A playlist da minha vida, Leila Sales

Sometimes people think they know you. They know a few facts about you, and they piece you together in a way that makes sense to them. And if you don’t know yourself very well, you might even believe that they are right. But the truth is, that isn’t you. That isn’t you at all.

Playlist da minha vida

Elise sempre, SEMPRE teve dificuldades em ter amigos. Ela passou a maior parte da vida sabendo que as pessoas que ficavam próximas dela apanas a “suportavam” e é claro que isso incomodava, mas ela tentava não se abalar de mais. Exceto quando ela resolveu passar o verão antes de seu sophomore year (o que seria nosso 1º colegial) fazendo de tudo – estudando filmes e revistas e séries de TV – para conseguir se misturar e fazer qualquer amizade. Qualquer que seja.

Sem sucesso, logo no primeiro dia de aula, Elise decide que já chega desse mundo e que ela vai se matar. Talvez. Provavelmente. E ela até chega a cortar um dos pulsos, mas sua mente – sempre trabalhando a mil por hora – a alerta e ela estanca o sangramento. Logo em seguida, ela liga para uma colega da escola e os acontecimentos que se seguiram levaram-na a duas coisas: de volta para seu casulo sem amizades e caminhando pelas ruas desertas de sua cidade durante a noite.

É durante uma dessas caminhadas que um dia ela conhece Pippa e Vicky, duas garotas mais velhas e muito estilosas que dizem que ela está na direção errada. A Start fica para o outro lado. Sem saber muito bem porque, Elise acaba seguindo as duas garotas e conseguindo entrar na tal Start: uma balada rock ‘n roll com gente como ela e músicas poderosas. E um DJ gatinho que se intitula “Char” This charming man. Essas quatro pessoas – Pippa, Vicky, Char e Mel (o segurança da balada) – são responsáveis pela maior mudança da vida de Elise e é aí que entra o título original “Essa música vai salvar sua vida”. E salva.

I was smiling like a crazy person because I has just made a hundred people dance, I had just made a hundred people scream, I had just made a hundred people happy. I, Elise, using my own power, had made people happy.

A playlist da minha vida foi surpreendentemente relacionável e divertido. É claro que em muitos momentos você simplesmente quer estapear Elise e esfregar na cara dela todas as decisões erradas que ela está tomando, mas é assim que a personagem cresce, como foi assim que nós crescemos, não? Aprendemos com nossos erros e acertos, como acontece com Elise durante todo o livro e é muito bonito de se ver.

Todos os capítulos começam com um trecho de música de alguma banda velha, característica da personalidade da protagonista. Ela é uma daquelas roqueiras que não consegue gostar de outras coisas e também dedica um parágrafo inteiro para falar mal de música pop – algo que me deixou muito ofendida, diga-se de passagem -, mas mesmo assim a gente consegue simpatizar com ela. Nós todos conhecemos esse tipo de pessoa. Nós todos temos um tipo de música, ou alguns artistas que simplesmente nÃO CONSEGUIMOS e ela não é diferente.

No fim das contas, o livro acaba sendo uma surpresa, mesmo tendo TODOS os clichês que você consiga imaginar. É verdade. E isso o torna encantador.

“The thing about being an artist,” Dad said, folding his newspaper and setting it down on the table, “is that there are always going to be people who want to stop you from doing your art. But this usually says more about them and their issues than it does about you and your art. Trust me.”

informações

infinity

 

Cortesia para resenha.
Título: A playlist da minha vida
Autor: Leila Sales
Número de Páginas: 312
Edição: 1ª – 2014
ISBN: 9788525057082
Editora: Globo Livros
Preço: R$29,90
Classificação: ★★★★☆

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