Música

BTS World Tour – Love Yourself: Speak Yourself #D2

Dois anos depois de sua última vinda (e quatro anos depois de termos coberto um show deles), os meninos do BTS voltaram para o Brasil com sua turnê mundial em estádios – o Love Yourself: Speak Yourself. Dessa vez, quem foi conferir fomos eu (Byzinha) e Hypia, e agora vamos contar um pouco da experiência para vocês.

A verdade é que nós duas começamos a gostar de BTS relativamente a pouco tempo, e calhou que os ingressos para a turnê seriam vendidos em breve, então contra nossos princípios de millennial velhas, resolvemos ir. Não conseguimos ingresso pro primeiro dia, mas compramos para o domingo (26/5) com certa facilidade e marcamos presença.

Os portões estavam previstos para abrir às 15h, então decidimos sair de casa umas 10h, visto que eu moro meio-que-perto do Allianz Parque. Como a Hypia precisava guardar as coisas dela no guarda-volumes, iríamos descer na Barra Funda e depois ir para a fila.

Acontece que quando passamos de ônibus e vimos o tamanho da fila, começamos a rir de nervoso, porque tinha MUITA GENTE. Não que não estivéssemos esperando muita gente, nós estávamos. Mas mesmo assim, ficamos #SHOOKETH. Entramos na fila por volta das 11h30 e ela já estava a uns 5 quarteirões de distância do estádio. (mas acredite que tinha gente em piores condições que nós, porque a fila deu a volta em muitos outros quarteirões depois)

Como esperado, o portão foi aberto às 15h e embora tenha demorado um pouco pro fluxo chegar onde estávamos, quando começamos a andar, não paramos mais, inclusive tendo que lidar com uns fura-fila sem noção no caminho, mas a galera que estava lá desde o começo se preocupou em não deixar ninguém furar, fizemos uma corrente e fomos assim até o portão.

Nós entramos por volta das 16h20 e aí foi uma aventura para encontrar um lugar bom para enxergar o palco. Honestamente não foi tão aventura assim, mas estava bem difícil passar pelas pessoas que já tinham sentado hehe. Hypia e eu encontramos uma das meninas com quem fizemos amizade na fila; ela estava separada das amigas que entraram por outro portão e não conseguiu encontrá-las, então ficou com a gente e conseguimos um lugar melhor pra sentar depois disso.

Para comprar as camisetas, fizemos um revezamento. A fila do estande de merch estava rápida e do banheiro também. Kudos pro Allianz Parque que praticamente removeu os banheiros masculinos e fez deles femininos, porque se não a fila estaria apavorante. Os preços estavam dentro do esperado, inclusive o da Army Bomb, e as opções de comida de estádio também – aquele preço salgado de comida desagradável, mas devemos confessar que a batata rústica deles era muito boa, talvez pra compensar o quão ruim o hambúrguer era.

Durante a espera para o início do show, ficaram passando os MVs no telão – exceto os mais recentes – e todo mundo foi aquecendo o sing-along. As músicas que geraram mais empolgação foram Idol, Fake Love e Fire, especialmente quando tocaram próximo das 19h, que era o horário previsto para o início do show, parecia até que os meninos já estavam no palco.

Diferente do sábado, o show começou às 19h em ponto, com um VCR todo dramático para bater com a música de abertura: Dionysus. O bate-cabelo continuou com Not Today numa versão meio rock, com os meninos vindo para a frente, mais próximo do resto do público. Após essa música, eles cumprimentaram a gente, alguns deles tentando falar português e tudo, o que foi muito fofo da parte deles. Taehuyng (V) e Hobi (J-Hope) já podem ser patriados, porque a pronúncia deles era ótima! *_*

Vale destacar que eles (como no dia anterior) até cantaram um pedacinho de Airplane pt. 2, que menciona o Brasil (we’re going from Tokyo, Italy, Hong Kong to Brazi) e a vontade era que eles cantassem Airplane inteira, mas não se pode ter tudo nessa vida, né?

Depois disso, foram intercalados músicas e VCRs durante o show que durou quase duas horas. Jimin estava doente, e deu pra perceber que ele tomou cuidado ao cantar certas notas, mas ele teve ajuda dos outros meninos do vocal line, assim como nossa, o público, que tentou cantar bem alto pra deixá-los felizes. Esse é o jeito brasileiro de comparecer nos shows, né gente? Se não for pra berrar até ficar sem corda vocal, então nem vai.

Todos os meninos receberam muito amor do público, mas ficou claro que J-Hope é o preferido, porque sejamos sinceros, é difícil não amar aquele homem. Mesmo que ele não seja o seu bias, ele acaba sendo seu bias porque eita ómi lindo talentoso sem defeitos. Os gritos eram tão altos que dava pra ouvir de longe do estádio.

Também vale destacar o solo do Suga (Seesaw), que os brasileiros fizeram questão de cantar a plenos pulmões com ele, já que os fãs de ~outros lugares~ fizeram tão pouco caso dessa música – o que é um dos maiores absurdos desse mundo.

A última música, em teoria, foi MIC Drop, que provavelmente é minha preferida deles como grupo (eu nem sei quantas vezes vi o MV, não nego). Esse foi o pico de “eu acho que o estádio vai cair”, porque o chão vibrou a música toda e foi maravilhoso de mais!!!

Nós tivemos uns 10 minutos de descanso até o encore, e eles voltaram para o palco com Anpanman e seu cenário inflável que vem causando vários uwus durante essa turnê. Com certeza uma das músicas mais divertidas e caóticas do BTS, aquele cenário inflável já foi palco de muitas gafes, e não poderia ter sido diferente no #D2 brasileiro – nossa ’95 line, Jimin e V, subiu no escorregador juntos, mas Jimin acabou escorregando sozinho todo atrapalhado, e como se isso não fosse suficiente, V desceu tão rápido que foi parar de bunda no chão enquanto cantava sua parte. Foi engraçado. Amamos um grupo do caos :’D

Antes da penúltima música, cada um deles conversou conosco novamente para dizer as últimas palavras. Jimin explicou o porque de ter chorado no dia anterior e como os fãs o ajudaram a ser curado de seu resfriado para ele poder fazer o seu melhor, ele disse que nunca vai esquecer como se sentiu naquela noite. Jungkook falou que desde o clima até o público, tudo estava perfeito naquela noite, que ele estava muito feliz e traduziu o tradicional “We purple you” para “Nós te roxamos” em bom português e ainda acrescentou um “juntos e shallow now”.

RM foi o último a falar e disse que embora haja uma diferença de horário entre o Brasil e a Coréia do Sul, ele sempre vai se lembrar do horário do Brasil, que fica do outro lado do mundo e ainda assim prova que o BTS está fazendo um bom trabalho. V falou tudo em português e foi a coisa mais adorável desse mundo todinho. Ele disse que estava muito feliz e perguntou se nós estávamos felizes também. Ele também disse que teria bons sonhos à noite por nossa causa e pediu para que, se nós os amássemos, quando ele dissesse “saranghaeyo” respondêssemos com “eu te amo” e-

O Jin disse que não sabia se eles que tinham feito o show ou se tinham assistido ao nosso show. Ele disse que estava apaixonado por nós e também não esqueceu de mandar seus beijos, porque ele sabe o poder que tem. Suga relembrou a primeira apresentação deles no Brasil, que foi para cerca de 2 mil pessoas; ele falou que a paixão do Brasil é diferente de outros lugares e que ele quer voltar outras vezes. J-Hope disse que nós mexemos com o coração dele nesses dois dias e também fez um trocadilho com o nome dele, falando J-Hoprigado e confirmando que não tem maior raio de sol nesse universo.

A penúltima música foi Make it Right, onde levantamos nossa faixa (que foi dada pela staff na entrada) com dizeres em coreano, português e inglês. Com o estádio iluminado em verde, amarelo, azul e branco formando a bandeira do Brasil de um jeito muito bonito, eles terminaram o show com Mikrokosmos e fogos de artifício, um coral gigantesco e… lágrimas dos nenéns (leia-se Jungkook e Jimin) que fizeram a gente chorar também.

Foi lindo de mais, gente, mais do que poderíamos esperar. Deu dó de ir embora, mas fomos de coração quentinho, sabendo que cada centavo gasto ali valeu a maior pena e esperando que eles retornem antes de terem que se alistar. Fomos embora com novas amizades, lembranças maravilhosas e sorriso no rosto, com a satisfação de que foi uma boa noite que lembraremos para sempre.

BTS nos mostrou o caminho para o mapa de nossas almas.

SETLIST

ENCORE

(para outros vídeos, confira nos destaques do IG do Who’s Thanny?)

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