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5 lendas urbanas brasileiras que vão te fazer dormir de luz acesa

O Brasil é um país extremamente rico no quesito de folclore, com histórias, criaturas e lendas que nos instigam e assustam de maneira única. Então, como as lendas urbanas sempre são algo curioso de nosso folclore e que sempre acabam fazendo parte do nosso desenvolvimento (afinal quem nunca brincou ou conheceu alguém que brincou de loira do banheiro na escola, não é mesmo?), aqui vão algumas lendas urbanas brasileiras que você talvez não conheça

PROCISSÃO DAS ALMAS

Vamos começar essa pequena lista de maneira bem suave já. Procissões, em si, não são assustadoras, porém, uma procissões de almas do além não é algo relativamente calmante.

A lenda conta sobre uma idosa que vivia sozinha em casa, e, por não ter muito que fazer, nem com quem conversar, passava a maior parte do dia olhando a rua através da sua janela, coisa muito comum no interior.

Até que numa tarde quando estava quase anoitecendo ela viu passar uma procissão, onde todos estavam vestidos com roupas brancas e velas nas mãos. A senhora estranhou, pois sabia que não haveria procissão naquele dia, uma vez que ela sempre ia à igreja, e quando havia alguma procissão a igreja costumava tocar os sinos no inicio, mas nada disso foi feito.

E a procissão foi passando, até que uma das pessoas que estava participando parou na janela da velha e lhe entregou uma vela, disse a velha guardasse aquela vela e que no outro dia ela voltaria para pegá-la. Cansada e com a procissão, aparentemente, chegando ao final, a senhora resolveu dormir, apagou a vela e guardou-a.

No outro dia, quando acordou, a velha senhora foi ver se a vela estava no local onde guardou, porém no local em que deveria estar a vela estava um osso de uma pessoa já adulto e de uma criança.

Existem, porém, algumas outras versões desta lenda urbana que são levemente mais sinistras. Algumas pessoas dizem que, ao anoitecer, quando se sente cheiro de vela, é porque a procissão irá passar em sua rua.

Não existe lugar ou data certa para a procissão das almas acontecer, tudo o que se sabe é que, quando você menos esperar, a procissão passará.

 

A DAMA DA MEIA-NOITE

A Dama da Meia Noite, também é conhecida como a Dama de Vermelho ou Dama de Branco e, honestamente, mais vários nomes, mas você já conseguiu captar o negócio.

Diz a lenda que uma mulher jovem, que não sabe que morreu, vive andando pelas ruas da cidade. Ela anda sempre com um vestido vermelho ou branco, para encantar os homens solitários que bebem em algum bar. Dizem que esta mulher escolhe um dos homens do local, senta-se com ele e logo o convida para que a leve para casa. Ao se depararem com um muro alto, ou simplesmente com algum lugar estranho e que provavelmente não deveria ser moradia de ninguém (ou mesmo lugares em que não há construção alguma) ela desce e o convida para entrar.

Outras vezes, este fantasma surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa. E, mais uma vez a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz: “É aqui que eu moro, não quer entrar comigo?”. Quando o homem solitário percebe que se trata de um cemitério, a moça desaparece e o sino da igreja toca avisando que é meia noite.

Curiosidades da história é que esta mulher não aparece à meia-noite, mas sim desaparece neste horário.

Porém, entretanto, a história da Dama da Meia-Noite é possivelmente a lenda urbana mais conhecida pelas terras brasileiras que possui várias versões que, às vezes, se adequam às condições culturais de cada estado. Por exemplo, aqui em São Paulo, na naturalmente sinistra Estrada Nazaré, as histórias sobre mulheres perdidas na estrada a noite são comuns (e de gelar a espinha, porque eita lugarzinho sinistro meus amigos).

Mas, bem, se você ver alguma mulher de vermelho ou branco na estrada ou num bar pedindo carona, já vai ligando o Padre Marcelo Rossi no carro.

 

MATINTA PERÊRA

Matinta é um personagem folclórico muito mais conhecido na região norte do país. De acordo com as histórias, Matinta é uma bruxa velha, que à noite se transforma em um pássaro agourento que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar. E só para quando o morador, já muito fulo da vida pelo assobio, promete a ela algo para que pare, geralmente sendo fumo ou cachaça.

Assim, a Matinta para e voa, e no dia seguinte vai até a casa do morador perturbado para cobrar o combinado. Caso o prometido seja negado, uma desgraça acontece na casa do que fez a promessa não cumprida.

Os mais velhos diziam que a sina de transformação seria hereditária, ou seja, passaria de mãe para filha. No caso de não haver herdeira, a dona da maldição se esconde na floresta e espera que uma mulher passe por lá. Quando uma mulher finalmente passa, então ela pergunta: “quem quer?”. Se a moça responder: “eu quero!” então ela se torna ainda naquela noite a Matinta Perera.

Há quem diga que existe um jeito de prender a Matinta e os materiais são simples: uma tesoura, uma chave comum, um rosário bento e uma vassoura virgem. A chave deve ser enterrada e a tesoura fincada em cima do local, o rosário se põe por cima da tesoura. Toda Matinta que passar por ali ficará presa, mas depois que ela for libertada deve-se varrer o local com a vassoura para que a sina não se espalhe.

 

OPALA PRETO

Na década de 70, um bandido muito procurado chamado Ubiratã Carlos de Jesus Chavez, após ter roubado um opala preto, morreu em uma colisão em outro carro, após passar no túnel Rebouças, lá no Rio de Janeiro, em uma fuga com a policia.

No outro carro havia uma família que voltava de um aniversário. Todos envolvidos no acidente morreram e, desde então, criou-se uma lenda do Opala Preto.

De acordo com a história, e até mesmo de acordo com alguns relatos de motoristas que passaram pelo túnel, nas madrugadas de estradas mais vazias, um Opala Preto aparece dirigindo pelo túnel. E não apenas dirigindo, pois este carro começará a perseguir o seu, até causar um acidente, e irá parar apenas se você lembrar das vítimas do acidente e rezar por elas. Isso fará o Opala desaparecer e você poderá continuar seguindo normalmente.

 

PISADEIRA

A Pisadeira é provavelmente a lenda mais conhecida dessa lista, principalmente nos nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Afinal, dormir pra que, não é mesmo?

Geralmente é descrita como uma mulher muito magra, com dedos compridos e secos, unhas enormes, sujas e amareladas. Tem as pernas curtas, cabelo desgrenhado, nariz enorme e muito arcado, como um gavião. Os olhos são vermelho fogo, malignos e arregalados. O queixo é revirado para cima e a boca sempre escancarada, com dentes esverdeados e à mostra. Nunca ri, gargalha. Uma gargalhada estridente e horripilante.

Vive pelos telhados, sempre à espreita. Quando uma pessoa janta e vai dormir com o estômago cheio, deitando-se de barriga para cima, a pisadeira entra em ação. Ela desce de seu esconderijo e senta-se ou pisa fortemente sobre o peito da vítima que entra em um estado letárgico, consciente do que ocorre ao seu redor, porém fica indefesa e incapaz de qualquer reação.

Porém, não precisa apenas ter ido dormir de estômago cheio. As vítimas da Pisadeira são as mais variadas, desde crianças a adultos, de barriga cheia ou vazia. O importante é o pânico que causa ao se sentar no peito, ou até mesmo as costas de suas vítimas, dificultando sua respiração.

Sabemos que existe a paralisia do sono e que existem explicações suficiente para entender este processo, mas, bem, nunca se sabe, não é mesmo? Afinal, dizem que a Pisadeira se disfarça nas sombras ou até mesmo fica invisível enquanto assusta suas vítimas.

E, como o título do post é sobre dormir de luz acesa, vou mandar essa imagem aqui para vocês, que aparece nas buscas sobre a Pisadeira. Afinal, dormir? Nunca nem vi.

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