Música

Maximus Festival Brasil

Dia sete de setembro aconteceu a primeira edição do Maximus Festival Brasil, no Autódromo de Interlagos, na nossa querida capital paulista.

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Antes de qualquer outra coisa, agradeço muito à pessoa que tinha comprado o convite e muito gentilmente me revendeu o ingresso porque não poderia ir.

Primeira parte – ingresso e acesso ao evento:

O Maximus, em vez de ingressos de papel, utilizou controle de acesso por pulseiras, num sistema chamado cashless – que basicamente significa que não seria utilizado dinheiro em espécie pras despesas. Foi mais ou menos assim: até determinada data, quem comprasse o ingresso nas bilheterias presenciais recebia um comprovante pra retirar uma pulseira dessas aqui:

A partir de um certo dia, quem comprasse já levava diretamente a pulseira. A faixa com a indicação “Maior de 18 anos” foi entregue na hora de entrar no evento e é o que permitia comprar bebidas alcoólicas, caso você quisesse. Fiquei feliz por, do mesmo jeito que no Lollapalooza, terem pedido minha identidade pra me darem uma dessa. E, dica: esse outro festival vai usar esse mesmo sistema, então pra quem for é bom prestar atenção em como funcionou aqui.

Os ingressos foram vendidos online pela Livepass, e havia duas opções: retirar pessoalmente com comprovante impresso em casa ou pedir que a pulseira fosse enviada pelo correio – o que eu especialmente recomendaria pra quem não mora na região da capital/não tem possibilidade de retirar antes e queira ver os shows da primeira fila. Além de ser o ingresso “de verdade”, essa pulseira também funcionava como cartão de débito pra pagamento de qualquer coisa à venda lá dentro – comidas, bebidas, camisetas, etc; era possível ativá-la e comprar saldo em pontos físicos ou pelo celular.

Cheguei em Interlagos em torno de sete da manhã, e pra minha tristeza o portão de acesso ao evento não era o mais próximo da estação de trem que fica perto dali – ou seja, lá vamos nós caminhar mais um pouco pra retirar a pulseira e ir até o portão certo. A bilheteria foi aberta antes do horário anunciado, e eu pessoalmente não reclamei nem um pouco. Precisar passar por duas filas (uma pra retirar a pulseira e outra pra entrar no local) não me incomodou tanto assim, já que eu não fiz questão de tentar ir pra grade de qualquer um dos shows, e consegui ver tudo de lugares bem legais.

Segunda parte – Os shows:

Só pelo lineup já dava pra notar que ia ser fantástico, não?

E já vou avisando que nenhum dos vídeos que eu vou compartilhar foi feito por mim. Achei maravilhoso que conseguiram organizar um agrupamento tão interessante de bandas, e já tô mais do que curiosa pelo que vão trazer ano que vem.

Gostei da estrutura com dois palcos um ao lado do outro – soluciona a questão de deslocamento entre shows. E, pra ficar melhor ainda, os intervalos entre uma apresentação e outra eram os menores possíveis; quando um show acabava num lado, outra banda começava a se apresentar logo depois no outro palco.

(foto divulgada no perfil do festival no Facebook)
O palco do lado direito, do ponto de vista de quem olhava pra eles, era o principal, chamado Maximus, e o da esquerda era o palco secundário, chamado Rockatansky.

Escolher de onde você ia assistir tinha mais a ver com quais bandas você queria ver mais de perto, sem “sacrificar” atrações – exceto, neste evento, pelos shows das bandas brasileiras. O palco onde as bandas nacionais se apresentaram, chamado de Thunderdome, até onde fiquei sabendo, ficou bastante vazio em comparação com os shows gringos – era o único em outro ponto do autódromo, e as atrações internacionais eram bandas que a gente não vê todo dia; então a gente vê as bandas brasileiras em shows menores mais perto de casa.

Não fiz foto do palco Thunderdome – eu mesma estive diante dele muito pouco, e confiei fossem divulgar alguma do mesmo jeito que fizeram pros outros dois. Esta foto que divulgaram é do show da banda Far From Alaska que aconteceu lá:

Sobre os shows internacionais:

Steve’ N’ Seaguls, no palco Rockatansky

Steve’ n’ Seagulls é uma banda finlandesa famosa por fazer covers de clássicos do rock e do metal, mas com uma pegada puxada pro country. Os covers de AC/DC e de Guns And Roses ficaram muito incríveis, e foi uma escolha muito boa de show pra começar o evento; de todas as atrações, acho que não poderiam ter colocado outra pra abrir. Não é o estilo de som que eu normalmente escuto, e mesmo assim gostei muito. Apresentação mais light do festival todo.

Hollywood Undead, no palco Maximus

Misturar gêneros musicais diferentes funciona. Eu mal tinha ouvido falar dessa banda de rap rock/new metal antes, e gostei muito do que vi lá. Em Usual Suspects, Day of the Dead, Everywhere I Go e Hear Me Now, entre outras, eles utilizam elementos de diferentes estilos, e fica muito interessante.

 

Shinedown, no palco Rockatansky

Em todo festival onde vou SEMPRE tem bandas que eu ouvia pouco e que depois do show eu fiquei com vontade de ouvir mais, e neste uma delas foi Shinedown. Enquanto eu pesquisava um pouquinho sobre a banda antes de escrever este post, descobri que a banda tem uma trajetória incrivelmente mais interessante do que eu imaginava, e relembrei algumas coisas que eu já sabia mas nem tinha dado tanta importância.

Diamond Eyes, Cut the Cord, Enemies e Sound of Madness, incríveis.

Hellyeah, no palco Maximus

A-M-E-I! Não que os outros não tivessem sido shows maravilhosos, mas neste em especial parecia que tinham ligado todo mundo em uma tomada. Pelo menos dos lugares de onde eu assisti, me pareceu o show em que as pessoas estavam mais empolgadas até ali.

O vocalista de uma das bandas disse no palco lá algo parecido com: “Nem todos vocês falam inglês, e nós não falamos português, mas todos aqui sabem o idioma música”, e se não me falha a memória foi o vocalista desta banda.

Sangre por Sangre, Moth e, claro, Hellyeah!, fantásticas.

Black Stone Cherry, no palco Rockatansky

Mais uma das bandas que eu conhecia pouco e ver ao vivo foi mais legal do que eu imaginava. Tá repetitivo, mas não teve nenhum show nesse festival do qual eu não tivesse gostado. Nesse eu saí um pouco da frente desse palco pra ir ver um pouco do que tava se passando no de bandas nacionais.

Me and Mary Jane, Blind Man, In My Blood e todas as outras, ótimas!

Halestorm, no palco Maximus

Descobri essa banda por acaso em sugestões do youtube num momento em que eu tava procurando material pra ouvir. E eu não fazia ideia do quanto essa vocalista era legal ao vivo. A vocalista já participou de música da banda Shinedown – que estava lá no festival – e com a maravilhosa da Amy Lee do Evanescence. Lzzy Hale e Arejay Hale são pessoas incríveis.

Love Bites (So Do I), Mz. Hyde e Apocalyptic, entre outras, melhor impossível!

Bullet for my Valentine, no palco Rockatansky

De todas as bandas do festival, essa foi a que o meu amor por ela mais aumentou com do show. Foi a apresentação que eu senti mais como uma conversa próxima – não que muitas outras apresentações não tenham sido emocionais, é que a impressão que esta me passou é do tipo de emoção de conexão entre pessoas, sentimentos de amor, vontades, motivações; emocional de um jeito diferente, por exemplo, da agressividade e da raiva expressas em outras apresentações.

No Way Out, Your Betrayal e Alone, entre outras – vou me lembrar desse show com muito carinho por muitos anos.

Disturbed, no palco Maximus

Uma das bandas mais famosas que estaria lá, e não decepcionou.

The Light, The Vengeful One e Down With the Sickness, além de covers impressionantes de The Sound of Silence e Killing in the Name… um dos meus shows preferidos do festival todo!

Marilyn Manson, no palco Rockatansky

Headliner do palco Rockatansky, ele trouxe uma apresentação que eu achei beeeeeeeeeeeeeeeeeeem mais comportada do que eu tava imaginando. Pesquisando por aí vi vídeos de shows dele de outras épocas com muitas bizarrices que deixam esse no chinelo.

Teve um momento em que aconteceu um pequeno corte numa das mãos dele e por um instante eu me perguntei se ele realmente tinha se machucado ou se era sangue falso de alguma forma; e “Bitch better have my money” nas caixas de som no intervalo antes desse show, apesar de ser um festival de metal, colocou muita gente pra dançar e rebolar ali! Algumas meninas perto de onde eu estava super se soltaram na hora, e, sim, tá tudo bem.

Claro que teve o cover clássico de Sweet dreams…

Gostei da setlist – Tourniquet, mOBSCENE e Beautiful People, entre outras, ficaram super bacanas apresentadas lá.

E segura aí o show dele no Maximus da Argentina com direito a Bíblia Sagrada sendo queimada no palco!

Quem sabe eu não resenhe a biografia dele aqui neste site em breve?

E, por fim… Rammstein, no palco Maximus!

Grande nome da noite, essa banda da Alemanha veio pra um novo 7 a 1 no Brasil (sim, aquele jogo da Copa de 2014 não vai ser esquecido nunca), com um show incrivelmente sério, super tecnológico com uma cenografia fantástica e cheio de pirotecnia, que deixou o local quente não só no sentido figurado mas literalmente também. De verdade, era perfeitamente possível perceber o ar quente quando usavam os fogos, mesmo razoavelmente de longe.

Mesmo sem saber meia dúzia de palavras em alemão direito, era perfeitamente possível aproveitar bastante o show. Tinha muito pra ver, e não conversaram com o público nem meia vez – aí já não sei se é porque eles talvez não falem inglês ou se tem mais a ver com o perfil da banda mesmo. Eu conhecia muito pouco da banda antes do show – conheço gente que é fã e eu estava conversando com uma amiga sobre festivais de música antes da data deste, e ela me adiantou o quanto a banda é incrível ao vivo.

Se dizem que uma imagem vale por mil palavras, um vídeo talvez valha por mais ainda…

 

Não vou falar sobre o palco onde as bandas brasileiras tocaram porque eu vi muito pouco, então seria muito com base em ver vídeos e relatos de outras pessoas. Além dos dois palcos com as atrações de fora do Brasil, tinham áreas bem interessantes pra tirar fotos, um espaço da marca de instrumentos musicais Tagima, e uma espécie de praça de alimentação chamada Gastown.

Soube que teve artistas que se misturaram ao público em alguns momentos – vi relatos sobre gente sortuda que tirou selfie/pegou autógrafo de famosos que circularam por lá, e também soube de gente que, dependendo de onde estava, não se divertiu tanto quanto eu e se incomodou bastante com problemas que tiveram.

Tive muito menos problema pra conseguir transporte (leia-se: táxi) pra ir embora do que no meu primeiro Lollapalooza em 2014, já que hoje em dia aplicativos pra isso estão bem mais acessíveis e a bateria do meu celular felizmente aguentou até o final do evento – óbvio, deixando desligado por parte do dia, motivo pelo qual praticamente não fiz fotos por lá.

Sem dúvida quero muito estar na próxima edição deste festival, que já tem data marcada: 20 de maio de 2017.

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2 Comments

  • Reply
    Linkin Park e Rise Against no Maximus Festival 2017 - Who's thanny?
    December 7, 2016 at 5:46 pm

    […] todas as variações do estilo, e a edição deste ano deste festival foi muito legal; contei aqui como foi. Essa próxima edição está prevista pra 13 de maio de […]

  • Reply
    Eu Fui: Maximus Festival 2017 - Who's Thanny?
    June 17, 2017 at 6:26 pm

    […] esse festival pelo qual eu já me apaixonei, e olha que só existiram duas edições – a primeira em sete de setembro do ano passado, e a segunda em treze de maio deste ano de 2017. E preparar este […]

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