Evento

Comic Con Experience 2015: Foi épico!

ccxp mr satan comic con experience 2015

Pois é, gente, a época mais esperada do ano já veio e já passou, dá pra acreditar? E a melhor parte é que o WT conseguiu estar por lá mais uma vez, esbanjando nosso alto astral para o incrível universo paralelo da Comic Con Experience 2015! Eles prometeram e cumpriram: foi épico.

Antes de mais nada, vale dizer que Jubs e eu (Byzinha) conseguimos a proeza de ser duas dos contemplados com credenciais de imprensa e pudemos conferir os dois primeiros dias de evento, onde as mais loucas coisas aconteceram e tudo, tudinho valeu a pena.

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Foram dois dias de encontros e desencontros, muitos cosplays bacanas, muitos gritos ao ver as coisas mais inusitadas nos estandes, muito cansaço e muito amor.

QUINTA-FEIRA, 03

A vantagem de ser imprensa foi de podermos entrar antes de todo mundo na São Paulo Expo, mas o que não contávamos era com encontrar filas logo cedo. Talvez nós devessemos ter pedido umas dicas pra Hypia, porque olha, era fila no metrô, fila pra pegar o transporte gratuito, fila pra tirar a credencial, pra entrar pra TUDO. Porém, como entramos antes do meio dia, tivemos a chance de rodar muitas vezes pelo espaço, dar uma olhada nos estandes, milagrosamente não enfrentar filas para comer e ainda por cima acompanhar parte da coletiva de imprensa que até achamos ter acabado, tanto tempo levou para conseguirmos chegar e achar os lugares da imprensa. comic con experience 2015 auditório cinemark O pessoal do Omelete conversou com a imprensa sobre as mudanças que ocorreram na versão ’15 da CCXP, contaram como foi para conseguir trazer os artistas e autores esse ano, a negociação do uso de espaço e as parcerias incríveis que eles conseguiram formar, especialmente com o Cinemark, que trouxe o jeitinho e precinho de cinema para o maior auditório do evento. Com capacidade para mais de 2.000 pessoas (o número mudava cada vez que era divulgado), o auditório Cinemark era melhor do que o Hall H – dizem as línguas – porque dessa vez ele era escadado (por acaso isso é uma palavra?). Como pessoas velhas que somos, depois de almoçar a gente fez o que qualquer pessoa em sã consciência e um crachá que lhe concebia passe livre para lugares exclusivos faria: fomos para a sala de imprensa recarregar celulares e torcer para o wifi estar funcionando. Acabamos por descobrir que a famigerada frase “Imprensa sofre” não é brincadeira, porque olha, a sofrência foi livre. Além do sinal e/ou a senha não funcionar para metade das pessoas ali, ainda houve um pico de energia que durou uns 5-10 minutos na área dos auditórios e sala de imprensa que, soubemos depois, fritou toda a preparação dos caras e gerou uma cascata de confusões que a gente já chega lá. Depois de um merecido descanso, fomos rodar mais um pouco e descobrimos o lugar ABARROTADO DE GENTE. A teoria é que todo mundo pensou a mesma coisa: “Vamos na quinta que vai estar de boa.” hahahaha :( Tinha fila pra tirar foto de Jedi no estande de Star Wars, pra tirar foto de Harley Quinn e fazer maquiagem de Joker/Harlequina no estande da Warner, pra comer lamen, andar de patins, tirar foto na casinha do Snoopy, no carro dos Caça-Fantasmas do estande da FOX, pra brincar na piscina de bolinha da Disney/Pixar, fila em TODOS OS LUGARES DO MUNDO. No Artist’s Alley, as paradas estavam carinhas, mas tudo era muito lindo. De verdade, uma pancada de gente talentosa. Nossa amiga Mareska estava trabalhando na mesa 84/85 com Gabriel Bá e Fabio Moon. A galera era atenciosa e o movimento ali era sexy intenso. O primeiro painel que assistimos foi o da DC. Inclusive, foi bem difícil escolher entre o Ranger vermelho, representação de gênero e DC, mas a gente meio que acabou acidentalmente indo parar no Auditório Cinemark mesmo e ficando pra ver o painel da Sony. A melhor parte do painel da DC foi que eles levaram de surpresa ninguém menos do que Jim Lee (!!!!!!), simplesmente o cara que desenhou a melhor versão de Batman desde Frank Miller. O choro foi livre. Jim Lee comic con experience 2015 Dan DiDio (co-editor-chefe) mediou o painel, que contou com Eduardo Pansica (Asa Noturna), Ivan Reis (Aquaman), Jim Lee (DEUS co-editor-chefe) e eles nos contaram algumas novidades. Uma das grandes notícias foi que Pansica está desenhando a série de Nuclear (Firestorm), e como se isso não fosse suficiente e a gente não tivesse gritado no final do 1×07 de Supergirl, ficamos sabendo que ele também vai continuar fazendo o Caçador de Marte (J’onn J’onzz, the Martian Manhunter), que ele confessou ser o trabalho de que mais se orgulha. Ivan, por sua vez, vai continuar com o Aquaman e a Liga da Justiça. A próxima revista do Aquaman também teve seu título revelado: Aquaman e o levante dos Sete Mares. DiDio e Lee comentaram sobre como foi inesperado quando Ivan e sua equipe solicitaram fazer a versão da Nova 52 de Aquaman, porque estava longe dos planos deles dar espaço para o super-herói dos 7 mares, mas eles os convenceram e acabou que essa versão é uma das preferidas dos chefes. E pra quem achou que isso ainda era pouco, Jim Lee anunciou que está desenhando o Batman de novo (!!!!!!!!!!!!). O assunto da vez – diversidade – também não ficou de fora. A DC sempre foi boa em colocar personagens femininas bem escritas e acrescentar uma diversidade rara de se ver em ~~certas~~ outras editoras. Eles abrem espaço em seus diferentes universos de entretenimento para deixar que seus personagens sejam suas melhores versões. É por isso que podemos ver uma mulher israelense interpretando a heroína americana Mulher Maravilha, ou como podemos ter o negro Mehcad Brooks trazendo à vida o canonicamente ruivo fotógrafo do Planeta Diário, ou como a latina Zabrina Guevara pôde interpretar a tambem canonicamente ruiva Sarah Essen em Gotham, ou como Firefly, na mesma série, é uma garota equatoriana, ou como a família West, em The Flash, é composta de negros. Essa é a DC que amamos e seus editores-chefes disseram com todas as letras que gostam de colocar diversidade e abertura porque isso reflete seus leitores. Eles querem escrever ótimas histórias que falam com seus leitores. dc panel comic con experience Agora, lembram do pico de energia que a gente mencionou lá em cima? Bem, ela serviu para gerar a maior confusão no painel da Sony. É verdade que eles conseguiram passar todos os videos que queriam, mas caraca, deu trabalho, heim? Nós vimos cinco cenas exclusivas de A 5ª Onda, além do trailer e um video da Chloe Moretz (princesa <3) respondendo perguntas dos fãs. Vocês leram esse livro? DIKONA: LEIEM. É muito bom. De verdade, to falando sério. Foi um dos meus livros preferidos no ano que eu li e até hoje to sem saber em quem acreditar, kd terceiro livro?? E pra quem já leu e está, como eu, esperando ansiosamente pela estréia, já vou avisando algo muito importante: eles mudaram a cena em que Teddy se despede de Cassie. Também foram mostradas cenas de Orgulho, Preconceito e Zumbis, que promete ser uma das coisas mais divertidas de 2016. A quantidade de tiro, porrada e bomba é impressionante e o chutamento de bundas parece ser brilhante. NÓS já sabemos que essa não iremos perder. Para terminar, eles mostraram cenas exclusivas do filme de Angry Birds, que parece que vai ser engraçadinho. A idéia central é que Red e seus amigos nervosinhos vão para uma clínica de controle da raiva com uma dona alto astral assim, que nem o WT! Marcelo Adnet vai dublar Red e Dani Calabresa será a passarinha feliz Matilda. E a primeira cena dublada do filme fechou a noite.

sony dani calabresa comic con experience 2015

a famigerada foto que quase me fez ser expulsa do painel

Obviamente, o dia terminou com mais filas só para dar uma palhinha do que seria a…

SEXTA-FEIRA, 04

Enquanto a Jubs se divertia pela feira, meu (Byzinha) dia estava tomando um rumo muito mais diferente e menos esperançoso. Por causa de um erro de cálculo, acabei chegando na São Paulo Expo no mesmo horário do dia anterior, o que não foi N A D A bom, porque dessa vez os portões tinham sido abertos logo cedo e o lugar já estava LOTADO. Nossa inocência nos levou a crer que seria possível assistir os painéis com facilidade, mas hahahahaha nope. Portanto, assim que eu vi o **tamanho** da fila e descobri que aquelas pessoas estavam ali, já, para o painel da Netflix (o ÚLTIMO do dia), eu peguei minha malinha e me direcionei para a fila do Playcenter que se formava descaradamente.

Uma testa e uma fila. #ccxp2015 #vaiserepico

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Eram 11h30 e eu tinha fé de entrar antes das 16h pra ver o painel da FOX, mas né. E é aqui que começo meu ranting, porque eles definitivamente deviam ter feito a fila do Netflix separado. A galera estava desesperada para ver David Tennant e foi essa galera que avacalhou a fila INTEIRA, além de estragar o dia de muita gente. Aquele seu amigo emotivo que queria ver o tributo a Frank Miller não conseguiu entrar, porque os Netflixers tinham fincado raiz lá desde as 9 da manhã! Achei isso bem chato, mas espero que eles tenham aprendido com esse erro.

ENFIM. De lá da minha posição privilegiada na fila, o próximo painel para acontecer era o de Gerard Way e seu Umbrella Academy. Uma coisa interessante que a ediçao ’15 da CCXP foi o tapete vermelho pelo qual as pessoas passavam antes do painel. No caso do Gerard foi extra especial porque ele também concedeu uma pequena entrevista. Os outros que eu vi passar pelo tapete não fizeram a mesma coisa.

Gerard Way ccxp

Ele foi perguntado sobre vir morar no Brasil, já que seu quadrinista é brasileiro, mas ele riu, desconversou, disse que ama aqui, mas que LA é o lar dele. Além do mais, ele também disse que está escrevendo o terceiro volume de Umbrella Academy e quem tem tudo para ser lançado em 2016 mesmo.

O painel dele foi exibido para as pessoas da fila num telão com legenda e tudo. A maioria das perguntas dos fãs foram relacionadas ao MCR, vários “Eu te amo e você mudou minha vida”, uma fã até chegou a pedir para ele cantar um pedaço de alguma música, mas ele negou veementemente e disse que estava ali para falar de quadrinho e não para cantar (meanwhile, eu KKKKKKK).

Uma coisa legal que ele disse foi sobre como ele estava se estabelecendo no mundo dos quadrinhos. Ficou claro que ele se incomodava muito com o que a mídia dizia quando Umbrella Academy foi lançado – que ele era um turista se aventurando num mundo novo. Gerard disse que sempre gostou de desenhar, que fez isso desde sempre, mas que calhou da música ser a primeira coisa que ganhou destaque na vida dele, calhou que ele já tinha uma fanbase pra transformar em sucesso esse outro lado dele também. Ele não é turista, ele está ali para ficar. Da mesma maneira que ele fica claramente desconfortável com a quantidade de “você mudou minha vida” que ouviu. Gerard se provou ser uma dessas pessoas que não sabe que tipo de reação ter diante do assédio.

Quanto as suas histórias, Gerard disse que gosta de escrever poderes simples, como alguém que é capaz de fazer algo praticamente inútil, porque isso é acreditável. Às vezes, tudo que alguém sabe fazer é ser bom em fazer amizades (lembra do video da Jout Jout?), como um dos seus personagens que, se não me engano, só é bom em respirar em baixo d’água ou algo do tipo. Para completar, ele também disse que quer escrever livros de ficção, mas não tem nada certo por enquanto.

Depois dele, o pessoal da fila teve um monte de nadas, porque foram os painéis da Marvel, FOX Animations e FOX Studios cheias de novidades exclusivas que só quem estava lá dentro teve acesso, intercaladas com visitas do povo do Omelete falando que o auditório estava lotado e a galera da fila não iria conseguir entrar.

Eu, no meu mundo acomodado, decidi que se nada tivesse acontecido até as 18h30 – a hora do início do painel da Netflix – eu iria bater perna, mas por enquanto tava de boa. Por isso eu fiquei. E por isso eu deixo aqui meu muito obrigada aos desistentes que estavam na minha frente, porque é verdade, eu perdi o painel da FOX que queria tanto ver, com seu X-Men e Deadpool, mas eu também progredi bastante naquele labirinto maldito e quando Frank Miller entrou, já me faltavam apenas 3 voltas (!!!).

O velhinho lendário passou pelo tapete vermelho levando alguns grandalhões às lágrimas e recebeu um belo tributo lá dentro. Nós, os fileiros, pudemos ver esse painél também pelo telão, com as legendas ainda funcionando, e cara, Sr. Miller deu pano pra manga. Ele, que além de Cavalheiro das Trevas, 300 e Sin City também assina a versao mais clássica de Demolidor (Daredevil) e é o pai de Elektra, teve seu momento de #polêmica quando admitiu que não assistiu nem vai assistir a versão do Netflix de Daredevil e que “a personagem que eles chama de Elektra não é e nunca vai ser Elektra”, uma declaração que fez muita gente questionar se o canal terá que fazer uma leve adaptação quanto ao nome dela. Acho que vamos ver ano que vem.

Um sortudo ganhou uma cópia da primeira edição do terceiro volume do Cavaleiro das Trevas e um fã emocionado conseguiu nao apenas um autógrafo em sua cópia de quase 2 décadas de 300 como também algumas selfies com a lenda em pessoa. Foi bem legal.

frank miller ccxp

Após esse painel, e com Jim Lee passando no tapete vermelho, o auditório conseguiu alguns lugares vazios (OBG FÃS DO FRANK MILLER!!!) e a fila voltou a andar. Eu estava certa que só entraria para a Netflix, um pouco de esperança voltando a crescer no peito, mas qual não foi a surpresa quando a fila voltou a andar e nós conseguimos entrar logo no comecinho do painel do Jim Lee!

É verdade que eu já tinha o visto no dia anterior, mas nada é de mais. Ele contou que está envolvido nas novas edições de Wildcats e esse foi um dos grandes anúncios da noite. Além do mais, um aniversariente sortudo ganhou uma sketch autografada que foi feita logo antes do painel começar!

jim lee ccxp

O último painel da noite, Netflix, mais aguardado por geral, também foi exibido para os migos da fila (exceto os conteúdos exclusivos) que foi fechada assim que o painel do Jim terminou. Os Whovians foram a loucura quando Krysten e David entraram, ambos muito empolgados e contentes. Eles estavam apaixonados pelo público, encantados com o carinho e empolgados com o contato. Por algum motivo misterioso, as legendas tinham parado de funcionar (lembram do pico de energia do dia anterior?) desde o painel anterior e o público também teve espaço para apenas duas perguntas – cada um escolhido pelos convidados de honra. Eles exibiram os bastidores da primeira temporada de Jessica Jones, além de uma cena exclusiva da segunda temporada de Daredevil.

jessica jones ccxp

Nós também vimos os bastidores da segunda temporada de Marco Polo, que parece ser, diga-se de passagem, genial. Além do mais, eles farão um filme stand alone sobre Cem Olhos, que, rumores, é o melhor personagem.

Assim que David Tennant saiu do palco, para revolta de seus fãs (o painel durou cerca de 20 minutos no máximo), o auditório, adivinha só, esvaziou. (=

Infelizmente, a fila estava fechada e mais ninguém entrou para ver o painel de sense8, embora tivesse aberto espaço para, facilmente, umas 500 pessoas.

Aml, Alfonso e Jamie chegaram chegando, os três muito a vontade, felizes (principalmente Jamie) e em casa (especialmente Poncho, que já é dos nossos). Eles falaram sobre diversidade, a importância do espaço que está sendo aberto para personagens relacionáveis e sobre o sentimento compartilhado nas gravações, além de compartilhar suas opiniões sobre bing-watching tudo que se pode assistir.

sense8 ccxp

Poncho falou portunhol, traduziu as perguntas pros migos e no final ainda puxou um coro de “Brasil, eu te amo” que foi muito fofo. Além do mais, Aml resumiu sense8 puxando um coro de “One Love”, do Bob Marley, fazendo todo mundo cantar e dançar (quem assistiu Maze Runner sabe que cantar e dançar é um grande vício desse elenco). Não tivemos nenhuma cena da série, mas tivemos mais tempo com os convidados e um total impressionante de 3 perguntas.

A parte ruim (e revoltante, diga-se de passagem) é que o povo É OTÁRIO. Foi falado mais de uma vez que não era pra ir PRA DROGA DE LÁ DA FRENTE PRA TENTAR TIRAR UMA DROGA DE UMA FOTO PQ N PODE!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 N Ã O P O D E!!!!!!!!!!!!!! MAS O POVO IA!!!!!! Eu queria dar uns soco nas fuça daquele povo otário que parece que quer deixar a coisa mais bagaçada pros outros. Quero só ver se ano que vem, os privilégios vão ser cortados por causa dessa gente.

Não é dificil entender que se seguir as regras é o melhor jeito de se conseguir o que quer e não essa porcaria de jeitinho brasileiro que faz você querer sempre sair por cima. PARA QUE TÁ FEIO. APENAS PARA. Pelamor de Deus, tudo que a gente quer é uma convivência bacana para aproveitar as coisas boas. Eu não sei como foram os últimos dois dias de CCXP, mas foi assim que os dois primeiros terminaram – exaustos, satisfeitos e prontos pra próxima. Apesar de todos os pesares, a organização prometeu e cumpriu. Foi épico.

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2 Comments

  • Reply
    A 5ª Onda (2016) - Who's thanny?
    29/01/2016 at 6:22 pm

    […] sensação de “mas gente????????”, por isso, quando assisti os clipes exclusivos no painel da Sony, fiquei meio bolada porque tinha umas coisas bem diferentonas do livro. Como é um filme da Chloe […]

  • Reply
    Aquecimento: Comic Con Experience - CCXP - Who's thanny?
    14/11/2016 at 7:07 pm

    […] Eu estive na edição de 2014 e contei aqui como foi, e também teve cobertura em 2015. […]

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