Evento

Tudum Festival Netflix

Quando a Netflix anunciou que tinha ido longe de mais ao criar seu próprio festival, mas não deu nenhum detalhe, a gente ficou meio ?????? mas botou fé mesmo assim. Com um planos iniciais (que não deram certo) de irmos juntas, acabou que só eu consegui ingresso pro sábado. A Hypia conseguiu pro domingo, mas não pôde ir, infelizmente. MAS consegui dar uma olhada geral no que tinha de bom e vou contar pra vocês como foi.

O Tudum Festival tentou seguir os moldes das convenções que já conhecemos, sendo um pouco de tudo – um pouco de CCXP, um pouco de Anime Friends, um pouco de Bienal. Ele aconteceu em 4 dias – 25 a 28 de janeiro – ocupando três andares do Pavilhão da Bienal de Arte no Parque Ibirapuera de maneira inteligente e divertida como só a Netflix sabe ser.

Com capacidade para 9000 pessoas, deu pra ver que a Netflix foi segura em não liberar este tanto de ingresso pra não causar problema, pelo menos no primeiro dia de evento. Entretanto, ainda assim a fila para entrar era grande. Com previsão de abertura dos portões para as 13h, cheguei por volta das 12h30 já pegando a fila num caracol e tanto, que ora ficava na sombra, ora no sol.

Depois de uma semana cinza e chuvosa, foi até bom chegar no parque com céu aberto. A Netflix devolveu o verão pros paulistanos, parece. O portão abriu no horário previsto, mas levou cerca de uma hora e meia para eu conseguir entrar, para vocês terem ideia da quantidade de gente que tinha ali. Todo mundo teve o ingresso checado minuciosamente e depois ganhou uma pulseira com QR Code para entrar nas ativações do evento. Quem esqueceu de levar documento teve que ficar de fora, provando mais uma vez que é necessário prestar muita atenção nas instruções contidas no ingresso.

Logo na entrada (e antes de atravessar a porta), uma surpresa: MIMOS. A Netflix preparou um copo com cordão no melhor estilo carnaval pra todo mundo que chegava, o que já fez muita gente dizer “VALEU A FILA NO SOL, JÁ POSSO IR EMBORA”. Mas é claro que ninguém foi embora logo de cara.

A primeira coisa que reparei foi como tudo estava bem espaçado. No primeiro piso, eles montaram o palco principal – Palco Hawkins -, onde os painéis grandes aconteceriam. Logo que entrei, vi que teria um painel sobre Modo Avião com a Larissa Manoela, então fiquei por ali. De lá dava pra ver também a Corner Cafe de Para Todos os Garotos que Amei, o que achei sensa.

O painel deu uma atrasada, de acordo com os apresentadores, porque a Netflix queria que mais gente entrasse antes de dar início de verdade. Quando a Lari chegou, os fãs dela fizeram bastante barulho e uma das coisas que achei fofas foi ver que ela reconheceu alguns dos seus fã-clubes na platéia. Como eu sou Velha™ e não acompanhei a carreira dessas meninas do SBT direito, não era capaz de opinar sobre a presença virtual dela, então fiquei feliz em ver que ela é bem fadinha sensata.

Durante o painel, Lari contou alguns bastidores de Modo Avião (vocês já assistiram? eu vi por acaso na noite anterior, achei uma graça de filme), como ela conciliou as gravações do filme com a novela, seu relacionamento com o resto do elenco, e como sua vida se compara à de sua personagem Ana. Madura e muito bem humorada, ela interagiu bem com o público, falou sobre sua amizade com a Maísa (que participou do evento no dia 28, anunciando oficialmente seu filme Um Pai no Meio do Caminho), rasgou seda pros seus cachorros e em geral foi uma grande gracinha.

Ela encerrou contando que já tem um novo projeto em vista com a Netflix, outro filme que se chamará Lulli. Ela será a protagonista e interpretará uma médica! A Ana de Modo Avião já foi uma personagem mais madura para o que conhecemos de Larissa Manoela, mas parece que Lulli tem tudo para ser um marco na carreira dela.

Depois disso, como eu ainda não tinha almoçado, resolvi comer no Corner Cafe, que era o mais próximo. Ele ficava no segundo piso do Pavilhão, logo acima de uma das ativações de Sintonia. Tinha três opções de lanches, com adicional de batata e bebida, além de alguns sabores de milkshake, porque se é Corner Cafe, tem que ter milkshake. Tudo estava num preço aceitável (provavelmente mais aceitável que as outras comidas disponíveis, mas chego nessa parte daqui a pouco) e o lanche estava muito saboroso.

Fora isso, a bicicleta da Lara Jean estava exposta na “janela do restaurante” que nem no filme para quem quisesse tirar fotos, e pode apostar que tinha muito movimento por ali.

Depois de comer que eu fui rodar o evento de verdade. Infelizmente, fiz isso muito tarde e acabei por só olhar a maioria das coisas, ao invés de participar ativamente, porque tinha MUITA fila. As atividades que tinham menos fila eram as que não davam brindes significativos. No segundo piso, o quarto do Eric estava todo montado para fotos, com armário para se sair e tudo. Quem tirasse foto lá, ganhava uma cartela de tatuagem temporária.

Este quarto estava no mesmo espaço do Drag-se, onde maquiadores estavam drag-ando quem topasse ficar na fila por cerca de uma hora e meia – o que foi meu caso.

Spoiler alert: esta foi a última coisa que fiz no evento. Mas ainda tenho mais o que contar.

Sabrina tinha 3 atividades diferentes – o círculo de velas onde tirar fotos, um estande para fazer poções, e a leitura de tarô, sem contar que tinha uma Sabrina com quem as pessoas podiam tirar fotos num painel. Sex Education, além do quarto do Eric, tinha o banheiro desativado onde os aconselhamentos de Otis acontecem para o pessoal tirar foto.

Também tinha uma Barraca do Beijo para tirar foto, e um cenário do The End of the F***ing World pro pessoal arrasar nas fotos.

Atypical tinha o Iglu dxs Exaustxs, com almofadas pelo chão e um video de pinguins passando no teto pra deixar todo mundo na #paz enquanto descansava um pouco. Inclusive, espaço para descanso e para recarregar o celular não faltava pelo evento. Com bancos, puffs e muitas mesas na área de alimentação, qualquer um que estivesse Morto com Farofa tinha a chance de repor as energias.

Sintonia era a série brasileira com duas atividades. Além da produção de música que mencionei lá em cima, também tinha a barbearia onde as pessoas – majoritariamente homens ou quem tivesse cabelo curto – poderia fazer um penteado. Para esta, especificamente, não tinha tanta fila assim, mas como penteado não era algo que eu estava atrás, não tentei. No sábado também rolou painel com o elenco no palco Hawkins, e eles finalmente confirmaram a segunda temporada da série!

(aliás, já que estamos aqui, o que falar do túnel na entrada do evento que tocava um Tudum versão funk com a logo da Netflix aparecendo e desaparecendo das paredes? ficou curioso é só dar uma olhada nos nossos destaques de sábado que tem vídeo lá)

Para Todos os Garotos… também tinha algumas atividades: o café (que, como eu disse, era pago), o mural de cartas, o quarto da Lara Jean e um painel onde tirar fotos. Eles também tinham exposto as roupas utilizadas nas filmagens. Lana Condor e Noah Centineo participaram no terceiro dia de festival para a alegria dos fãs, e quem não pôde ir teve a chance de acompanhar tudo pelas lives no instagram da Netflix Brasil.

Stranger Things também estava presente no evento, claro! Tinha um painel enorme (e sugestivo) do portão para o Mundo Invertido e a piscina comunitária com um Billie e as pessoas podiam tirar foto em ambas, mas é claro que precisavam encarar uma fila básica também porque é assim que as coisas funcionam no Brasil. E como esperado da rainha dos meme na internet, haviam referências por todos os lados e até um espaço “Cadê Harry Potter?” pra tirar fotos.

Falando em Harry Potter, a livraria Leitura se uniu à Intrínseca e levou um estande onde vendeu produtos – como livros e cadernos – relacionados aos lançamentos da Netflix. Como eu sou uma pessoa que não sabe mais ler (como vocês podem ter observado pelo sumiço da minha coluna “Diário de Leitura“), nem entrei pra ver, mas vi que estava movimentado. Esta não era a única loja no terceiro piso do Pavilhão, no entanto. A C&A tinha uma parte para tirar fotos e estava vendendo camisetas exclusivas do evento a R$ 40,00, um precinho bem bacana, se quer minha opinião.

No terceiro piso, também tinha um fliperama montado com três tipos de jogos diferentes – basquete, dance dance revolution, e videogame. Quem participasse, ganharia mimos, mas como a fila estava muito lenta, desisti.

O estande mais interessante, que também não consegui ir por causa da fila absurda, era o de estampas. Pelos 4 dias de evento, quem fosse lá no 3° piso e bravamente encarasse a fila poderia escolher entre uma camiseta ou uma ecobag da cor que quisesse (e estivesse disponível) E a estampa de preferência para ser feita NA HORA. Tudo isso de graça! Admiro muito quem encarou, porque os produtos pareciam ser de muita qualidade e ainda tem o gostinho de ser produto exclusivo, mas como eu não queria voltar para casa muito tarde, resolvi não ficar.

Eu tenho duas reclamações, uma mais séria e outra menos séria.

A mais séria é que, apesar de haver uma diversidade interessante na praça de alimentação, tudo estava MUITO CARO. R$ 20,00 num pedaço de brownie é abusar de mais da boa vontade das pessoas. A mini-pizza, eu não tenho nem palavras. Era só aqui e ali que o tamanho do lanche somado ao fato de estarmos numa convenção justificava o preço. O único lugar que tinha preço bom era o Corner Cafe mesmo. (mas devo acrescentar que amei os nomes das barracas de comida, não nego)

https://whosthanny.tumblr.com/post/190498189034/o-melhor-das-barracas-de-comida-do-tudum-netflix

A menos séria é que fiquei no pavilhão a tarde todinha, TODINHA, dona Netflix, e em NENHUM momento eu ouvi 4 Non Blondes tocar. Netflix, am I a joke to you? Inacreditável o quão rápido sense8 foi esquecida, mesmo com todos os painéis de visibilidade LGBTQ+ que estavam rolando no palco Riverdale no 2° piso. Vergonha pra você, vergonha pra sua vaca.

Mas enfim! O saldo do Tudum Netflix é bem positivo, mesmo que eu não tenha conseguido ir em muitas atividades. A entrada foi gratuita e limitada a um dia por CPF, por isso foi necessário escolher quando ir com sabedoria. Espero que a Netflix tenha gostado de promover essa convenção e que volte maior e mais ousada numa próxima edição (não precisa abrir mais ingressos, a quantidade de pessoas por dia era boa).

Espero que mais artistas estejam dispostos a participar, que hajam mais atividades pelo local da próxima vez, para distribuir melhor as filas. Espero que da próxima vez dê para escolher dois dias, porque um só não foi suficiente para fazer tudo que eu queria (já dizia Beto Carrero: PELO MENOS DOIS DIAS!). Espero que deem uma de Rock ‘n Rio e façam o evento em dois fins de semana, quem sabe? Seis dias? Sexta, sábado e domingo? @Netflix

E que o Tudum Netflix versão Brasil tenha sido tão significativo para a plataforma que eles consigam expandir para outros países e continue tendo sucesso, porque é claro que este é um mundo capitalista e a Netflix faz parte do sistema, mas o fato dela se aproximar do público e disponibilizar eventos/atividades gratuitas (como já fazia na CCXP) dá a oportunidade para aqueles que não têm condiçõe$ participarem de algo que nunca imaginaram fazer parte.

Defendo a inclusão sim. Continue assim, Netflix. Tem nosso apoio.

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2 Comments

  • Reply
    Wanderlucio de Paula Amorim
    14/03/2020 at 10:04 pm

    Parabéns

  • Reply
    Carlos Alberto Ferreira
    14/03/2020 at 10:06 pm

    Muito importante festival.

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