Televisão

Devilman Crybaby

Havia um papo ~pelas internet~ sobre esse tal Devilman Crybaby, o anime novo da Netflix. Que mesmo sendo claramente marcado +18, as pessoas estavam surpresas com o quão nojento e sexual o show era, enquanto outras falavam “tá, mas você esperava O QUÊ?” Foi essa discussão que eu vi por aí e me fez colocar o anime na minha lista da Netflix, mas nada – N A D A – havia me preparado para o que estava por vir.

Sabe, quando eu fui assistir Fullmetal Alchemist: Brotherhood, me informaram que a série era pesada, sangrenta, mas até que foi de boa. E eu vou falar a verdade, não assisti muitos animes na minha vida, muito menos tenho familiaridade com o Devilman original para ter alguma base de comparação, mas eu assisti Akira e talvez eu tenha algumas ideias (vagas) de como essas coisas funcionam.

Vou ser sincera, no começo – e por boa parte dos episódios – eu não tava é entendendo nada, especialmente quando Akira Fudo se transformou completamente, mas o motivo disso tudo é bem simples: Devilman Crybaby é uma história bem louca.

Explico. Akira Fudo é um aluno do ensino médio cujo melhor amigo, Ryo Asuka, reaparece depois de sabe-se lá quanto tempo, e lhe conta que uma raça antiga de demônios está ressurgindo na terra. Ryo, que é um gênio juvenil, acredita que o único jeito de derrotar essas criaturas seria incorporando seus poderes, mas a única forma de não ser corrompido por tais poderes seria tendo coração e índole puros. Por isso, Akira seria perfeito para tal experimento e, bem, dá certo.

Durante 10 episódios, acompanhamos a criação, evolução e queda não apenas do “Devilman” chorão, mas também da humanidade de maneira crua e devastadora. Porque sabe aquela coisa que mencionei no começo, sobre a série ser nojenta e sexual? É meio que um eufemismo.

Devilman Crybaby é violento, gory, cheio de sexo e desmembramentos – muitas vezes tudo isso ao mesmo tempo. É o tipo de série que não é pra todo mundo. Pesada. Mais pesada do que eu poderia imaginar, mas a verdade é que eu dei play lendo somente a sinopse, praticamente às cegas. E talvez eu esteja cheia das hipérboles, mas a verdade é que esse anime me chocou, mas não pelos motivos óbvios.

Vou voltar pra você, Miki. Tenho o mais importante de tudo com você… Posso permanecer humano porque você existe.

Sim, ele é nojento. Sim, tem um nível Game of Thrones de mostrar peitos toda hora. Sim, algumas coisas são “too much”. Mas o choque, na real, vem com a crueza da retratação da crueldade humana. Akira, mesmo sendo um homem demônio, carregava dentro de si muito mais compaixão do que muitos humanos, quando descobriram que a terra estava infestada de demônios.

Crybaby é um cutucão. Em momento algum ele foi feito para te deixar confortável e isso é evidente em cada cena. É o fim do mundo, e você não deveria esperar um final feliz. (não espere um final feliz) É a história da confirmação do que sabemos dentro de nós: que antes que algo “divino” resolva destruir o mundo, o mundo vai acabar sob as mãos de nós mesmos, das pessoas.

Eu comecei essa resenha achando que iria fazer uma comparação técnica~~ sobre gráficos e cores, mas essa nunca foi minha praia, e acho que o que realmente quero falar sobre Devilman Crybaby é que esse anime é zuado. Muito zuado, do tipo de desgraçar sua cabeça. (como disse Salkovitz para a Forbes: “deixa fãs de animações contemporâneas voltadas ao público adulto se perguntando o que diabos acabou de assistir, mas de um jeito bom.”)

Ele é intenso e pesado e se você não tomar cuidado, vai fazer que nem eu e não parará de assistir até chegar ao final às 4 da manhã. Insano, viciante e, acima de tudo, muito, muito bom. Muito bom e ao mesmo tempo, como disse antes, devastador. Meu coração se parte sempre que penso nesse anime, mas God forbid, não consigo parar de pensar nele.

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1 Comment

  • Reply
    Fran Lopes
    January 30, 2018 at 2:50 am

    Melhor anime do ano e nem começou o ano direito kkkk que venham mais animes diferentões assim

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