Textos

Os 21 anos que ninguém deve esquecer

Bem, depois de um mês e vários imprevistos, aqui estou eu e já está mais do que na hora de vocês lerem isso e se lembrarem, de novo, da razão de estarmos aqui.

Há quase um mês, lá pelo dia 31 de março, relembramos um dia infame em nossa história. O aniversário do Golpe Militar de 1964 não é uma data a ser comemorada, mas também não deve ser esquecida. Nenhuma ferida de tal tamanho deve ser tratada como uma simples cicatriz, uma simples marca em nossa pele sem um passado ou sem uma vergonha.

Se tem algo que aprendi ao longo da vida é que cicatrizes devem ser lembradas, ainda mais num país como o nosso queridíssimo Brasil que, afinal, tem uma pesada tradição autoritária. Passamos boa parte (mesmo) do século passado sob o regime de ditaduras e, infelizmente, tais coisas constroem uma sociedade e o que mais ouço são discursos autoritários disfarçados em palavras doces: verdadeiros lobos escondidos em peles de cordeiro.

Embora eu já tenha perdido certa noção progressista da História, há um fantasma sobre nossos ombros, um que quer e precisa ser lembrado; não como um exemplo a ser repetido, mas um a ser evitado a qualquer custo. Nossos filhos não precisam ver o terror bater à porta, não precisam ser estudantes apavorados ao terem sua universidade invadida nem temerem serem espancados ou violentados de alguma maneira enquanto estão indo para casa, subindo pra L2.

Nós precisamos de heróis, sim, mas não precisamos de mais um Honestino Guimarães. Podemos viver sem censura, sem militares em nossas faculdades ou ainda sem policiais armados pelas esquinas. Podemos viver sem violência gratuita, sem tortura, sem um governo estagnado e autoritário.

Mas sabe o que não podemos viver sem?

Liberdade, igualdade e, por favor, punições justas para os carrascos de nossos pais.

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