Evento

Anime Friends 2018

Post sobre evento, sempre que possível, é feito em conjunto – o que foi bem o caso desta vez. Nós, Raabe e Hypia, participamos de três dos quatro dias da edição deste ano do Anime Friends – um dos maiores eventos sobre cultura pop oriental neste nosso país chamado Brasil, que ocorreu em 6, 7, 8 e 9 de julho deste ano de 2018 na capital paulista. A organização do evento concedeu credenciais para as duas estarem lá durante os quatro dias. Raabe não ia, mas depois de muitas mensagens da Hypia de “por favor, vamos, diz que sim, não seja má, diz que siiiiiiiiiim” e gif do Gato de Botas do filme do Shrek com olhos suplicantes, lá foram as duas.

Não tivemos nenhum problema pra retirar o convite na área de atendimento deles; nossa única pequena queixa sobre essa etapa é que nos entregaram nossos crachás com um cordão preto, em vez do cordão com a estampa do evento, que estava muito mais bonito.

Uma das coisas que mais chamaram a atenção das duas: no espaço que utilizaram do Centro de Eventos Anhembi, a quantidade de pessoas que estava lá permitia com bastante facilidade conferir tudo o que estava exposto. Acontece o seguinte: estivemos (Hypia e Raabe) em três edições cada uma da Comic Con Experience (Raabe não participou em 2014 e Hypia não esteve na edição de 2015), então mesmo em comparação com o dia menos movimentado da CCXP, o Anime Friends ainda estava com bem menos aglomeração.

Vamos pra parte em que a gente conta o que de fato vimos e fizemos lá, por data:

SÁBADO

Uma das primeiras atrações que a gente conferiu foi a exposição da Escola de Magia e Bruxaria do Brasil (por acaso~ um dos destaques que acrescentamos no nosso post sobre o AF). O estande tinha áreas decoradas como salas de aula de uma escola de magia, com matérias como Adivinhação, Herbologia, e Defesa Contra Artes das Trevas, e também uma representação do salão principal. Na loja do estande tinham alguns objetos de decoração com temas inspirados em Harry Potter, réplicas de alguns objetos, e itens de vestuário – camisetas, gravatas, blusas de frio, cuecas, meias, calcinhas, sobretudo preto forrado nas cores das casas de Hogwarts (Hypia garantiu um, e o plano é remover o bordado da escola brasileira e substituir pelo símbolo da casa que ela escolheu), copos, entre outros produtos. Havia uma banca de bebidas, que vendia, por exemplo, reprodução da cerveja amanteigada e de algumas poções. Tinha uma réplica de uma quadra de quadribol que parecia bem divertida pra quem quisesse brincar lá.

Fomos conhecer a Artist’s Alley desse evento – que, diga-se de passagem, a gente achou linda. Hypia foi convencida pelo autor de Exceção Hostil a comprar um exemplar, lido por ela praticamente todo já logo no mesmo dia, e achou a peça bem legal, ao mesmo tempo extremamente divertida e bem pertinente. Hypia também comprou três espelhos de bolsa – dois com arte inspirada em Star Wars e um inspirado em Harry Potter. Além do mais, ficamos de olho numas artes maravilhosas de Liga da Justiça, Fullmetal Alchemist, My Hero Academia e Sakura CardCaptor.

Na loja da JBC – que também tava maravilhosa – Hypia saiu de lá com os volumes 2 e 3 de Your name/Kimi no na wa – o primeiro estava em falta quando passamos por lá, e os volumes 1 e 2 de Akira. Soubemos depois que ficaram disponíveis mais exemplares do volume 1, que também acabaram bem rápido, além do famigerado Card Captor Sakura #6 da edição com capa rosa, que continua desaparecido do mapa.

A JBC estava no AF com seu estande característico: de um lado a loja cheia de promoções bacanas, do outro algumas “atrações”. Tinha a solicitada moto do Kaneda pro pessoal tirar foto nela, como também tinha na CCXP, e alguns painéis também para foto – como All Might (de My Hero Academia) e o Ultraman; perto desses painéis tinha o videogame de My Hero Academia pro pessoal jogar. Do outro lado do estande, também havia o espaço godigital, com alguns primeiros capítulos lançados nessa nova plataforma, que comentamos no post de novidades.

All Might!!!!! #myheroacademia #bokunoheroacademia @animefriends @whosthanny

Uma publicação compartilhada por Raabe (@byzinhag) em

Quanto à loja da Panini, para o AF ela estava (como esperado) bem focada na cultura asiática, trazendo muito mais opções de mangás do que de quadrinhos. Toda loja estava com desconto de 20% – que talvez você tenha ficado sabendo, caso tenha assinado a newsletter deles – e eles levaram todos os lançamentos para lá, inclusive os que mencionamos também no post de noviades que foi linkado ali em cima. Também dava para assinar coleções com desconto, como os Turma da Mônica Jovem, e comprar os álbuns da Copa e Dragon Ball. Do lado de fora, tinha um espaço para brincadeiras num estilo Descontrole/Sob-Controle (meu Deus, que referência antiga) que a própria Panini estava organizando valendo produtos da loja, como mangás, gibis e álbuns.

Sobre a loja da Comix: vimos vários itens com preços que a gente achou abusivos – entre eles alguns encadernados e mangás considerados raros por estarem esgotados. Não recomendamos aquisição de produtos dessa loja, exceto itens que estejam com bons descontos, ou se essa for a única loja com disponibilidade do material que você quer, de preferência POR UM PREÇO JUSTO. Fomos ver se nas prateleiras deles tinha disponível o volume 6 da coleção em 12 edições de Sakura Card Captor; encontramos, porém com preço anunciado de R$ 29,90. Achamos esse exemplo em especial absurdo por pelo menos dois motivos: o preço de capa é em torno de R$ 14,90 a R$ 16,90, e já havia sido possível encontrar algumas das edições em outras lojas por aproximadamente R$ 9,90. Vamos voltar a falar dessa loja que NÃO RECOMENDAMOS.

A gente ainda passou de novo pela Artists’s Alley; na mesa 62 a gente cumprimentou Fran Briggs, esposa do dublador Guilherme Briggs. Hypia levou o livro Anima autografado, escrito pela Fran e ilustrado por Anna Giovannini, que é uma releitura do conto A Bela e a Fera – promessa: publicação sobre esse livro assim que ele tiver sido lido. O próprio Guilherme Briggs – que estava em um Anime Fest em que a Hypia esteve – e outro dublador famoso, o Wendel Bezerra, estariam lá; preferimos conferir outras atrações e não interagimos com eles.

Como a gente é ser humano e precisa se alimentar, fomos pra praça de alimentação na hora que a gente decidiu comer. No sábado a gente almoçou no Nebulosa M78, todo inspirado em Ultraman. Escolhemos um combo com lanche, batata chips e refrigerante, com preço que a gente achou acessível – comparável ao que custa, por exemplo, comer em foodtrucks. Algumas das outras opções de comida eram: Bob’s, Giraffas, Spoletto, vários food trucks e, claro, Mupy.

Passamos no estande do serviço de streaming de animes Crunchyroll. Estavam com assinatura premium de 30 e 90 dias com desconto, e assinantes ganhavam poster oficial. E também tinha adesivos de graça:

Sobre os espaços temáticos: tinha principalmente ambientes decorados com inspiração nos Maid Café; os produtos que estavam disponíveis eram industrializados de marcas famosas, o que a gente entende ser prático, mas meio que contradiz o objetivo do Maid Café, então ficamos :/. Perto desses cafés também estavam indicados locais para cosplayers se prepararem, o que provavelmente ajudava bastante quem tinha levado roupa pra se vestir lá.

Uma das coisas mais legais desse tipo de evento são as pessoas de cosplay. Tinha bastante gente com cosplays os mais interessantes possíveis – fotografamos alguns dos que a gente viu e achou mais bacanas (dá pra achar várias fotos no instagram da Hypia). Um dos destaques são esses dois cosplayers dos personagens Thor e Loki do Universo Cinematográfico da Marvel:

Outra queixa nossa: simplesmente não conseguimos utilizar internet na sala de imprensa; a rede wi-fi deles simplesmente não conectava nos nossos celulares.

Fomos embora no sábado até um pouco mais cedo do que a gente tava calculando. Circulamos por praticamente todo o evento, e foi uma experiência bem divertida.

DOMINGO

E lá estávamos nós, de novo nos estantes. A loja da Comix conseguiu subir os preços de um dia para o outro. Se a gente já tinha achado caro trinta reais no mangá de Sakura Card Captor, no domingo estava CINQUENTA. Sem mais. Em compensação, a loja da New POP estava com preços muito bons e com bastante variedade. Hypia saiu de lá com um exemplar de Jardim das Palavras, do Makoto Shinkai.

Fomos conhecer a loja oficial e o museu do Ultraman. Na loja oficial tinham camisetas, almofadas, garrafas, bottons, e um monte de produtos com estampas de várias temáticas relacionadas ao evento. No museu, tinha todo tipo de conteúdo relacionado com Ultraman; confessamos que não conhecemos muito desse universo, mas a parte legal desse museu é que ele contava tudo sobre a história do Ultraman e estava cheio de itens exclusivos e maquetes incríveis, deu pra aprender bastante e ficar pensando naqueles mangás que a JBC está publicando, no anime que a Netflix está produzindo. Olha só na galeria!

Passamos pela área de board games, que também estava maravilhosa; tinha bastante espaço e várias opções de jogos de tabuleiro, desde Jogo da Vida, Dixit até jogos mais complexos de RPG. O local, repleto de mesas e cadeiras para o pessoal brincar e interagir, passava a maior parte do tempo cheia, e o único motivo de ele estar “vazio” quando tiramos essas fotos é porque como imprensa, tínhamos a oportunidade de entrar antes dos portões abrirem, então ainda não tinha muita gente lá dentro.

No domingo almoçamos no Roller Fine Burguer, que era um pouco mais barato que o local onde comemos no dia anterior, mas talvez não tão saboroso. A Coca-Cola compensou, no entanto! De sobremesa, pedimos churros de doce de leite que, como esperado, estava com um preço salgadinho, mas valia a pena!

Fomos embora pouco depois do almoço, porque havíamos planejado assim (já que conseguimos ver a maior parte do evento no dia anterior). Em compensação, pudemos passar na Carlo’s Bakery pra comer uns canollis e aproveitamos a tarde para jogar Pokémon GO, porque ninguém é de ferro, né? O dia foi encerrado com um macarrão desastroso e alguns episódios de Little Witch Academia que, como prometido pelo pessoal da JBC, realmente é uma graça!

SEGUNDA

No último dia de evento, fizemos as coisas um pouco diferentes. Considerando que já havíamos rodado o evento inteiro, resolvemos chegar mais tarde, depois do almoço, com calma, e praticar o deboísmo. Almoçamos em casa e fomos, cientes de que enfrentaríamos fila, por estar relativamente perto da hora do show do Blanc 7, mas até que estava menos pior do que o esperado.

Surpreendentemente, segunda era o dia mais tranquilo para comprar coisas. As filas mais consideráveis estavam em locais para tirar foto, como a tal moto do Kaneda e os painéis de Cavalerios do Zodíaco. Hypia aproveitou para passar na JBC de novo (baba ovo? nós? nunquinha!) e comprar o primeiro volume de Little Witch Academia, já que o anime é tão fofo, além de (shiny) Lost Canvas, que ela ficou namorando por todo o evento.

Como São Paulo é a cidade dos encontros e desencontros, encontramos uma amiga da Hypia e passamos um tempinho na Área K-Pop. Já havíavamos passado por lá muitas vezes nos dias anteriores, mas não realmente prestamos atenção no que estava acontecendo, então essa foi a oportunidade perfeita.

Organizado pelo pessoal da KO, uma academia de dança, eles estavam tocando K-Pop o dia todo e pra quê? Exatamente, pro pessoal mandar ver nas coreografias! E olha, o pessoal estava mandando ver mesmo! De acordo com a música que vinha em seguida, o grupo mudava e a única coisa que você precisava para entrar lá no meio era… saber a coreografia. Simples assim! Muita gente queimou calorias e fez aquele aquecimento pro show do Blanc 7 que viria em seguida.

Falando em Blanc 7, cometemos o maior vacilo da história do WT, porque não chegamos a tempo da entrevista que estava rolando na sala de imprensa e não pudemos entrar. Tivemos que ver pela janelinha como reles mortais.

Sendo assim, nos direcionamos para o palco principal, arranjamos uma raspadinha (que foi o lanche do dia no evento), arranjamos um lugar para sentar e esperamos o show começar. Marcado pras 18h30, houve um atraso de uns 15 minutos, e qualquer sinal de artista no palco fazia o povo gastar garganta. Como somos velhas idosas com dores nas costas, aquilo incomodou um pouco, mas já tinham nos avisado sobre a histeria, então fazer o que né?

A banda subiu no palco sob gritos que deixariam as fãs de Beatles nos anos 60 no chinelo e pra falar a verdade não dava nem pra escutar eles cantando. Estranhamos, porque as bandas anteriores tinham um som muito bom e claro, e suspeitamos de falha nos microfones ou áudio, mas também há a possibilidade de ser apenas fruto dos berros ensurdecedores que ecoavam no Anhembi. A questão é que não ficamos para ter certeza.

Depois da primeira música, seguimos nosso rumo, cada uma para sua casa cansadas, gratas pela oportunidade de cobrir esse evento surpreendente e sonhando que a CCXP fosse assim – um evento em que desse para ver as coisas, assistir os painéis sem stress e descobrir novidades interessantes sem gastar horas em filas. Quem dera, minha gente, quem dera.

E que venha o AF2019!

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1 Comment

  • Reply
    Anima, Anna Giovannini e Fran Briggs - Who's Thanny?
    21/08/2018 at 2:28 pm

    […] já dizia que “promessa é dívida”, então estou aqui para cumprir o que prometi no post sobre o Anime Friends: contar minhas impressões sobre Anima, feito pelas maravilhosas Fran Briggs e Anna […]

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