Literatura

Dividir e Conquistar (Infinity Ring #2), Carrie Ryan

Viagens no tempo e Vikings? Yes, please!

divideandconquer

Dak, Sera e Riq ajudaram Cristovão Colombo a descobrir a América e garantiram que a Revolução Francesa fosse um sucesso. Suas tarefas estão longe de terminadas, porém, e os garotos precisam reparar outras Fraturas na História usando o Anel do Infinito. Dessa vez o cenário é Paris, que se encontra cercada por navios Vikings, e os viajantes não sabem ao certo o que está errado ou o que devem fazer para consertar tal coisa. Tudo se complica ainda mais quando uma guerra se inicia e Dak é capturado pelos nórdicos. Agora em lados opostos, Dak, Sera e Riq precisam encontrar uma forma de sair vivos daquele lugar e ajeitarem a história para que a humanidade seja salva.

Um Motim no Tempo não me agradou tanto quanto eu gostaria, e, apesar de divertido, teve muitas falhas que não consegui ignorar. Mas dei outra chance para a série, é claro, e acabei me deparando com um livro interessante que teve maior cuidado com os personagens e os dramas. E, bem, tem Vikings. Não dá pra fazer errado com Vikings.

Durante toda a vida, as suas únicas certezas foram o amor de seus pais e seu conhecimento de história.

Agora seus pais estavam desaparecidos e a história estava mudando.

Um dos meus maiores problemas com o primeiro livro da série foi a narrativa superficial que não investia propriamente em seus protagonistas. Carrie Ryan não fez o mesmo que seu predecessor, e conseguiu dar vida a Dak, Sera e Riq, fazendo com que os problemas em que eles se metiam e suas emoções fossem mais bem usadas ao longo do livro. Dessa vez a escrita não me deu outra escolha que não me importar com o que acontecia, o que é ótimo.

A história é muito boa também. Os climas, as tensões e a guerra foram bem desenvolvidos, e o choque cultural de dois povos tão diferentes foi interessante de ler. O núcleo nórdico foi meu preferido, porém, e suas histórias e costumes foram as melhores partes do livro. E isso funciona para um infanto-juvenil, visto que cria uma curiosidade maior de pesquisar sobre aquele povo, de saber mais sobre eles.

(…) A verdadeira responsabilidade de Sera era manter os três juntos. Eles estavam em 885 havia menos de vinte e quatro horas, e ela já havia fracassado. Terrivelmente.

Mas, porém, todavia, nem Dividir e Conquistar conseguiu escapar dos vilões extremamente caricatos e das conveniências. A caracterização de Sera se torna um pouco bizarra também, e a garota toma decisões duvidosas que podem gerar momentos de jogar o livro pela janela porque é burrice de mais pra alguém tão inteligente. Sério, crianças salvando o mundo é um problema.

No fim das contas, Dividir e Conquistar conseguiu me prender e me interessar por sua trama, cuidou melhor dos personagens principais e foi uma leitura muito bacana. O próximo livro da série, O Alçapão, se passa nos Estados Unidos nos tempos de escravidão, ou seja, promete altos sentimentos e aventuras.

Mas agora parecia que as palavras que ele tinha lido sempre foram secas. Elas tentaram capturar acontecimentos passados e transportá-los até sua mente, mas agora que estava na Île de la Cité, a ilha de Paris, Dak se deu conta de que os livros não passavam de fantasmas. A realidade era muito mais legal. E tinha um cheiro mais forte, também.

informações

divide

 

Cortesia para resenha.
Título: Dividir e Conquistar
Autor: Carrie Ryan
Tradutor: Flávia Souto Maior
Número de Páginas: 216
Edição: 1ª – 2013
ISBN: 9788565765176
Editora: Seguinte
Preço: R$19,90
Classificação: ★★★½☆

You Might Also Like

1 Comment

  • Reply
    Bárbara
    06/08/2014 at 12:19 pm

    Eu gosto bastante dessa série. De fato, ela tem seus problemas, mas é preciso ler com olhos de criança, e não se importar muito. De forma geral, é bem divertidinha e, como vc disse, vai melhorando com o tempo – o 5 é bem legal!
    Gostei da resenha. /smile
    Bárbara recently posted..[Resenha] As sombras de LongbournMy Profile

  • Leave a Reply

    CommentLuv badge