Literatura

Battle Royale, Koushun Takami

JOGOS VORAZES???? Você devia é ler Battle Royale!”

Quem não ouviu essa frase mais de uma vez desde que THG estourou nas paradas de sucesso? Por muito tempo, ouvir tais palavras me fez não sentir a menor vontade de ler Battle Royale, até que ano passado eu resolvi acrescentar mais esse na lista de leitura.

You all have your own distinct personal backgrounds. Of course some of you come from rich families, some from poor families. But circumstances beyond your control like that shouldn’t determine who you are. You must all realize what you’re worth on your own.

Tudo começa quando a turma do nono ano da escola de ensino fundamental Shiroiwa da província de Kagawa sai numa viagem de campo que, na verdade, é uma passagem só de ida para a Battle Royale, um evento em quem os 42 alunos são largados numa ilha por 3 dias até que apenas um reste vivo. Bem parecido com JV, né? Assim como vários elementos da história, mas não se engane. Da mesma maneira que podemos encontrar ligações entre os livros de Tolkien, Lewis, Rowling, Brooks, Martin no mundo da fantasia, todos as distopias parecem estar conectadas. Há elementos que fazem do livro uma distopia e há elementos que o tornam únicos.

Compactado em um tijolo gigantesco com zilhões de páginas, BR é volume único, repleto de personagens (42 estudantes!!!! E esses são apenas os estudantes) que até hoje eu não sei quem é quem. Bem, exceto os protagonistas.

Mais focado nos pontos de vista de Shogo Kawada, Shuya Nanahara e Noriko Nakagawa, vivenciamos cada morte (sangrenta e dramática) com um excesso de narrativa que já era de se esperar. Ora, nós provavelmente assistimos episódios de mais de Dragon Ball e Sakura Card Captors pra saber como os orientais aaaaaaaaaaaaamam estender cenas com falas e mais falas de pensamentos que não realmente nos interessam. E eu devia saber que isso me esperaria no livro, mas mesmo assim, cada vez que um personagem começava a pensar de mais eu “Oh. É mesmo, é por isso que eu parei de ver essas produções orientais”. Veja bem, eu não tenho paciência suficiente. Mas ei! Isso não atrapalhou meu julgamento final do livro!

Loving someone always requires you to not love others.

Shogo preenche o papel do personagem misterioso. Ele é um ano mais velho e era aluno transferido; ninguém conhece sua história e ele demonstra um interesse particular em proteger Shuya e Noriko. O melhor amigo de Shuya, Yoshitoki, tinha uma crush em Noriko, portanto, quando o rapaz é morto, Shuya secretamente promete cuidar de Noriko em memória dele e é assim que eles começam a ser considerados um “casal”. Bom moço, Shuya é o personagem pelo qual todas as meninas são apaixonadas, mas que não tem a menor consciência disso. A própria Noriko está na lista, mas os dois não chegam a tocar nesse assunto; eles apenas usam aqueles três dias de tortura para se conhecer e desenvolver um laço encantador que, bem, é meio Katniss/Peeta sem a parte do romance. Como nunca cheguei a assistir o segundo filme, não sei se eles passam a ser mais do que isso, mas o livro deixa bem claro que qualquer coisa poderia acontecer entre os dois. Eles são cúmplices e amigos e profundamente ligados pela tragédia de maneira quase irreparável.

Em geral, no fim das contas, Battle Royale foi um livro que, apesar de longo e diferente da narrativa que estou acostumada, me prendeu de tal forma que não consegui parar até que tivesse terminado e levou menos tempo do que achei que levaria para concluir a leitura. É entretenimento puro, as mortes são muito mais violentas do que JV, e há uma grande riqueza em detalhes. É uma boa pedida para você que gosta de sangue.

informações

Cortesia da editora para resenha
Título: Battle Royale
Autor: Koushun Takami
Tradutor: Jefferson José Teixeira
Número de Páginas: 664
Edição: 1ª edição, 2014
ISBN: 9788525056122
Editora: Globo Livros
Preço: R$49,90
Classificação: ★★★★☆

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1 Comment

  • Reply
    Battle Royale- Angels' Border, Koushun Takami, Ohnish Mioko, Oguma Youhei - Who's thanny?
    03/09/2015 at 7:24 pm

    […] Royale (resenha aqui) foi escrito em 2009 por Koushun Takami, vindo a se tornar uma das franquias mais rentáveis desses […]

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