Música

Lifehouse – Out of the wasteland

Olá, de novo!

Lifehouse é uma das minhas bandas preferidas, e há pouco tempo lançaram um disco novo pra alegria geral de todo mundo que é fã, chamado Out of the Wasteland.

O último disco antes deste tinha sido Almeria, lá no final de 2012. De lá pra cá, teve saída de integrante da banda e tava todo mundo com projetos paralelos. Ben Carey, guitarrista, deixou o grupo; Bryce Soderberg, o baixista, tinha formado outra banda, e Ricky Woolstenhulme, baterista, também estava em outros projetos. Resultado? Muita gente, eu inclusive, achando que a banda ia se dissolver, ainda mais com o vocalista e compositor, Jason Wade, divulgando que o próximo trabalho seria uma produção solo – e eu não reclamaria, já que esse artista é do tipo que eu leria até a lista de compras do cidadão. Daí eles resolvem anunciar álbum novo: inicialmente, tinha sido divulgado que o disco ia se chamar Seven, por ser o sétimo álbum da banda, e depois mudaram o nome.

A promessa, de acordo com o próprio vocalista, era produzir um material que fosse do jeito que a banda queria, e lançar de modo independente – prefiro nem imaginar o que deve ter acontecido pra que ele decidisse desfazer o vínculo com a gravadora que cuidava do trabalho da banda. E também tava prometido que esse material faria lembrar do começo da carreira deles, o que eu duvidava. O resultado foi o melhor possível.

A primeira música, Hurricane, é um exemplo incrível do quanto as letras das músicas desta banda permitem uma infinidade de interpretações. Meu palpite? É sobre a trajetória da banda, o quanto de “furacões” eles atravessaram e continuam firmes e fortes. A melodia é exatamente o tipo de som pelo qual Lifehouse é conhecido.

Depois tem One for the pain, uma das minhas preferidas do disco – se não “A” preferida. Rock sem um pouco de agressividade, vontade de quebrar tudo mesmo, simplesmente não é rock, e essa é aquela música pra colocar pra fora toda a raiva que você tá sentindo de alguém. Ou de você mesmo, porque I should have known better. Tudo bem que seria preciso uma palavra nova pra descrever esse disco, de tão leves que a maioria das músicas tão, mas vamos considerar “rock”, ok?

Flight é aquela canção tranquila, que fica até estranha depois de One for the pain. Bem melodiosa, e a letra é pra fazer você se sentir tão bem que chega a deixar com vontade de voar. E aí tem Runaways, que é outra favorita minha. Bastante romântica, é daquelas que eu não consigo imaginar artista algum fazendo cover. O som é forte, e me faz lembrar de músicas que ficam incrivelmente boas executadas só no violão ou na guitarra. A poesia é daquelas que faria você ficar feliz se representasse a sua história com aquela pessoa que você ama.

Em seguida a gente chega em Firing Squad. A parte sobre tristeza, sofrimento e decepção está toda aqui. É a minha menos favorita da lista, apesar de ser incrivelmente linda.

E agora temos… Wish! A não ser que eu tenha me enganado, essa é a música que foi composta a mais tempo, e vi comentário de fãs bastante contentes que essa música estaria nesse álbum. Essa é uma daquelas músicas que chegam até a assustar de tão exatas que são pra expressar os sentimentos que estão nos versos. Pode ser tanto um tapa na cara de quem tá ouvindo, quanto uma mensagem bem direta às vezes pra algumas pessoas que já estiveram em nossas vidas.

A próxima é Stardust. Problemas astronômicos de relacionamento, alguém? Melodia animada, do tipo bem grudenta, mas… alguém avisa pro Bryce devolver o microfone pro Jason, por gentileza?

Alien é uma canção bem calma, com um ritmo bem relaxante. Os temas da letra fazem lembrar de músicas de trabalhos anteriores da banda – Somebody else’s song, tô falando de você. É fácil se identificar com a sensação de não pertencimento que a música descreve, desconheço quem nunca tenha passado por algo assim.

Chegamos a Central Park. É uma das mais calmas do álbum todo. Pra quem gosta de músicas mais suaves, essa tá perfeita. Prefiro as músicas com mais energia; essa faz pensar em tranquilidade e calma, e as letras são tão macias quanto o som.

Hurt This Way é aquela música pessoal e emocional demais pro próprio bem dela – super suave também, daquelas que me deixam curiosa pra saber de onde a ideia pra ela foi tirada. Daí Yesterday’s son é outra mais pessoal impossível. Consegui imaginar que a melodia ficaria excelente cantada por um coral. Evolução, amadurecimento e crescimento são os assuntos que essa música me traz à mente. Uma sonoridade um pouco mais exaltada teria ficado ainda mais interessante, mesmo excelente do jeito que tá.

Hourglass é a última faixa da edição simples do disco. Amor eterno, envelhecer junto de quem se ama, proximidade emocional e romantismo resumem o som e a letra desta faixa, que encerraria o disco de um jeito maravilhoso… Só que existem SETE músicas bônus.

Na edição do iTunes, foram colocadas Hindsight e You Are Not Alone de extra. A primeira delas é das pessoais, e a segunda é das que são um abraço pra alguém que esteja sentindo o mesmo que a música expressa.

Clarity, Après La Vie, Angeline e Exhale estão na edição da Target. Sobre Clarity: Jason tá de brincation, né? Uma grande parte da letra da música tá um mosaico de referências a outras letras, o que deixou parecendo que ele nem se dedicou tanto assim pra fazê-la. Après la vie é uma das mais difíceis de comentar, com uma mistura de elementos de morte, amor romântico e religioso misturados. Angeline já tinha sido divulgada antes, cantada em um show, e fiquei contente de terem feito uma versão dela em estúdio – o fandom jura que é uma canção romântica sobre situações que ele e a esposa dele passaram. Exale também lembra algumas músicas anteriores – Everything e Between the raindrops, oi! – e o som da pulsação de um coração deixa tudo gritando “vida”.

Pra completar, numa edição de colecionador tem uma extra chamada H20. Pra encerrar tudo, questões pessoais, temas religiosos, romance, e uma sonoridade que quase faz chorar junto com a poesia.

Tá tudo bastante pro lado mais suave do que eles são capazes de fazer, e aposto que mesmo pessoas que não sejam fãs de rock podem conseguir gostar. Só falta essa banda marcar um show no Brasil.

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