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Crossing Lines

Nos últimos meses, eu me apaixonei por séries policiais. Sempre tive aquela fascinação por todas as versões de CSI, mas então conheci Criminal Minds, Castle, NCIS e, então, Crossing Lines. Nessas minhas férias de verão, passei boa parte dos meus dias assistindo apenas ao canal AXN, no qual conheci boa parte dessas séries e comecei CL pela terceira temporada. Mal assisti a um episódio e lá estava eu baixando todas as temporadas anteriores, deveras ansiosa por mais daquela equipe maravilhosa.

A equipe da segunda temporada: Tommy McDonnell (Richard Flood), Carl Hickman (William Fichtner), Eva Vittoria (Gabriella Pession), Sebastian Berger (Tom Wlaschiha) e Major Louis Daniel (Marc Lavoine) – mas está faltando a Arabella Seeger, interpretada pela Lara Rossi, e o Michel Dorn (Donald Sutherland).

Criada pelos mesmos produtores de Criminal Minds, a série acompanha uma equipe formada pelos melhores detetives dos principais países europeus. Com a intenção de investigar diversos crimes pela Europa, crimes que não obedecem às fronteiras traçadas, a equipe do International Criminal Court (ICC)* reúne mais do que detetives, mas indivíduos fascinantes com grandes talentos, qualidades e agonias.

Com certeza o ponto alto da série são os personagens. É maravilhoso ver que todos ali, apesar de serem muito bons no que fazem, trazem dores inimagináveis que os distinguem e é visível o quanto o enredo é focado justamente nas particularidades de cada um. Me parece uma abordagem nova em relação às outras séries que assisti do mesmo tipo e, sinceramente, eu adorei. Fiz de cada personagem meus próprios filhos, principalmente Tommy, Eva e o Major Louis Daniel. Não há como não se apaixonar por eles, sem falar no quanto é sensacional ver indivíduos tão diferentes, de partes completamente distintas da Europa, se relacionando e formando laços maiores até que os familiares.

É até errado dizer que esse grupo é uma equipe. Na season finale da segunda temporada, inclusive, fica muito claro que eles são mesmo é uma família.

A equipe da primeira temporada: Major Louis Daniel (Marc Lavoine), Sebastian Berger (Tom Wlaschiha), Eva Vittoria (Gabriella Pession), Tommy McDonnell (Richard Flood), Carl Hickman (William Fichtner) e Anne-Marie San (Moon Dailly).

Infelizmente, o foco dado ao desenvolvimento dos personagens acaba ofuscando alguns dos casos, principalmente os menos importantes. As duas primeiras temporadas têm arcos maiores, casos que se estendem por mais de um episódio e estes são normalmente aqueles em que os personagens se envolvem de maneira mais pessoal. Quanto aos menos importantes, no entanto, você chega a perceber a fraqueza com que foram escritos, mas é bem fácil passar por eles. De certa forma, eles valem por todo o amor e também pelo modo como a série se desenvolve de um modo tão humano, escapando das fórmulas mecânicas das demais séries policiais.

A terceira temporada, no entanto, é diferente, tanto no foco quanto no elenco e no produtor. Edward Allen Bernero deixou a produção nas mãos de Rola Bauer e boa parte da equipe das duas primeiras temporadas se desligou da série, acredito eu por motivos pessoais (Gabriella Pession, que interpretou a italiana Eva, engravidou do colega de elenco Richard Flood e eles estão noivos, yay!), mas isso é especulação minha. Apesar disso, a qualidade continua a mesma, as verbas parecem ter aumentado, o elenco também é maravilhoso e os casos estão mais inteligentes.

Crossing Lins (3)

Os principais da equipe da terceira temporada: Carine Strand (Elizabeth Mitchell), Marco Constante (meu mozão Goran Visnjic) e Michel Dorn (Donald Sutherland).

A série foi renovada para uma quarta temporada e eu sinceramente espero que eles desenvolvam mais os laços entre a equipe, assim como fizeram nas duas primeiras. Unindo isso à inteligência dos novos casos, a série ficará maravilhosa! Eles já até começaram a fazer isso através do relacionamento entre Luke (Stuart Martin) e Arabella e Sebastian e Ellie (Naomi Battrick), mas os passos ainda estão um tanto mais lentos. Talvez pela troca de showrunner? Não sei, mas fica a indicação. Todas as temporadas dessa série são maravilhosas, seja pela forma mais humana como ela é desenvolvida, seja pelo elenco maravilhoso (inclusive os convidados. Ray Stevenson e Carrie Anne-Moss estiveram em muitos episódios nas temporadas iniciais) ou simplesmente por ter uma atmosfera que falta às séries americanas.

É incrível como eu me apaixonei pela série, de verdade. Estou até pensando em criar uma fanfic dela! E olha que eu não faço isso pra qualquer coisa. Acho que é bem pelos laços que ela cria, tanto entre os personagens quanto entre eles e nós, os próprios espectadores. Simplesmente não há como não se apegar.

*O ICC é uma organização real, mas a existência de uma equipe de investigadores que respondem especialmente à Corte é apenas ficção.

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1 Comment

  • Reply
    Julia
    16/03/2016 at 7:56 pm

    Oba!! Tava tensa procurando uma série nova pra começar a assistir. Obrigado pela dica. Acabei de assistir Narcos e tava em dúvida qual começar a ver…. e essa aí tem lá no Netflix.. me salvou! rs. Bjs.
    Julia recently posted..Lista de enxoval de bebêMy Profile

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