péra…)

Minha prima tinha me adiantado que no ano passado a maioria da galera que foi pro festival em BH não tinha feito questão de chegar cedo, e conseguir um bom lugar perto do palco não tinha sido tão difícil. MAAAAAAAAAAAAS… Aconteceu que este ano os senhores Shinoda, Hahn e Bennington não fizeram shows fora do festival, tocaram só em BH e Brasília, então a fila oito e meia da manhã, hora em que eu cheguei, já não tava tãããão pequena assim – provavelmente a maioria das pessoas que tinham chegado antes de mim também eram de outros lugares. A propósito, viajei pra “Belzonte” de avião – foi meu primeiro voo, felizmente sem nenhum problema de qualquer natureza, e tava disposta a pagar caro por uma passagem de volta em cima da hora pra voltar em vez de vir de ônibus pra casa, mas não consegui encontrar nenhuma disponível.

Tanto pra Belo Horizonte quanto pra Sampa escolhi ingressos para a chamada “Pista premium”, a área perto do palco – por motivos de sou baixinha e se eu não ficar num lugar bom eu não vou ver nada do show. E compensou – fiquei quase no mesmo lugar em relação ao palco nas duas datas: primeira fila, em uma posição um tanto à esquerda de quem olha pro palco; os lugares mais centrais obviamente tinham sido ocupados por quem chegou antes. Mas considero que o lugar que consegui em BH foi melhor que o de SP porque aqui no meu estado tinha uma boa galera que acampou na porta do lugar, então as melhores posições já tavam mais que ocupadas.

Nos dois locais, assim como em provavelmente qualquer outro festival, as pessoas já na fila imediatamente antes de você normalmente vão ser incrivelmente legais – se chegar cedo, só se prepare para dividir comida/água/guarda-chuva/sombrinha com pessoas que você talvez nunca tenha visto antes, e ter as mesmas coisas dessas pessoas sendo compartilhadas com você. O que não é uma coisa ruim de forma alguma – nem compartilhar e nem ter outros dividindo coisas com você.

Uma dica: leve uma canga ou mesmo uma bandeira, independente da hora que você for chegar. Pra quem “madruga” na fila, serve pra você colocar no chão onde for sentar na fila do lado de fora e não sujar a roupa, e se for chegar mais tarde, pra você se acomodar do lado de dentro do festival mesmo. Além de, pro caso de chuvas leves, serve pra proteger e não se molhar tanto. Vou falar mais da questão de condições do tempo, lá bem mais pra frente.

Outra dica: PROTETOR. SOLAR. Eu não levei de casa pra BH porque fui de avião (primeiro voo!!! passagem mais ou menos barata, mas compensava porque economizei o táxi que teria que usar se tivesse ido pela rodoviária, foi o principal motivo pra escolha desse transporte; dica da minha prima também) e não sabia se podia levar dentro da aeronave, e como ia só com uma mochila com o mínimo de coisas que consegui, deixei pra comprar lá; achei uma promoção bacana numa farmácia no caminho entre o aeroporto e o ponto de ônibus urbano – a.k.a. circular – onde consegui transporte até o estádio. Tava um sol que Apolo mandava, então, usei bastante protetor solar. Outra coisa: sabendo que ia estar um calor tremendo por falta de chuvas havia um bom tempo, fui com uma das roupas mais leves que eu tinha no guarda-roupas; um vestido que nem parecia de alguém que tava indo pra um festival de shows de rock. Mas, acreditem, se souber que tá calor, PRESTA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ VAI VESTIR!

Agora sim, vamos falar da música!

18/10 – Etapa Belo Horizonte

O primeiro show foi de uma banda chamada Stereophant, classificada no concurso Voz Pra Todos. Não sei se tem a ver com meu festival anterior ter sido o Lollapalooza, e eu ter achado a recepção pro Vespas Mandarinas lá (que ia tocar na data do RJ deste Circuito) bem mais calorosa, mas fiquei com a sensação de que este show não empolgou taaaaaanto assim. Tava ok, mas nada WOOAAAHHH QUE BANDA SUPER BACANA, e eu tava preparada pra bem mais animação. A galera ali não tava escondendo que tava a fim mesmo era de ver Linkin Park.

Vídeo deles no youtube:

 

A segunda atração foi Nação Zumbi. Já deu pra sentir uma recepção bem melhor (duh.), galera cantando mais, e minhas fotos do show ficaram muito ruins.

Músicas como Manguetown são o tipo de som que é muuuuuuuito mais legal ao vivo do que ouvir em casa, sério mesmo. Se chamarem os caras pra cantar, sei lá, numa abertura de Olimpíadas ou coisa assim, eu não reclamo. A mistura que eles fazem de estilos com cara brasileira e outras influências é uma delícia de ouvir.

 

Esse vídeo não fui eu que fiz – e nem nenhum neste post; já contei que eu tava bem na frente; procurei no youtube pra colocar; só tirei fotos.

Depois deles, foi a vez de Titãs subir ao palco.

Já viu/ouviu algo do tipo “Pra que máquina do tempo quando se tem música?” – então, esse show basicamente pra mim foi viver isso na prática. Me senti como se estivesse voltado uns bons anos no tempo. Uma coisa que não sei se é chatice minha ou não, mas achei esse o show mais politizado de todos que vi do festival; a escolha da setlist tava incrivelmente bem pensada pra uma apresentação numa data bem entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial como a que a gente teve. Uma mensagem de “Vote consciente” do vocalista Paulo Miklos me deixou com vontade de responder “tá, agora diz que jeito, porque a gente tem duas pessoas candidatas que a gente não sabe qual fez mais coisas erradas?” Ok, foco, sem começar a discutir preferências políticas aqui.

E, última banda antes do Linkin Park… Panic! At the Disco… Quatro palavras: COVER. DE. BOHEMIAN. RHAPSODY.

Ok, e… Brendon Urie, eu não me importo se você prefere ficar com mulheres, homens ou pessoas da Lua ou de Marte, mas… até que te achei bem “pegável”.

Miss Jackson e The Ballad Of Mona Lisa foram bastante divertidas também.

 

Ok, já pode parar com as piadas sobre a sexualidade dele. Porque, pra encerrar a noite…

LINKIN FUCKING PARK!!!

Peraí que fiquei dias procurando minha voz, e já quero outro show deles.

Mesmo antes do show deles, a cada vez que passavam o vídeo institucional do evento nos telões e o início de Numb começava a tocar, a galera começava a cantar como se fosse a banda que tivesse subido ao palco naquela hora. E a galera em Minas, apesar de ter guardado toda a energia pro show do Linkin Park, ainda foi bem mais educada que a de Sampa que enquanto MGMT saía do palco começou a chamar pela banda Paramore.

Pra ter sido ainda mais perfeito, só faltou que eles tivessem confirmado um show em SP também – mesmo fora do festival – em São Paulo pra eu ir com um amigo meu que eu tô maluca pra rever.

A setlist tava incrível; uma mistura bem equilibrada entre músicas das antigas e das novas. Das mais velhinhas senti falta de Breaking the habit e de Crawling, Pouca coisa se comparou a estar no show de uma banda que eu já escuto há anos, e esse show ser incrivelmente bom – até a hora em que um teclado deu problema não ficou tão “putz, que chatice” quanto teria sido se o show não estivesse muito legal.

Esse show foi um dos mais importantes do festival pra mim – das bandas que se apresentaram, essa é a que tem as músicas que foram mais significativas pra mim, a que me considero fã há mais tempo, e não decepcionaram.

https://www.youtube.com/watch?v=LaitoXa3amI

 

Diferente da saída do sábado do Lollapalooza, aqui não foi difícil conseguir transporte pra ir embora. Até conversei por horas com uma galera que também tava esperando ônibus na rodoviária – e felizmente naquela noite começava o horário de verão, então foi uma hora a menos pra aguardar até as 7h da manhã, que era o primeiro ônibus de retorno em que eu poderia embarcar. Todo mundo também tinha ficado extremamente contente, e como eram pessoas que estavam em outras partes do local, tinham tido experiências bem diferentes da minha.

Corta pra dois finais de semana depois…

01/11 – Etapa São Paulo

E passado o mimimi por Linkin Park não ter feito show em SP nessa turnê, veio a data da maior capital do nosso país. Pessoas fora do RJ e de SP, realmente, Brasil não são só esses dois estados, então foi nossa vez de sair de casa. Ir ao local foi bem mais fácil – ônibus pra São Paulo depois da faculdade, metrô e daí andar mais alguns minutos até o Campo de Marte. Gostei da escolha de local pela facilidade de acesso, totalmente descomplicado tanto pra quem mora lá quanto pra quem chega de ônibus.

E nem parece que já passou um mês. Tá, foco.

A primeira apresentação foi de uma banda chamada Helga, também classificada do concurso Voz Pra Todos.

Bom, curti mais que o show da banda Stereophant. Achei que a sonoridade desses aqui foi mais agradável. E terem lembrado do Chorão da banda Charlie Brown Jr por conta do campeonato de skate foi muito legal da parte deles – não duvido que boa parte de quem tava ali gosta das músicas desse artista que faleceu ano passado. E tiveram uma recepção que achei ok, então a impressão que tive é que bastante gente lá curtiu também.

Próximo show: Pitty, uma das minhas apresentações preferidas de todas as que vi nesse festival.

Do mesmo jeito que Linkin Park, também soube muito bem misturar material novo e mais antigo. A mulher parece ligada numa tomada elétrica de 220v, e… quando acabou eu já tava sem voz – e olha que ainda tinha muita coisa pela frente. E assim como Linkin Park, foi uma das primeiras artistas por quem criei admiração na adolescência, o que deixou o show bastante especial pra mim. E foi o show em que eu consegui tirar a maior quantidade de fotos que considerei legais.

Tudo o que eu pensava durante boa parte desse show era  “AI MEUS DEUSES, QUERO SER PODEROSA ASSIM QUE NEM ELA QUANDO EU CRESCER!”. Longe de decepcionar, superou E MUITO minhas expectativas. Eu tinha noção de que ia ser legal, mas não tanto quanto foi. Nunca tinha estado num show dela, mas definitivamente tô animada com a possibilidade de revê-la no Lollapalooza do ano que vem (sem polêmica sobre aquele lineup, até tem coisa legal sim mas tem muita coisa que eu trocaria sem pensar duas vezes, mas não depende de mim). Faz alguns anos ela – e mais artistas bacanas – estiveram num festival de rock em Ribeirão Preto mas infelizmente quando fiquei sabendo já tinha passado.

Gostei demais desse show ter sido durante o dia – deixou a apresentação mais viva, eu acho que não teria tido o mesmo impacto se o show fosse feito idêntico e à noite. Ainda teria sido muito legal, mas o sol colaborou pra deixar ainda mais legal. O tempo combinou com o que tava acontecendo no palco. E eu adorei essa cor de cabelo dela, fim.

Falando em tempo… Em seguida teve Skank – e uma chuva que ninguém reclamou por causa dela, já que estamos realmente com questões complicadas em abastecimento de água em várias regiões, especialmente lá na capital.

Achei o show do Skank mais ou menos tão divertido quanto o dos Titãs ou do Nação Zumbi – a chuva abençoada nessa hora deixou a coisa mais tranquila, tocaram várias músicas conhecidas, a energia era ótima, mas eu suspeito que também foi um pouquinho menos do que poderia ter sido pela galera estar cansada depois da apresentação da Pitty. Com pessoas menos exaustas, talvez tivesse sido ainda melhor.

Sintam-se encharcados por essa chuva.

Depois, o show que eu não fui a única a considerar o mais fraco do dia atrasa pra começar – MGMT.

Melhor não comentar essas roupas.

Tinha muitos fãs deles lá? Sim. Mas, a maioria tava concordando que, apesar das músicas dessa banda serem bastante boas, o show foi absurdamente chato. Acho que várias pessoas além de mim quase ficaram so…no…len…ZZZZzzzzZZZZzzzzzzzZZZZzzzzzzzzz

Mas vamos acordar porque chegou a hora que muita gente estava esperando… We are PARAMORE!!!

Desculpem, foto só da Hayley porque não consegui uma boa com todos ao mesmo tempo. Sem reclamar que “Paramore não é só a Hayley”, e não são a única banda que acaba assumindo a “cara” da pessoa vocalista. Esse cabelo colorido, essa voz fininha – acreditem, a voz dela ao vivo é um tanto mais aguda que em gravações – e esse jeito de moleca e ainda assim totalmente girly girl… Hayley, você não aparenta a idade que tem – e continue assim! E vamos pouco ligar pra quem a critica, ok?

Ela é uma fofa interagindo com a galera, e é uma das artistas mais meigas de que tenho notícia, e também parece ligada numa tomada elétrica 220v. Sério. E quando o show começou, o pessoal pulava tanto à minha volta que eu mal conseguia me estabilizar o suficiente pra conseguir fotos legais. Se não fosse isso, é outro show em que eu teria feito tantas fotos quanto no da Pitty.

O rapaz que estava à minha esquerda na grade desse show é um dos mais legais que encontrei nesse festival, e bastante fã da banda – até já tinha ido a outros shows.

De todo o festival, é a banda da qual fiquei fã mais recentemente, mas ainda assim não deixou de ser um show bastante significativo. Ela é uma demonstração de que você pode ter quantos anos for, mas pode se manter tão jovem quanto você quiser.

E, por último…

Kings of Leon, e eu infelizmente não fiquei até o final da apresentação.

#FicaVaiTerSexOnFire

Eu estava sem companhia mesmo, e planejava ver pessoas amigas no dia seguinte, maaaaaaaaas… Fui sem hospedagem reservada e a internet no celular não colaborou na hora que tentei pesquisar. Usar internet móvel lá estava basicamente impossível, e eu realmente precisaria descansar. Tentei checar redes sociais pelo celular entre um show e outro, mas boa parte do tempo a conexão não funcionava.

Sobre o show: fiquei pras primeiras quatro músicas, o que foi mais ou menos umas onze e vinte da noite, e segui de volta pro metrô. Comprei passagem e viajei no primeiro ônibus de volta. Dá pra notar por esse vídeo que mesmo de longe o som chegava incrivelmente bem – ponto pra organização do festival! – e tava incrivelmente bacana pra quem tinha companhia curtir junto com a pessoa. Não é o tipo de show que, se você estiver acompanhado, precisa fazer questão de ficar o mais perto possível – a não ser que a ideia seja realmente vê-los.

No geral, valeu cada centavo do ingresso e despesa com transporte e etc. E também a canseira e a falta de voz por dias – mas minhas cordas vocais agradecem se eu não gritar o resto do ano.

E felizmente agora terminou o semestre da faculdade, então… Descansar tudo o que tiver direito porque eu juro que esses dois dias de festival num intervalo de duas semanas acabaram comigo.

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2 Comments

  • Reply
    afonso Ar.
    April 7, 2016 at 12:59 pm

    Nossa que evento Legal. Muita gente e muita festa.. parece que foi bom mesmo..

  • Reply
    Linkin Park e Rise Against no Maximus Festival 2017 - Who's thanny?
    December 5, 2016 at 1:05 pm

    […] de ter ficado fã. Linkin Park já se apresentou no Brasil várias vezes, e a última delas foi em 2014. Vamos deixar a música […]

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