Cinema

Poltergeist – O Fenômeno (2015)

Antes de iniciarmos aqui, aviso que existirá dois tipos de pessoas e opiniões: os fanzoca de terror que mantém o Poltergeist original no coração que achou esse remake uma audácia e perda de tempo, e os despreocupados que só querem ver um filme de terror e vão gostar desse filme. Eu, pessoalmente, me encaixo no primeiro grupo, então vocês me perdoem se em algum momento eu me perder da posição imparcial nessa resenha. Enfim, shall we Begin?

 

Poltergeist – O Fenômeno é baseado no filme Poltergeist de 1982, de ninguém mais ninguém menos que Steven Spielberg, que narra a história de uma família americana que se muda para o subúrbio graças à suas novas condições financeiras, e os problemas na casa nova apenas se intensificam quando atividades sobrenaturais começam a acontecer por toda a casa, atacando inicialmente sua filha mais nova, até que a mesma é sequestrada por essas forças, chamadas de Poltergeist, e a família é obrigada a agir antes que a pequena desapareça para sempre.

A crítica submersa no roteiro sobre o poder dos produtos eletrônicos nas nossas vidas manteve-se igualmente ao original, mudando apenas sua intensidade, exatamente o que acontece nos dias atuais. O número de televisores pela casa, celulares, rádios e brinquedos. Se você não tinha percebido isso antes, agora sabe que Poltergeist não é só uma história de fantasma, ehehehe.

Os pontos altos do filme, coisa que nem mesmo os fanzoca podem reclamar, é a direção de Gil Kenan (A Casa Monstro). “Ah, Cambs, mas não era ruim o filme?” Nenhum filme é de todo ruim, jovens gafanhotos. O trabalho de Kenan aqui é super feito, com utilidades tecnológicas com um ótimo seguimento. O trabalho de câmera proporciona novos ângulos num dos alvos favoritos de filmes de terror, um sobrado, e é possível ver até mesmo o recurso de câmera em POV, que marcou seu lugar nesse meio cinematográfico depois de Atividade Paranormal (2007). Os efeitos visuais junto com os efeitos sonoros são marcantes durante todo o filme, as cenas de susto conseguem sim o efeito esperado e a melhor parte é que Kenan consegue fazer o espectador localizar-se geograficamente durante as cenas. Você vai saber quando eles estão no quarto do filho ou na sala de jantar até mesmo durante as transições mais rápidas.

O grande problema do filme todo é que ele é rápido demais. A cena do palhaço, por exemplo, era assustadora no original, e bem mais fraca no remake justamente por não ter sido tão trabalha quanto deveria (mas não pense que você não vai ficar com medo, o palhaço em si já é um susto…filhote de fofão). E isso nem mesmo os efeitos bonitos como as luzes vão conseguir apagar.

Poltergeist segue a linha de Sobrenatural (2011), em partes. Então, se você gostou desse, vai certamente gostar desse remake. É como eu falei lá no começo, são dois tipos de pessoas e opiniões, o meio termo geralmente não costuma existir.

Ainda sim, não é um filme passável. Não é melhor que o original, então esqueça essa comparação porque, assim como eu, você vai se decepcionar. Na verdade, esqueça até que existe um original e apenas assista ao filme. É rápido e fraco? Sim, mas também é bem montado e sequenciado e trás novamente o tema de uma família que necessita ficar unida contra ameaças, seja desse mundo ou de outro.

 

 

ficha técnica

Título original: Poltergeist
Direção: Gil Kenan
Elenco: Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Jared Harris, Kyle Catlett, Kennedi Clements
Roteiro: David Lindsay-Abaire
Trilha sonora: Roy Lee
Duração: 93 minutos
País: EUA
Gênero: Drama, Supense, Terror
Trailer: (x)
Classificação: ★★★☆☆

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1 Comment

  • Reply
    Fernanda Probst
    30/05/2015 at 5:32 pm

    Cara, agradeço pela parte do palhaço ser rápida. Na verdade, não precisava ter a parte do palhaço. Eu odeio palhaço.
    Gostei do filme original e estou querendo assistir o ramake. acredito que a versão 3D deve dar outro jeitão pra história.

    beijos

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