Cinema

Dredd (2012)

Juiz, júri, executor. Dredd é a lei.

A radiação acabou com os EUA. Mas existe Mega City One, cidade onde a violência e as gangues causam medo e destruição. Daí entram os Juízes, tentando trazer ordem ao caos. Dredd é um deles. Junto da novata Anderson, ele vai investigar um assassinato em Peach Trees, lugar controlado pela gangue que fabrica a droga SLO-MO. Anderson e Dredd acabam presos no local, à mercê do clã de Ma-Ma. E daí, amigos, é só alegria.

QUE. FILME. BOM. Tenso do início ao fim e imprevisível. Fotografia ótima, trilha sonora (meio futurista, meio eletrônica) muito legal, roteiro interessante e elenco abençoado. É. Muito. Bom. Lena Headey, nossa amada Cersei Lannister está assustadora e – que novidade – assaz má, Olivia Thirlby sustentou sua personagem direitinho e Karl Urban… Ah, Karl Urban. O talento desse homem! Seu Dredd é muito badass, dando tiro pra tudo quanto é lado com sua cara de mau. Eu digo “cara”, mas a máscara nunca sai do rosto do Juiz. E assim como Tom Hardy e seu Bane, Karl sambou atuando lindamente mesmo com metade da face coberta. É provável que Sylvester Stallone tenha sentado e chorado ao ver o filme. É a vida, tio Sly, é a vida.

“Inhabitants of Peach Trees, this is Judge Dredd. In case you have forgotten, this block operates under the same rules as the rest of the city. Ma-Ma is not the law… I am the law.”

Sabe quando você está jogando um jogo de tiro em primeira pessoa, onde tem que andar por corredores e matar seus inimigos, com grande chance de ser morto por algum carinha escondido? A sensação de poder levar um susto a qualquer momento é constante nesse longa. E, veja bem, eles passam o filme quase inteiro por entre os blocos de Peach Trees, podendo levar um tiro dos vilões do nada. Chega a ser claustrofóbico.

A fotografia merece menção especial. É uma história futurista, afinal! O conceito de viver entre as ruínas da velha cidade e as megaestruturas da nova é sensacional, e as construções criadas ali não deixaram a desejar nos efeitos especiais (XORA, TOTAL RECALL!). Mas as cenas em que o SLO-MO está envolvido são a maior glória. A câmera lenta mostrando os efeitos da droga e suas cores fortes foram um golpe de mestre, quase uma obra de arte. PALMAS, APENAS. Só fico aqui imaginando como foi pro pessoal que assistiu em 3D; provavelmente saíram da sessão drogados de verdade, OPS.


SLO-MO: porque Meth é muito mainstream (xora, Walter White)

O clima de mistério é constante, aliás. É engraçado, pois você acha que conhece o personagem principal, MAS NÃO. Não se sabe exatamente de onde ele veio, quais são seus motivos para ter se tornado Juiz, nada. O que se sabe é que Dredd é implacável. Anderson também tem uma parcela nesse mistério, já que a moça é uma mutante psíquica. Não se explica como, ela só é (e aparentemente não é a única). Mistérios: quem não ama?

É isso. Dredd é uma ótima dica pra quem curte distopias e/ou ficção científica e/ou sangue  e/ou violência (porque tem bastante) e/ou Karl Urban. Ah, Karl Urban <3


voz grossa e rouca + um pouquinho de arm porn + badassery + DAT ASS = <3

P.s.: E pela primeira vez na vida, não cagaram no título brasileiro de um filme. OREMOS.

FICHA TÉCNICA

 

Diretor: Pete Travis
Elenco: Karl Urban, Olivia Thirlby, Lena Headey, Wood Harris
Roteiro: Alex Garland
Duração: 95 min.
País: EUA, Reino Unido, Índia
Gênero: Ação, Crime, Suspense, Sci-Fi
Trailer: (x)
Classificação: ★★★★½

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3 Comments

  • Reply
    Byzinha
    04/01/2013 at 4:25 pm

    Um dos flmes na minha lista de “preciso tomar vergonha na cara e assistir”

  • Reply
    felipe
    04/01/2013 at 5:04 pm

    Muito bom o filme, a fotografia é muito boa mesmo
    felipe recently posted..Evento literário gratuito abordará etapas da produção editorialMy Profile

  • Reply
    Lizie D
    04/01/2013 at 10:59 pm

    Karl Urban é vida, assisti três vezes no cinema <3

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