Literatura

Correr ou Morrer (Maze Runner #1), James Dashner

Correr ou morrer. Assim que li o título do primeiro livro da quadrilogia de James Dasher, comecei a imaginar várias situações em que ficar parado significaria a morte, do mesmo modo que acontece em Jogos Vorazes, mas eu não estava preparada para o que estava por vir e nunca pensei que iria gostar tanto desta história.

maze runner

“Bem vindo à Clareira.”

Thomas acordou dentro de uma caixa metálica sem ter memória alguma de sua vida passada, a única coisa que ele lembra é do seu próprio nome. Quando as portas se abrem e ele finalmente consegue sair, se vê rodeado por vários garotos curiosos que o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Nenhum deles se lembra de como foi parar ali, nem de como eram suas vidas antes da Clareira, seu único objetivo é conseguir sair dali.

Sendo que os garotos estão presos há aproximadamente dois anos e não estão nem perto de encontrar uma saída. O motivo disto é que os muros que os cercam formam um enorme Labirinto, que muda toda noite e, para dificultar um pouco mais a vida dos garotos, monstros horríveis são soltos lá dentro. Por isso, eles só arriscam entrar lá durante o dia.

Todo mês, no mesmo dia, um novo garoto surge na caixa, mas após a chegada de Thomas, a rotina da Clareira começa a mudar. Logo no dia seguinte, a caixa se abre novamente, e para a surpresa de todos, dentro dela há uma garota desacordada trazendo consigo uma mensagem: Ela é a última.

A partir daí, vamos descobrindo juntamente com Thomas os segredos obscuros do lugar e sempre com perguntas em mente. Por que eles não se lembram de nada? O que é exatamente a Clareira? Eles vão achar uma saída do Labirinto? Quem os mandou para lá? Quem são eles?

A narrativa do livro, em terceira pessoa, proporciona uma leitura fácil e rápida. O leitor sabe tanto quanto Thomas e além de aprender mais sobre o lugar, acaba se acostumando com as expressões dos clareanos. Juro que quando comecei a ler, pensei que havia algo errado na tradução. Palavras como mértila e plong acabam tornando parte do seu vocabulário.

Os personagens secundários são bastante misteriosos e isso me deixou intrigada, assim como Thomas. Eles não gostam de falar sobre o que sabem e ficam guardando segredos. Mas achei impressionante a forma como eles se organizaram para garantir a sobrevivência de todos, distribuindo tarefas e elegendo líderes para tomar decisões importantes. Assim, eles mantêm a mente ocupada e deixam de lado todo o medo e insegurança que sentem.

O título do livro só faz sentido lá pra frente e a sequência de ações é tensa, aterrorizante e bem descrita. Neste ponto, você já se apegou a alguns personagens e começa a temer por suas vidas.

“Como alguém pode ser tão diabólico para fazer isso com a gente?”

Cada capítulo termina de uma forma que vai te fazer querer ler só mais um pouco, mas quando você chega à metade do livro é impossível deixá-lo de lado. É onde toda a ação começa, onde todo o suor e sangue são derramados. E realmente espero que tenha esse toque sombrio e violento na adaptação cinematográfica.

Não esperava sofrer com essa história, mas o final foi devastador para o meu coraçãozinho. Eu não estava compreendendo a motivação de certos personagens, mas tudo fez sentido no epílogo. Foi de explodir a mente. Preciso ler a sequência agora. Leiam!

Informações

 

Título: Correr ou Morrer (Maze Runner #1)
Autor: James Dashner
Tradução: Henrique Monteiro
Número de Páginas: 426
Edição: 1ª – 2010
ISBN: 9788576832478
Editora: V&R
Preço: R$39,90
Classificação: ★★★★★

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2 Comments

  • Reply
    Who's thanny? » Arquivo » Maze Runner – Correr ou Morrer (2014)
    19/09/2014 at 4:10 pm

    […] Correr ou Morrer (Maze Runner #1), James Dashner filme Maze Runner – Correr ou Morrer (2014) Postado por Byzinha em […]

  • Reply
    The Death Cure (Maze Runner #3), James Dashner
    13/04/2015 at 11:45 am

    […] se você não leu Prova de Fogo (The Scorch Trials), muito menos Maze Runner (Correr ou Morrer), aconselho dar meia volta nessa resenha. Melhor seria dar uma olhadinha nas […]

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